Recomeço.
Terça feira | Rio de Janeiro
Arielly Almeida.
Point of view.
Levei o suco na boca enquanto batucava os dedos da outra mão na ponta da mesa. Maju me olhou de cima a baixo enquanto a Karine serrava os olhos pra me olhar.
— Não to entendendo. — coloquei o copo na mesa e cruzei os braços. — viemos comemorar a parceria da Kah e vocês ficam me olhando assim? Tá incomodando já.
— Você tá escondendo alguma coisa senhorita, e eu prevejo bem isso. — Karine diz como se fosse uma espírita lendo a minha alma pelos olhos e eu cai na risada.
— Vocês duas são completamente malucas, tipo muito. — peguei uma batata frita. — bom, meio que tô namorando, sabe... — dei de ombros e elas relaxaram mais. — ue, cadê os surtos?
— Amiga, estranho seria se você falasse que desistiu dele e já está com outro. — Maria Júlia diz sorrindo de lado. — fico extremamente feliz por você. Espero que ele te faça bem!
— Ele já faz. — sorrio de volta pra ela.
— Bom, parece que as duas do grupo desencalharam. — Karine da um gole na bebida e eu faço careta.
— E o Matheus? — perguntei e ela deu de ombros.
— Nada de iniciativa ainda, e pra ser sincera, não vou mais criar expectativas não, agora se ele quiser ele que venha atrás. Tô com a cabeça a mil pra pensar em homem enrolado, tô me desenvolvendo pra caralho no meu ramo e não vou deixar confusão dos outros me atrapalharem nisso. — ela desabafou. — semana que vem mesmo, tem a festa lá na rocinha, quero só ver se ele vai pelo menos me dar satisfação que vai ou se vai me chamar.
Ficamos conversando altas horas, e do suco, passamos para cervejas e drinks, quando me dei conta, estávamos subindo a rua quase caindo e matando na risada.
— Puta que pariu que vontade de fazer xixi. — Maria Júlia disse entre risos e eu senti minha barriga doer de tanto rir.
— Faz naquele beco, dá em nada. — Karine diz respirando fundo tentando se acalmar. — Tô muito bêbada, que porra.
Maria Júlia não deu uma e correu para o beco me fazendo arregalar os olhos, porém, assim que ela entrou, ela caiu soltando um grito me fazendo assustar e tirar o celular da cintura ligando o flash e vendo ela caída por cima de um corpo.
Maria Júlia se levantou quase caindo denovo e correu para o nosso lado. — Gente, eu juro que eu não vi. — ela se justifica rápido quase chorando e eu fico paralisando tentando reconhecer o corpo.
— Liga a lanterna de vocês. — peço e as meninas ligam o flash.
O beco era estreito e sem nenhum tipo de iluminação, tinha um fedor de esgoto e de lixo acumulado, o homem, estava de barriga para baixo e com a cara no chão esburacado.
— Vou ligar para o Gw. — Maju diz recuperando e eu concordo.
Sinto um frio percorrer meu corpo e minha consciência voltar aos poucos.
Tinha um homem morto na nosso frente.
×××
Hello gente!! Voltei e dessa vez pra ficar e com ótimas notícias que serão dadas daqui alguns dias.
M.
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Dentro de você.
AcakUh uh yeah Fui deixando acontecer Sempre me amei primeiro Não queria me envolver Uh uh yeah Acho que foi o seu jeito Foi assim que me entreguei Acordei no seu travesseiro
