Capítulo 58

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— Kara...
Ela coloca um dedo nos lábios de Lena.
— Por favor... — pede ela.
— Ah, baby.
Segurando a mão de Kara, Lena beija cada articulação dos seus dedos.
Depois se curva e contorna o hematoma na costela dela com beijos suaves.
Ela acaricia o cabelo de Lena e o puxa com força, obrigando Lena a olhar
para cima.
— Dói?
— Não — responde ela apressada. — Eu quero você.
Lena suspira e leva a boca até um dos seios, até o mamilo, provocando e
chupando conforme avança. Kara geme e se contorce embaixo dela, fechando
os olhos e se entregando ao prazer do seu toque e da sua boca. Aperta as
costas de Lena e está ansiosa para explorar o corpo dela. O corpo todo.
Lena levanta a cabeça para olhar para ela.
— O que foi?
— Eu... eu... — Ela ruboriza.
— Me conte.
Ela ri, constrangida, e fecha os olhos.
— Me conte.
Ela abre um dos olhos e pisca para lena.

— Você está me deixando maluca. O que foi?
— Quero tocar você — diz ela, e esconde o rosto com as mãos.
Espiando por entre os dedos, ela observa os olhos de Lena se abrandarem — achando graça, talvez.Ela se deita ao seu lado.
— Sou toda sua.
Ela se apoia em um dos cotovelos e as duas se encaram.

— Você é tão maravilhosa... — sussurra Lena.
Ela acaricia a bochecha dela,gostando do toque.
— Aqui, vou ajudar... — Lena pega a mão dela, dá um beijo na palma e
a leva ao próprio peito.
Kara pousa a mão com os dedos abertos e sente o calor da pele de sua amada.
Lena abre a boca enquanto inspira bem fundo.

— Gosto quando você me toca.Sentindo-se encorajada, ela desce um pouco a mão, os dedos
percorrendo os pelos finos que salpicam o peito dele. Ela desliza sobre um
dos mamilos, que se contrai ao toque.
— Ah... — Ela deixa escapar, extasiada.
— Ah — responde Lena, a voz rouca, os olhos opacos, em um tom de
verde-musgo escuro. Lena a observa com olhos de lince.
Kara morde o lábio superior, e ela geme.
— Não pare — murmura.
Sentindo-se mais atrevida e aproveitando que a está excitando, Kara
desce mais a mão na pele macia até chegar ao abdômen.
Lena se retesa sob aquele toque, enquanto sua respiração se acelera. Ela
alcança a linha que leva ao seu destino e perde um pouco da
coragem.
— Aqui — diz Lena, e, pegando a mão dela, faz com que ela toque sua intimidade.Ela ofega, igualmente chocada e entusiasmada. É tão macia e branquinha que seu polegar desliza pelo clítoris, e Lena fecha os olhos, inspirando com urgência. Ela continua com o toque e sente seus dedos molharem, gostando do contato,
sentindo a pulsação. Lena a encara com olhos cheios de intensidade.
— Assim — murmura ela, e, guiando a mão de Kara, faz com que ela
mova devagar um dedo para dentro no movimento de vai e vem.

Nunca precisei mostrar a uma mulher o que fazer. Talvez seja a coisa
mais erótica que já fiz. Kara franze a testa, concentrada, mas seus olhos
estão vivos com fascínio e desejo, a boca um pouco aberta enquanto movimento os dedos encontrando enfim o ritmo e me levando à loucura. Quando ela passa
a língua pelos lábios, tenho vontade de gozar na mão dela.

— Kara, pare. Assim eu vou gozar.
Na mesma hora, ela retira os dedos como se estivesse queimando, e me
arrependo de ter falado qualquer coisa. Quero eu mergulhar dentro dela com os meus lábios— mas não posso fazer isso, não com aquele maldito hematoma. Não
quero machucá-la.
Ela toma as rédeas da situação e monta em mim, seus lábios
encontrando os meus, empurrando a língua na minha boca. Sentindo-me.
Seu cabelo forma uma cortina magnífica ao nosso redor. E, por um ótimo segundo, nós nos encaramos à luz da lareira. Olhos azuis vivos nos verdes. Ela é tão fascinante. E generosa. E sensual. E está aqui comigo.

—- já ansiosa. — Pronta. É isso. Agora só temos que nos livrar dessa calcinha.
Ela ri quando eu a rolo para o colchão e engancho os polegares na
calcinha cor-de-rosa. Aquela calcinha cor-de-rosa. A que agora deslizo por
suas longas pernas e jogo no chão. Estou ajoelhada entre suas coxas, e a puxo para meus lábios como está molhadinha e me deleito com o seu sabor delicioso não resistindo a puxo para meu colo com o braço em sua cintura, tomando o cuidado de evitar o hematoma.
— Assim está bom?
Suas mãos estão sobre os meus ombros, e eu a levanto e a posiciono em
cima de mim. Espero pela resposta. Ela se inclina para a frente, seus lábios ávidos nos meus, e interpreto isso como a minha deixa, e devagar... ah, porra, bem devagar... eu a encaixo fazendo com que nossos clítoris se encostam. Ela prende meu
lábio inferior entre os dentes e, por um instante, acho que vai me morder de
verdade. Kara ofega e solta meu lábio.
— Tudo bem? — murmuro.
— Sim. — Ela faz um gesto afirmativo com a cabeça. Bem entusiasmada.
Seus dedos estão mais uma vez no meu cabelo, e ela me puxa com
força, pegando novamente meus lábios com os dela. Ela está insaciável. Me
devorando. Cheia de desejo. Beijando com a mesma intensidade do beijo na
escada. E não sei se é por causa do que aconteceu mais cedo ou se é por eu
ter dito que a amava, mas ela está a toda. Ela se mexe. Para frente para trás Sem parar. Levando-me... levando-me a loucura.
É inebriante. É ardente. Mas é frenético.
Vai acabar rápido demais!— Ei. — Eu a abraço com mais força, acalmando-a, e afasto o cabelo
do seu rosto. — Devagar, baby. Devagar. Temos a noite toda. E amanhã. E
depois de amanhã.
Olhos azuis escuros e maravilhados piscam para mim. E meu coração se
enche de um sentimento novo e intoxicante, que me consome.

LADY-LUTHOR -KARLENA Histórias para pegar e não largar. Descubra agora