Nem tudo é flores.
Madrugada de Terça-feira | Rio de Janeiro.
Renato Cardoso. RW.
Point of view.
Era aquela né, quando o bagulho tava suave, algo vinha pra pilhar a mente do cara e desandar com tudo.
Guilherme me ligou, com um papo de que as três malucas tinham achado um corpo morto no beco da rua 5, fiquei até assustado, porque viado, não faz nem meia hora que eu passei por lá e não vi caralho nenhum.
— Leva o corpo pro depósito, se for morador daqui alguém vai sentir falta. — Carlão ordenou auditório. — Vocês três estão bêbadas? — ele olha para as bonitas que estavam praticamente dormindo em pé e falando coisas nada haver sobre assunto que devem ter tirado do cu.
Ao ouvir isso, minha namorada arqueou uma sobrancelha e soltou um pigarro. — É da sua conta, fofo? — ela deboche e eu seguro o riso, diferente do Teco que cai na risada.
— Teco, plantão dobrado hoje. — Carlão fala e ele fecha a cara na mesma hora. — e se contestar, ficará três noites na contenção, parceiro. — arregalei os olhos me mantendo calado.
Teco deu as costas e saiu, olhei pra onde ele andava e vi o jacaré de braços cruzados encarando a cena.
Carlão falou uma pá de merda pra todo mundo e meteu o pé, estranhei o Jacaré nem encostar, e nem percebi a hora que ele foi embora também. Coloquei as três no caminho de casa, ia dar uma hora, essas nega do pé sujo ia ficar soltas por aí no estado que tá? Nem pode.
— Quem você acha que fez isso? — Arielly me perguntou após entrarmos em casa, dei de ombros tirando a camisa e jogando em qualquer lugar junto com a chave. — acha que era bandido? A vítima. — me perguntou denovo se sentando no sofá e tirando a sandália.
— Po, Ariel, nem sei fia! — me joguei do lado dela. Eu tava mortão pra caralho. — bebeu né, sua safada? — tirei onda com a cara dela que riu toda largada deitando no meu colo. — Tu é casada agora, Arielly Almeida, age como fiel de bandido porra, fica trancada dentro de casa fazendo o bom favor. — brinquei deixando um tapa na mão dela que riu.
— A gente estava comemorando que a Karine fechou parceria com uma mulher lá da rocinha. — concordei e ela me olhou. — Vai ter festa lá semana que vem né? A gente vai?
— Uhum. — fiz pouco caso roçando meu nariz na testa dela bem devagarinho, era um carinho bem gostoso, no papo mesmo, a respiração dela foi ficando pesada, e quando eu me dei conta, ela já tava babando na minha bermuda. — babona. — falei sozinho e ajeitei ela no meu colo levantando e indo pro quarto com ela resmungando umas coisas.
Tirei sua roupa a deixando só de calcinha e coloquei uma camisa minha nela. O corpo da menina era uma escultura, todo desenhado e bonito.
Mas sinceramente, a aparência da Arielly é a coisa menos interessante que você vai achar nela. Porque a menina é foda, luta pra caralho contra várias coisas que eu sei que perturba aquela mente dela, passa por maiores b.o com aquela capeta da Vanessa, e o pai então? Nem fala.
Fiquei bolado quando soube que ela tinha saído de casa, achei papo de humilhação desnecessária o que a mãe dela fez, mas é aquilo ne, a ingratidão prevalece no mundo, vindo de qualquer lado.
Eu amava essa mulher, de um puta jeito que eu jamais imaginei, e agora com essa ideia dela morar aqui em casa, só me faz ficar mais feliz, papo reto mesmo.
×××
Que sdds que eu estava desses dois.
M.
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Dentro de você.
RandomUh uh yeah Fui deixando acontecer Sempre me amei primeiro Não queria me envolver Uh uh yeah Acho que foi o seu jeito Foi assim que me entreguei Acordei no seu travesseiro
