Capítulo 33

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Iago

Lia e eu seguimos para os fundos do depósito assim que Matheus e Alice conseguiram roubar toda a atenção dos capangas.

- Iago, a escada tá quebrada. Como vamos subir?

Metade da escada estava jogada no chão cheia de ferrugem. E a outra parte ainda estava inteira, porém alguns centímetros acima de nós.

- Vou te ajudar a subir, espero que eu consiga depois daquele sanduíche que você comeu - falei tentando quebrar a tenção.

- Engraçadinho! Vais ter que carregar o delegado também, preparado? - ela sorriu e eu ignorei.

O delegado ficou de espalhar os gravadores e nos encontrar daqui alguns minutos.

- Você fica observando tudo lá de cima enquanto eu aguardo o delegado, infelizmente vou ter que ajuda-lo a subir.

- Cuidado - ela disse e em seguida me beijou rapidamente.

Ergui Lia pela cintura até a metade da escada, e ela subiu com cuidado até o telhado. Esperei alguns segundos e ela colocou a cabeça para fora susurrando que estava tudo bem, arrancando-me um suspiro de alívio.

- Calado, passa a arma - disse um capanga, mas eu continuei parado.

- Seu idiota, nós não pedimos a arma, nós a tiramos. Quando você e sua equipe vão aprender? - disse um homem, essa voz...

Virei e uma arma estava apontada para minha cabeça. Não pode ser! Delegado? Devíamos ter suspeitado de tanta boa vontade. Droga! Não sairemos vivos daqui. Como será que meu irmão está? Minha cabeça está fervendo de perguntas e suposições, minha única certeza é que somente a calma será minha aliada agora.

- Calma - falei para eles e para mim mesmo. Retirei o revólver vagarosamente e joguei no chão - Tire essa arma da minha cabeça, já sei que estou rendido.

- Cadê sua namoradinha? - o delegado perguntou sarcástico - Já subiu? Se eu fosse ela tomava cuidado que as telhas não estão tão seguras assim - gargalhou.

Dito isto um calafrio percorreu meu corpo. Se ela cair desta altura já era.

- Senhor, eu subo para pega-la? - questionou o capanga.

- Ainda perguntas? Que equipe mais despreparada!

O homem deu uma certa distância correu e pulou, segurando um dos degraus.

- Lia! - gritei, ignorando o fato de haver uma arma apontada para minha cabeça.

O delegado abaixou o revólver e me deu um soco, fiquei tonto e cai de joelhos, em seguida ele acertou um chute na minha barriga, escutei um estrondo atrás de mim, virei e era o corpo do capanga. Lia atirou nele? Olhei para cima e ela estava com um pedaço de telha na mão, aparentemente ela deixou ele chegar até próximo ao topo da escada para acerta-lo.

- Desce, ou eu atiro! Adriana gostaria de fazer isso, mas eu farei se precisar. Não duvide.

Enquanto ele olhava para ela, eu peguei minha arma, que estava próximo aos pés dele. Não esperei, atirei em seu peito, o delegado abriu bem os olhos e abaixou a arma devido ao susto, tempo o suficiente para eu socar sua cara de mentiroso. Ele caiu e eu levantei com dificuldade para ajudar Lia a descer.

- Droga Iago! O celular ficou lá em cima!

- Vamos sair daqui antes que percebam o que aconteceu com eles. Vamos até o riacho e avisamos à segurança o que houve. Temos que ser rápidos.

Saí na frente com Lia atrás de mim, não corri muito até sentir um peso caindo sobre minha costa. Quando consegui levantar, percebi que Lia estava caída e baleada. Olhei para o local de onde saímos e o delegado não estava mais lá, provavelmente estava usando colete. Desgraçado!!!.

Defesa Quase PerfeitaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora