Aceitei cantar com Lucas porque de certa forma queria relembrar os velhos tempos, no entanto, quando vi Matheus entrar na sala passou muitas coisas na minha cabeça. Coisas das quais faço de tudo para esquecer.
As palmas me fizeram sair dos meus pensamentos.
- Que perfeito! Vocês são demais! - disse Lia empolgada.
- Vocês, provavelmente, faziam muito sucesso no colégio - comentou Iago, abraçando a namorada.
Neste momento, Matheus subiu as escadas.
- Foi muito bom conhecer vocês - disse Lucas pegando suas coisas, que estavam no início da escada - Ali, você está mais linda do que nunca, foi incrível te rever. Qualquer coisa me procure.
Sorri e o abracei com força, em retribuição ele me tirou do chão.
- Te cuida. Diz para Tay aguentar as pontas, em menos de três meses esse pesadelo vai acabar. Trabalharei duro para isso.
- Não tenho dúvidas que você consegue - ele respondeu carinhosamente.
Lia e Iago o acompanharam até os portões. Fui ao escritório e comecei a fazer associações e anotar possíveis hipóteses de comprovações plausíveis. Não será fácil!
- Com licença- disse Lia entrando - Já está quase anoitecendo e você não comeu nada.
- Sério? Nem vi o tempo passar.
- Fiz lasanha, você quer? Eu trago aqui!
- Cadê os irmãos?
- Iago está na academia - notei que ela corou - E Matheus só desceu para almoçar e voltou para o quarto.
- Vou comer com você, e depois podemos ir à praia e então eu te conto tudo que aconteceu, como o prometido.
- Fechado!
Comecei a comer e só assim percebi o quanto estava com fome. Lavei a louça, enquanto Lia me contava o que ela aprontou junto ao namorado na academia. Não consegui conter o riso, foi loucura o que fizeram.
Descemos as escadas dos fundos em direção à praia. Sentamos na areia e Lia me olhou com ternura e preocupação.
- Pode contar. Vou tentar te ajudar.
Sorri, mesmo sabendo que ela não pode fazer nada para mudar minha mágoa em relação ao meu cliente, sinto me melhor em desabafar.
Contei a ela tudo que sofri quando adolescente na mão de Matheus. Falei das inúmeras vezes que ele cuspiu palavras que arranharam até minha alma. A pior parte é que eu parecia ter superado, mas pelo visto, tudo só estava muito bem escondido.
- Ali, eu... -ela deu uma pausa, parecia tentar assimilar todas as informações - Como você aceitou trabalhar para ele depois de tudo isso?
- A verdade é que eu queria mostrar a ele o que me tornei. Graças ao descrédito dele, eu criei forças para ser a mulher forte e bem sucedida que sou... ou era.
- Você é.
- Mas ele nem sequer lembrou de mim, acho que fui ridícula ao pensar que ele poderia ter mudado.
- Longe de mim defende-lo. Acredite, estou chocada, no entanto acho que ele mudou, desde que a mãe dele veio a falecer, Matheus mudou de muleque para homem.
- Sim, ele pode ser um homem, mas ainda não consigo enxerga-lo de tal forma.
- ÉAli... só o tempo...
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Defesa Quase Perfeita
Romance"- Sou advogada, não tô sendo paga para manter sua segurança, muito menos para servir de babá- disse, batendo meu pé impacientemente. - Babá? Não sou criança. Quem está agindo com birra é você.... mas se você quiser me dar banho... - retrucou Math...
