Prólogo:
No centro do universo, onde as estrelas tecem seu brilho e os planetas dançam em órbita, existe um lugar misterioso conhecido apenas como o Domínio do Maioral, na verdade, este lugar pode ser considerado o Céu. Este é o reino onde os destin...
A biblioteca estava em ruínas, havia livros espalhados pelo chão como folhas mortas, estantes tombadas como árvores derrubadas por um furacão e o seu teto estava aberto para o céu do paraíso, deixava entrar uma luz dourada que iluminava os dois guerreiros como se fossem estátuas em um templo abandonado.
Dumont estava de joelhos respirando profundamente, a sua armadura também permitia ele respirar mais facilmente, já que permitia respirar um oxigênio mais puro e até mesmo
Sua armadura fumegava, seu regulador de temperatura piscava em vermelho intermitente - um alerta de que o sistema estava prestes a colapsar. Sangue escorria de seu abdômen e também da boca, mas ele ainda estava de pé. - Eu... - Ele tentou dizer, mas a voz falhou.
Benkei estava a poucos metros de distância, equilibrando vinte e três, todas elas sendo katanas, wakizashis, naginatas, machados, martelos, adagas, foices, lanças, porretes, e até mesmo um tridente e uma espada curva chinesa, cada uma delas estava em uma posição diferente, algumas nas mãos, outras nos braços, outras equilibradas nos ombros, na cabeça, entre os dedos dos pés, seu corpo não era mais humano, os músculos se contraíam e se expandiam em ondas, como se tivessem vida própria, as veias saltavam sob a pele e se antes cada arma exigia uma postura diferente, agora Benkei as entregava todas ao mesmo tempo, como um maestro regendo uma orquestra de aço e morte... Isso literalmente tava fazendo seu corpo se adaptar a segurar TODAS.
- Você... - Dumont murmurou, com os olhos arregalados. - Você não é humano.
- Não. - Benkei respondeu, com a voz calma. - Sou um monge e os monges... A gente aprendem a se adaptar! - Ele deu um passo à frente, as vinte e três armas se moveram com ele, como se fossem extensões de seu corpo e então Benkei avançou. Mas então...
- NÃO VEM PRA PERTO DE MIM! - Dumont jogou os dois braços para frente e iniciou uma sequência absurda de socos contra o absoluto nada, socos que deslocavam o ar e enviavam uma pancada de ar acumulado em direção a Benkei.
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Ao se mover repetidamente, alguns encaixes da armadura começaram a se soltar, eram apenas arruelas, porcas, nada que de fato fosse fazer uma grande diferença.
Benkei teve a única reação de colocar as maiores armas na frente e fortalecer os músculos dos pés, ao levar essa sequência de golpes, seus músculos começavam a se amassar, alguns dos golpes atingiam a região do abdômen que já havia sido perfurada, então isso fez ele sentir uma dor ainda maior. - Idiota...! - Benkei também fechou os olhos.
O que passou na cabeça de Dumont foi justamente em meio a esses " socos de ar ", ele usar a técnica do ar comprimido novamente, de forma surpresa e que dessa vez Benkei não pudesse controlar ou se esquivar, então assim vez, ele alterou a forma de rotação da hélice e então, em meio aos disparos, lançou vários desses disparos comprimidos.
Benkei foi atingido com tudo, teve o bíceps perfurado e o pulmão também, além de um desses disparos ter atingido de raspão sua orelha esquerda. - Aí... Merda! - Benkei cuspiu sangue e voltou a respirar, mas no que ele pegou aquele " fôlego " novamente, seus olhos se mancharam de vermelho devido a falta de ar e ele teve mais ferimentos internos ainda. - M-MERDA! - Ele fechou a respiração novamente e então seus pés se moviam em um padrão complexo, lançou o primeiro passo posicionando uma arma diferente para o ataque seguinte, as katanas cortavam o ar em arcos precisos e as lanças estocavam em direções imprevisíveis, os machados desciam e ele sempre arrumava uma forma de descer a arma e atacar, utilizava uma forma de atacar por todos os lados, ao jogar a lança, já batia a espada em sua haste e mudava a direção, fazendo a ponta da lança colidir com as costas do machado e jogar com força contra Dumont, mas o cientista mal conseguia acompanhar.