CAPÍTULO 46

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Ela tenta fingir reprovação, mas seus olhos brilham de malícia. Sorrio para ela e passo o polegar pelo seu lábio inferior.

____ Diga "Lena". — Quero ouvir meu nome naquele sotaque provocante mais uma vez.

SEU ROSTO VOLTA A CORAR.

____ Diga. Diga o meu nome.
____ Lena —sussurra ela.
____ De novo.
____ Lena.
____ Assim está melhor. Acho que precisamos limpar você, linda. Vou preparar um banho para nós.

Jogo as cobertas de lado, saio da cama e, pegando meu robe e vou na direção do banheiro.

PORRA.
ESTOU ME SENTINDO...
ZONZA.
SOU UMA MULHER ADULTA E ESTOU ZONZA!
SEXO COM ELA É MELHOR DO QUE COCAÍNA.... QUE QUALQUER DROGA! A QUALQUER DIA.
LIGO AS TORNEIRAS DA BANHEIRA, EM SEGUIDA ACRESCENTO ESPUMA DE BANHO E VEJO A ÁGUA SE TRANSFORMAR EM UMA NUVEM COM CHEIRO ADOCICADO. DEIXO UMA TOALHINHA DE ROSTO LOGO AO LADO.

Enquanto a água enche a banheira, fico maravilhada com os acontecimentos do dia. Finalmente transei com minha diarista. Em geral, depois de levar uma mulher para a cama, mal posso esperar para ficar sozinha. Mas não me sinto assim hoje. Não com Kara. Continuo encantada por qualquer que seja o feitiço que ela lançou em mim. Além disso, vou passar esta semana e talvez a próxima com ela ... A perspectiva é animadora.
Minha buceta se contrai em concordância. Olho para meu reflexo no espelho, flagro meu sorriso eufórica e, por um instante, não me reconheço. Que porra está acontecendo comigo?
Passo a mão pelo meus longos cabelos, na tentativa de domá-lo,e me lembro do sangue dela na minha mão.
UMA VIRGEM.

Preciso me casar com ela agora. Rio do meu pensamento ridículo enquanto lavo as mãos, mas me pergunto se algum dos meus antepassados já esteve nessa situação. Dois deles se envolveram em relacionamentos escandalosos bem documentados, mas meu conhecimento da história da família é, na melhor hipóteses, precária. Eu era a única pelo menos eu acho isso, de que se envolve com a pessoa do mesmo sexo. Eu sou a ovelha negra da família. Lex conhecia muito bem a história e a linhagem. Ele prestava atenção. Meu pai se certificou disso. Minha mãe se certificou disso. Era parte dos deveres de Lex como herdeiro. Ele sabia que manter a integridade de tudo significava muito para a família.
MAS ELE NÃO ESTÁ MAIS AQUI.
PORRA. POR QUE NÃO PRESTEI ATENÇÃO.

Com a banheira cheia, volto para o quarto,me sentindo meia desanimada. Mas só de ver Kara olhando para o teto ja me animo.
MINHA DIARISTA.

Sua expressão é indecifrável. Ela se vira, me vê e fecha os olhos na hora.
O que foi?
AH, ESTOU PELADA.

Quero rir, mas decido que provavelmente não é uma boa ideia, então me apoio no batente da porta, cruzo os braços e espero paciente até que ela reabra os olhos.
Depois de alguns segundos, ela baixa um pouquinho o lençol até o nariz

e espia com apenas um olho aberto.

Sorrio.
____ Pode olhar o quanto quiser.

Abro os braços.

Ela pisca, e seus olhos brilham com uma combinação de

constrangimento, diversão, curiosidade e, ao que me parece, um pouco de

admiração. Ela dá uma risadinha e cobre a cabeça de novo.

____ Você está me provocando. — A voz dela sai abafada.

____ Estou mesmo. — Sem conseguir me conter, vou até a cama, e os nós

dos dedos dela empalidecem quando apertam a colcha com ainda mais

força. Eu me inclino sobre ela e roço os lábios em seus dedos. — Solte —

sussurro, e fico surpresa quando ela obedece. Arranco a roupa de cama e ela

LADY-LUTHOR -KARLENA Histórias para pegar e não largar. Descubra agora