Capítulo 11

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Como eu pude ser tão idiota? Eu não resisti ao Dr. todo poderoso, afinal, achei que ele queria apenas sexo, nem passou pela minha cabeça que seu objetivo era ganhar a merda de um joguinho. A culpa é toda minha, confundi as coisas, e para completar a desgraça, Lia e Iago devem achar que nós transamos, infelizmente não estão errados.

- Bom dia - disse Iago.

Olhei para o banco de trás e Lia dormia ao seu lado, virei para minha esquerda e o babaca sedutor nem se mexeu.

- Bom dia - respondi.

- Você tá bem? Ontem a noite notei você muito pra baixo - suspirou preocupado - E o meu irmão estava sem camisa... Desculpa, é que só dá para associar à .... - visivelmente ele estava sem jeito.

Sei que por mais que Iago tente não demonstrar, Matheus é sua referência, jamais falaria algo para tirar essa imagem, até porque ele não me forçou a nada, por mais que eu odeie admitir, fiquei com ele por livre e espontâneo desejo... digo, vontade.

- Claro que não - respondi calmamente - Tá tudo bem, não se preocupe.

Não demorou muito para o Ávila mais velho acordar, seguido por Lia. Eu estava com vontade de dirigir para esfriar a cabeça e me distrair, entretanto, quem estava no banco do motorista era Matheus. Eu evitarei qualquer aproximação, falarei o mínimo possível, sendo assim, apenas liguei o GPS, e ele entendeu que era para seguir caminho.

Fizemos apenas duas paradas, uma para abastecer o automóvel, e outra para usar o banheiro. Comemos no carro, pois ainda havia a sacola de salgados e refrigerante que eles pegaram na casa da minha mãe. Que saudade dela e do Taylor, espero que eles estejam bem. Só poderei ligar quando chegar na casa de praia.

- Gente, são quase dezoito horas, preciso ir ao banheiro e tô morrendo de sede. Refrigerante quente é horrível - falou Lia.

- Tudo bem, pare ali, naquela loja de conveniência, próximo ao posto - disse ao motorista, mas sem direciona-lhe o olhar.

- Vão descendo, vou estacionar o carro.

Matheus parou em frente a entrada da loja, para que pudéssemos descer, e seguiu com o carro para estacionar. Lia foi ao banheiro e Iago decidiu escolher algo para jantar.

Sentei próximo ao caixa, perdendo-me em pensamentos excitantes. Droga! Ele conseguiu me dominar, não tive nenhuma força para reagir...

- Com licença, pode me dizer onde fica o banheiro? - perguntou uma mulher ruiva, fazendo-me fugir dos pensamentos pecaminosos.

- Ali! - apontei em direção à uma porta de vidro.

Como ela não viu? Está escrito banheiro. Dei a informação, a moça apenas sorriu e sentou ao meu lado.

- Você não vai ao banheiro?

- Ah...Vou sim, desculpe. Ando meio atordoada desde que terminei com meu namorado .

Tudo bem, mas porque ela está me contando isso?

- Sinto muito, homem não presta mesmo - falei tentando parecer interessada na conversa.

- Mas meu ex namorado prestava, tanto prestava que você já deve ter provado alguma coisa dele. Ninguém resiste.

- Que?

- Sai de perto dela, Adriana! - disse Matheus, seriamente.

Não acredito que eles nos encontraram! A ruiva puxou um revólver da bolsa e apontou para Matheus. Olhei em direção ao Iago, haviam dois homens atrás dele. virei para o outro lado, avistei Lia perplexa. Puta que pariu minhas armas estão no carro, e agora?

- Vou chamar a polícia!- falou o rapaz que estava no caixa.

- Vê se o sinal é bom do inferno! - ironizou Adriana.

A doida deu dois tiros no homem, e voltou a apontar a arma para Matheus. Ela é completamente dissimulada, como sairemos vivos daqui?

Defesa Quase PerfeitaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora