POV-AUTORA:
Kukës é dolorosamente familiar. Até no escuro. kara está tãoentusiasmada quanto apreensiva com a perspectiva de ver os pais. O pai vailhe dar uma surra. A mãe vai envolvê-la nos braços, e as duas vão chorarjuntas.Como sempre acontece.Anatoli atravessa a ponte para a península de Kukës e vira à esquerda. Kara se endireita no banco, esforçando-se para captar o primeiro sinal decasa. Menos de um minuto depois, vê as luzes da casa e franze a testa. Háum carro estacionado perto da entrada com duas pessoas encostadas nele,observando o rio e fumando. Kara acha aquilo estranho, mas deixa paralá, preocupada com o encontro iminente com os pais. O Mercedes contornao carro parado e prossegue.Antes de parar por completo, Kara abre de supetão a porta do caronae sobe depressa o caminho até a casa. Ela entra e, sem tirar os sapatos,dispara pelo corredor principal.
— Mama! — chama, e irrompe na sala, esperando ver a mãe. Lena e um homem que ela mal nota se levantam. Eles estavamconversando com o pai dela, que agora a encara.O mundo de Kara para, e ela fica imóvel enquanto tenta processar oque está vendo.Pisca algumas vezes à medida que seu coração, sofrido e vazio, volta abater novamente. Kara só tem olhos para uma pessoa.Ela está aqui.
POV-LENA:
Meu coração bate em um ritmo frenético. kara está parada no meioda sala. Atônita.Ela está aqui.Finalmente chegou. Olhos azuis muito escuros e enormes me fitamincrédulos.Isso. Eu vim buscar você.Eu estou aqui. Sempre estarei.Ela está deslumbrante. Esguia. Doce. O cabelo bagunçado. Mas sua peleestá pálida. Nunca a vi tão pálida, e ela tem um arranhão em uma bochechae um hematoma na outra. Está com olheiras, e seus olhos brilham comlágrimas que ainda não foram derramadas.Um nó se forma em minha garganta.Pelo que você passou, meu amor?
— Olá — sussurro.
— Você saiu sem se despedir.
#### POV-AUTORA:
Lena está aqui. Por ela. Todas as outras pessoas na sala desaparecem.Ela só tem olhos para ela. Seu cabelo está despenteado. Ela parece pálida ecansada, mas aliviada. Seus impressionantes olhos verdes absorvem Kara, e as palavras dela atingem sua alma. As mesmas palavras que ela usou quando a encontrou em Brentford. Mas a expressão dela deixatransparecer uma pergunta, uma súplica. A dúvida quanto a por que ela foiembora. Ela não sabe o que ela sente por ela. Mas veio assim mesmo.Ela está aqui.Não está com Samantha.Como ela pôde duvidar dela? Como ela pôde duvidar dela? Kara deixa escapar um grito baixo e cortante, e corre para os braçosansiosos de Lena. Ela a aninha contra o peito, em um abraço apertado.Ela inspira o cheiro de Lena. É limpo e acolhedor e familiar. Lena.Nunca mais me solte.Ela nota pelo canto do olho um movimento. Seu pai, que se levantou dosofá, observa estupefato as duas. Ele abre a boca para falar alguma coisa...
— Chegamos! — grita Anatoli da porta, e entra orgulhoso na salacarregando a mala com os pertences de Kara, esperando uma recepção deherói.
— Confie em mim — sussurra Kara para Lena.
Lena a olha nos olhos, o rosto repleto de amor, e beija o topo da suacabeça.— Sempre.Anatoli para na entrada. Atônito e mudo.
#### POV-LENA
Kara se vira para o pai, cujo olhar passa de nós para o filho da mãeque a sequestrou. Anthony? Antonio? Não lembro o nome dele, mas obabaca até que é bonito. A princípio, seus olhos de um azul glacial searregalam de perplexidade, mas logo se estreitam, avaliando friamente amim e à mulher a qual estou abraçada. Passo o braço ao redor de Kara,protegendo-a dele e do pai.
— Babë — diz Kara para o pai — të lutem... Nuk mund të martohem me të.Unë dua dikë tjetër. Há um arquejo de choque coletivo que percorre a sala.O que ela disse, porra?
— O quê? — ruge o filho da mãe em inglês, e então deixa cair a malaenquanto seu rosto se contorce de raiva.O pai de Kara lança um olhar furioso e aturdido para ela e para mim,seu rosto se tornando mais corado.Thanas se inclina e sussurra:
— Ela acabou de falar que não pode se casar com o homem que o pai escolheu. E que ama você.
— Uma mulher? — o pai responde, rígido.
— Isso é uma vergonha. Não é natural.
— É quem eu sou — ela insiste.
— Ficar com ela é a única coisa que me faz sentir segura.
— Não — ele corta, frio.
— Duas mulheres não formam uma família. Isso nunca será aceito nesta casa.
— Então o senhor prefere me ver infeliz? Ou morta?
O pai aperta a mandíbula, o olhar duro.
— Prefiro obedecer aos costumes do que permitir esse pecado.
— Ela se vira para o pai.
— Baba, por favor. Não me faça casar com Anatoli. Ele é um homemviolento e bravo. Ele vai me matar.Baba a encara, perplexo e zangado ao mesmo tempo, enquanto que, aolado de Lena, um homem que Kara não conhece traduz baixinho para oinglês tudo o que ela falou. Mas ela não tem tempo para o estranho agora.
— Veja — diz ela ao Baba e, abrindo o casaco, abaixa a gola do suéter,revelando os hematomas escuros na altura do pescoço.Mama ofega bem alto.
— Puta merda! — berra Lena, e avança em Anatoli, levando ambos ao chão.
#### POV-LENA:
Ele é um homem morto, caralho.Meu corpo é tomado pela adrenalina. Pego o imbecil de surpresa e odeixo sem fôlego quando ele cai no chão comigo por cima.
— Seu fodido! — rosno e, montado em cima dele, soco seu rosto,atingindo sua cabeça na lateral.Bato de novo enquanto ele luta, tentando atingir meu rosto em um golpedo qual me esquivo. Mas ele é forte e se debate embaixo de mim, entãofecho os dedos em volta do seu pescoço e aperto. Ele agarra minhas mãos,tentando se livrar de mim. Cospe na minha cara, mas eu também meesquivo disso, e o cuspe cai de volta na sua bochecha, deixando-o cobertocom a própria baba. Isso apenas o enfurece mais. E ele resiste sem parar.Grita comigo na sua língua materna. Palavras que não entendo — e estoucagando para o que ele fala.Aperto com mais força.Morra, seu merda.O rosto dele fica vermelho. Seus olhos parecem saltar.Levanto as mãos, trazendo a cabeça dele para cima, e então bato comela contra os azulejos da cozinha. Satisfeita pelo barulho alto.Em algum lugar às minhas costas, ouço um grito. Kara.
— Sai. De. Cima. De. Mim! — grita o filho da mãe, sem ar, em uminglês arranhado.E de repente sinto mãos me segurarem, tentando me afastar dele.Lutando contra elas, me inclino muito, muito perto, o suficiente para sentirseu bafo fedorento.
— Se tocar nela de novo, vou matar você, porra! — rosno.
— Luthor! Luthor! Lena! Lena! — É Alex.Ela agarra meus ombros e me puxa. Encho os pulmões de ar quando melevanto, o corpo inteiro vibrando de fúria e com sede de vingança. O filhoda mãe olha para cima, para mim, e percebo o pai de Kara parado entrenós dois empunhando a espingarda. Com uma expressão ameaçadora, elebalança o cano, fazendo um gesto para eu me afastar.Relutantemente, obedeço.
— Acalme-se, Lena. Você não quer causar um incidente internacional— diz Alex, enquanto ela e Thanas me puxam para trás.O filho da mãe vacila para ficar de pé, puro ódio no olhar.
— Tira essas suas mãos imunda de mim, sua vadia inglesa— rosna o imbecil.
— Vocês sãomoles e fracos, suas mulheres é que são duronas.— Mole o bastante para meter porrada em você, seu merdinha — falocom rispidez.Quando a onda de fúria passa e volto ao controle, consigo ouvir Kara aflita atrás de mim.Merda.
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LADY-LUTHOR -KARLENA
FanfictionKara não é o que Lena esperava, mas agora é tudo que ela mais deseja. Prepare-se para uma nova história de amor! Uma trama repleta de romance, ação e suspense.
