Bônus

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______________ [08 e 06] ______________

Pawat tinha ouvido seus pais discutirem durante todo trajeto até a praia,ele não entendia o que estava acontecendo, mas ele queria gritar para que os dois parassem.

Assim que eles colocaram suas coisas na areia, a situação entre seus pais não parecia ter melhorado, ele perguntou se o irmão queria brincar, que negou e continuou deitado no colo da mãe.

Sem opção, Pawat começou a chutar a bola, presente do seu pai, para longe. Ele dizia que homens tinham que jogar futebol e mesmo que Pat não gostasse, ele o obrigava a jogar. Se ele chutasse forte e o mar a levasse, talvez seu pai desistisse.

Na primeira vez que chutou, uma onda a trouxe de volta e quase a deixou aos seus pés e ele fez um bico, frustrado por não ter conseguido se livrar dela.

Na segunda vez, seu chute saiu torto e a bola bateu num monte de areia que um garoto juntava no chão. Pawat correu até lá e pensou que, se ele pretendia fazer um banco, estava muito ruim.

Ele se aproximou, pediu desculpas e agachou. O menino tinha dito que estava construindo um castelo e Pawat pensou em como poderia ajudá-lo, porque o castelo era bem feio, na verdade. O menino disse que era um castelo para a irmã e ela não estava ali com ele. Isso era muito triste e Pawat sentiu pena dele porque o seu irmão também não quis brincar. Era muito chato ficar sozinho.

Quando ele se ofereceu para ajudar, o menino disse que precisava de água. Esse menino era tão confuso, porque não tinha nada de água antes. Talvez por isso aquele castelo fosse tão estranho! Já que não havia água, Pawat viria para salvá-lo e essa ideia o animou!

“Eu pego!”

Ele tinha feito um amigo e iria ajudá-lo! Eles poderiam brincar as férias todas e ia ser tão divertido. Ele tinha um amigo! Qual era o nome dele? Pawat pensou em voltar e perguntar como ele se chamava, mas era melhor pegar a água primeiro. Sua mãe sempre falava para ele fazer uma coisa de cada vez! Assim era melhor e ia dar tudo certo, só precisava ter calma!

Era difícil ter calma! Seu amigo estava esperando na areia, sozinho e Pawat correu, o balde balançava em suas mãos e a água voava para todos os lados. Não tinha problema, ele poderia pegar quantos baldes ele pedisse!

Uma coisa de cada vez! Primeiro ele perguntou onde poderia deixar a água e sentia a empolgação dentro dele crescer. Ele já podia perguntar o nome do seu amigo? Ele podia, não é? Será que ele também queria saber o seu nome? Seu amigo era quieto, provavelmente por isso ele não tinha perguntado seu nome.

“Meu nome é Pawat!” Ele não se aguentava mais de tanta ansiedade e se apresentou com orgulho.

“KidPran?” Pat riu porque o nome dele era engraçado e ficava mais engraçado quando ele pronunciava as letras trocadas.

“KIRDpan!”

Ele não estava bravo, estava? Não, ele não parecia bravo.

Pat sondou as reações de Korapat e continuou a provocá-lo. Ele não fazia por maldade, mas a raiva dele era engraçada, sua cara nervosa era divertida e de um jeito estranho ele sabia que só sua cara ficava irritada. Seu amigo era bravo, mas não era ameaçador. Ele era fofo.

Uma coisa de cada vez, filho! Era isso que sua mãe dizia e ele se concentrou para fazer o castelo mais lindo que seu amigo poderia sonhar! Ele ia construir direitinho como sua mãe dizia, uma parte de cada vez, igual as letras. Uma de cada vez.

KidPran parecia empolgado com o castelo e sua única vontade era abraçá-lo. Só abraçar. ele não ia apertar seu amigo. Sua mãe dizia para abraçar com cuidado para não machucar as crianças. Pran parecia mais novo do que ele, mas isso não importava porque ele era seu amigo.

Castelo de areiaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora