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Anteriormente na Parte 2
“Seu pai ficou bravo?” Pat perguntou mais uma vez.
“Não.”
O cabelo dele encostou na testa de Pran, pois ele precisou se aproximar ainda mais para ouvi-lo.
“Seu pai ficou muito bravo.” Pran murmurou, sentindo seu coração apertar dentro do peito.
Não era necessário perguntar porque ele tinha ouvido e visto tudo.
As mãos de Pat o apertaram com um pouco mais de força.
“Ele sempre fica bravo.” Pat confidenciou em um sussurro tão baixo quanto o do amigo, que só o ouviu porque os dois estavam com as testas praticamente coladas.
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“Ele só tem cabelo na cabeça!” Eve disse com firmeza.
Nanon tentou disfarçar a risada, mas a menina percebeu e achou que ele parecia amigável.
“Tio, você quer brincar?”
Ela pegou a mão de Nanon, que se sobressaltou um pouco, mas a seguiu até a estante.
“Meu pai falou que você é o melhor amigo dele. É você?” Ela apontou para a foto pequena em que os dois sorriam.
“Sim, sou eu.” Nanon murmurou e tocou de leve a beirada do porta-retrato.
“Meu pai falou que você também tá aqui.”
Ela ficou nas pontas dos pés, puxou um dos álbuns de fotografia que estava em uma das prateleiras e, apesar de ser grande para o tamanho das mãos dela, ela o segurou com firmeza de quem já estava habituada a fazer isso e o abriu.
“Nossa foto…” Nanon passou os dedos sobre o plástico e a garota entregou o álbum para ele.
Na imagem, os dois sorriam sentados sobre o lençol roubado do hotel e o braço de Pat caía sobre os ombros de Pran.
“Meu pai gosta de tirar fotos. Ele é modelo. Você sabe o que é modelo?” Ela olhou para cima e Nanon assentiu “Essa é a câmera que o papai mais gosta!”
Distraído com a foto, Pran não notou que a menina estava se esticando de novo e erguendo o braço para pegar a câmera perdida há tanto tempo.
“Cuidado!” Nanon soltou o álbum sobre a prateleira e tocou as costas da menina, evitando que ela se desequilibrasse.
“Eu sei!” Ela segurou com as duas mãos e ele se agachou na frente dela.
“É uma câmera muito legal, você sabe usar?” A voz de Pran falhou, mas, ainda assim, sorriu.
Apesar do receio de que Eve a deixasse cair, Pran sentiu o calor em seu peito aumentar ao lembrar dos momentos em que seu pai mostrava sua coleção de máquinas antigas, porque o olhar dele carregava este fascínio sempre que falava sobre seus interesses. Ele nunca tinha se exaltado ou perdido a paciência, só havia amor ao lidar com os filhos.
“Não, mas o meu pai disse que vai me ensinar quando eu ficar grande.” Ela respondeu sem o olhar, pois virava a câmera de um lado para o outro, observando atenta os detalhes que já conhecia e começou a mostrar para ele “Tem um botão aqui. E tem um buraquinho aqui também. E tem esse negocinho…”
“Acho melhor você guardar...” Pran se sentiu apreensivo e não era por medo de que a câmera caísse, porque ele estava ali do lado cuidando de tudo. No entanto, dentro dele, inesperadamente, cresceu um temor, uma certa aflição, de que os dois pudessem ser repreendidos, um medo estranho de gritos e fúria que ele não sabia de onde vinha “Seu pai pode ficar bravo…”
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Castelo de areia
FanfictionDois garotos se conhecessem numa praia durante as férias de verão. Ano após ano, esse curto período de tempo é o que os une. Essa é uma história sobre o encontro de duas pessoas destinadas a ficarem juntas, mesmo que o caminho não seja fácil.
