Viver é uma dádiva.
Sexta-feira | Rio de Janeiro.
Arielly Almeida.
point of view.
— Cacete, Arielly. Que demora é essa porra. — ignorei o vagabundo e passei a bruma fixadora no rosto, em seguida do meu batom e me levantei arrumando meu vestido longo. Dei uma voltinha na frente dele que me encarou com deboche. — Tá feinha.
— Feinha tá o seu cu. — fechei a cara e sai do quarto na frente dele.
Iríamos os quatro no carro, eu, o chato aqui, a Karine bicuda e o Matheus. Enquanto a Maria Júlia iria de moto com o meu primo que graças a Deus já estava bem recuperado e estável.
— Tá ansiosa mozão? — ouvi a voz do teco e segurei a risada olhando por canto de olho o meu namorado que negava com a cabeça.
— Próxima vez que você me chamar assim, eu te quebro no meio. — ela disse brava e eu ri baixo. — mas sim, Matheus... — ela deu ênfase no nome. — eu tô bem ansiosa. Mas hoje não é dia de falar de negócios, então faz favor.
— Eu só queria puxar assunto preta, calma ai. — ele diz sem graça e eu fiquei com dó.
E após isso, o trajeto foi todo na calada.
Eu entendi perfeitamente bem a Karine. Porque ela gostava do Matheus e ele demonstrava gostar dela também em palavras e às vezes algumas demonstrações de afeto. Mas é complicado quando ele não rompe o muro que está entre eles dois, Teco não toma nenhuma atitude e sem contar que eu sei como a minha amiga fica chateada quando ele some sem dar explicações e volta como se nada tivesse acontecido.
Então, é bem complicado.
Para entrar na Rocinha, foi algo bem tranquilo, pelo que eu percebi o Renato e o Guilherme já havia vindo aqui algumas vezes e era conhecido, então a chegada deles não foi nada alarmoso.
O Renato parou o carro e o GW encostou do lado com a moto e eles conversaram alguma coisa que pra ser sincera, eu nao entendia absolutamente nada, e logo outro rapaz chegou em uma moto nos guiando até o local que seria o churrasco.
Quando chegamos eu me senti uma formiga minúscula no meio de tanta gente. Era uma quadra aberta onde havia muitas cadeiras, espaços para dançar, crianças brincarem, lugar onde estava assando carne, freezer de bebidas, diversas coisas.
Logo, um homem branco alto, cheio de tatuagens, para na nossa frente com uma linda menina em seus braços, que presumo ter por volta um ano e pouco.
— Sejam bem vindos á minha favela novamente, meus parceiros. — ele diz bem receptivo cumprimentando os meninos com um toque. Ele pegou na minha mão e na das meninas, bem educado. Nem parecia ser o dono desse morro todinho. — Fala com os tios e as tias boneca. — ele encostou com a bebê perto da gente e eu fiquei toda boba vendo o quanto era linda.
— Aí que boneca linda. — sorri e ela abriu o olhinho.
Ele conversou mais um pouco com os meninos e logo saiu do nosso lado indo até uma mulher muito linda que estava com outro neném no colo.
— Tô com uma lalarica da porra viado. — meu primo disse e a Maria Júlia bateu no ombro dele.
— Deixa de ser mal educado, não te ensinei ser assim. — a gente riu e fomos caminhando até uma mesa de seis lugares vazia.
A conversa foi rendendo, de vez em quando aparecia alguém falando com os meninos, e eles engatavam em várias conversas fazendo eu e as meninas ficarem só entre nós três mesmo.
— Vamos dar uma volta? — Karine chamou e eu concordei. Dei um toque no meu namorado e nós três começamos a andar. — aqui é bem bonito.
— Real. — Maju concordou. — aquela ali é a Agnes, não é?
— A própria.
A morena conversava com a mulher que estava mais cedo na entrada com o dono da Rocinha assim que ele saiu de perto da gente, só que dessa vez ela não estava com nenhuma criança no colo, ao lado, havia outra moça branca dos cabelos longos pretos.
Karine chamou a gente pra ir até lá, e assim fomos. No começo, tava com medo de não me encaixar na conversa, mas foi algo bem tranquilo, a conversa foi evoluindo bastante.
— Só pra vocês saberem, eu pari os meus filhos com a cara desenhada. — a Carol, mulher do Lc, relembra contando e a gente deu risada.
— Eu entrava em depressão. — Maju comentou e a gente ri.
Continuamos conversando, contando várias histórias e estava divertido, não demorou nada e logo os meninos encostaram perto da gente junto com o Lc e o marido da Mariana, ainda pensei se a Agnes não tinha namorado, mas deixei minha curiosidade de lado.
Bebemos, fofocas, rimos, dançamos, tava tudo tão calmo, que até fugimos da realidade um pouco.
×××
Genteee, prestem atenção aqui:
No penúltimo capítulo de pra sempre você as crianças estavam maiores, com uma idade mais avançada. Porque teve uma saltagem de tempo para poder encerrar o livro.
Mas aqui em Dentro de você estamos no "passado" em uma época que as crianças do meu outro livro ainda estão novinhos.
A Manu, e o por que disso?
Porque eu irei fazer um 2° livro, uma junção dessas duas obras minhas.
Onde os filhos deles criaram um laço e irão se conhecer.
Espero que tenha entendido, porém, qualquer dúvida/critica/sugestão irei aceitar aqui.
Desde já, obrigada amores!
M.
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Dentro de você.
RandomUh uh yeah Fui deixando acontecer Sempre me amei primeiro Não queria me envolver Uh uh yeah Acho que foi o seu jeito Foi assim que me entreguei Acordei no seu travesseiro
