Os últimos segundos do ano começaram a passar.
Com o tempo, a importância da passagem de um ano para o outro foi desaparecendo. Quando ainda era humano, havia diferentes rituais para celebrar essa data. Hoje em dia, o hábito quase patético de lançar objetos brilhantes ao céu para espantar fantasmas e demônios chegava até a diverti-lo. Afinal, as criaturas das quais os humanos queriam se livrar estavam bem ali, entre eles, passando despercebidas porque pareciam exatamente iguais aos seres humanos.
Mesmo assim, Grace insistia em tornar aquela noite especial. Ela havia crescido com essa tradição e, por isso, Elijah cedeu. Agora, os dois estavam sentados em um restaurante elegante. A mulher que ele amava exibia aquele sorriso radiante e feliz que sempre fazia seu coração derreter. Ela era mais do que bonita.
Ao redor deles, as pessoas faziam a contagem regressiva a partir do dez para receber o Ano Novo. Naquele momento, Elijah soube que sua vida não poderia estar melhor. Ele havia chegado onde sempre desejou: à verdadeira felicidade. À redenção.
Quando a contagem chegou ao zero e todos começaram a comemorar, o casal brindou. Enquanto Elijah tomava um gole de sua taça de champanhe, Grace esvaziava o copo de suco de laranja.
— Feliz Ano Novo, meu amor.
— Feliz Ano Novo.
Os estrondos ensurdecedores dos fogos do lado de fora fizeram os dois rirem. Levantaram-se para deixar o restaurante. Elijah ajudou sua esposa a vestir o casaco antes de colocar o dele. Seguindo o fluxo de pessoas pelas ruas, procuraram um lugar de onde pudessem apreciar a vista do rio e assistir aos fogos iluminando o horizonte de Nova Orleans. Elijah passou um braço pelos ombros delicados de Grace e a puxou para perto.
Ela repousou a cabeça sobre o peito dele enquanto permaneciam ao lado de tantos outros casais e famílias que admiravam as luzes coloridas iluminando a noite sem nuvens. Grace estremeceu levemente de frio, e Elijah imediatamente esfregou seus braços para aquecê-la.
— Meu Deus... eu amo noites assim.
Ela sussurrou, os olhos refletindo o brilho dos fogos de artifício. Havia uma ternura e um amor em seu olhar que ainda deixavam Elijah maravilhado. Aquela expressão não surgia com frequência, mas aparecera desde que ela descobrira a missão que a aguardava.
— E eu amo você.
Elijah inclinou-se e beijou delicadamente seus lábios macios. Ele também percebia mudanças em si mesmo. Tornara-se ainda mais protetor e a tratava como se ela pudesse se quebrar a qualquer instante. Grace já havia reclamado inúmeras vezes desse excesso de cuidado, mas ele simplesmente não conseguia agir de outra forma. Todos os seus instintos lhe diziam para proteger sua família.
— Hum... este é o último Réveillon só nós dois. Devíamos aproveitar.
Ela deu uma risadinha, e um sorriso bobo se espalhou pelo rosto de Elijah. Sua mão deslizou até a barriga já muito grande da esposa e a acariciou com delicadeza. Então ele sentiu os suaves chutes de seu filho contra sua palma, e suas sobrancelhas se ergueram em surpresa.
— Mal posso esperar para conhecer o nosso pequeno.
Elijah fora tomado por uma alegria indescritível quando Grace lhe contou que carregava seu filho. Ele se lembrava de cada momento. De como andou de um lado para o outro no banheiro enquanto ela fazia o teste de gravidez. De como a abraçava quando ela passava mal. De como olharam juntos a primeira imagem do ultrassom. De como passaram a noite inteira acordados quando o bebê chutou pela primeira vez.
Era assim que poderia ser.
Se ele apenas aceitasse a oferta de sua mãe.
De repente, as luzes, as pessoas e a cidade desapareceram. Não restava nada além da escuridão.
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Grace - Elijah Mikaelson
FanfictionPor que a Gilbert mais velha nunca faz parte da história? Grace fugiu de Mystic Falls depois que seus pais morreram em um acidente porque não conseguiu lidar com o horrível sofrimento. Quando ela volta, ela não é a garota timida e vitima. Ela se tor...
