Capítulo 29

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Saímos da boate e Alice não continha o riso, abri a porta pra que ela pudesse entrar no carro, mas a advogada se desequilibrou e bateu a cabeça.

- Aí! - ela fez uma careta e logo gargalhou.

- Você está bem? Se machucou? - perguntei preocupado.

- Não, mas do jeito que eu quero me machucar, você também participa. Quero bem forte e muito, muito duro -Porra! Quase gozei agora, mas não posso pensar nisso, ela está bebada.

Bati a porta do carona e dei a volta, liguei o carro, e sai do estacionamento. De relance observava que Alice não parava de me olhar mordendo os lábios. Essa mulher quer me enlouquecer, só pode!

Passou alguns minutos e como eu não liguei para seus gestos e insinuações, ela pegou na minha coxa, massageando-a. Estremeci só como o seu toque, virei na direção da advogada, desviando a atenção  do trânsito por alguns segundos. O carro exalava tesão e sua feição demonstrava total desejo.

- Minha vez de te dar o troco - ela riu maliciosamente.

- Alice, estou dirigindo - tentei manter a postura.

- Assim que é bom, vamos ver se você sabe usar seu controle - disse e subiu com a mão até no meio da minha calça. Suspirei, a excitação só aumentava. Ali abriu o zíper da minha calça, retirando meu amigo pulsante. Ela começou a me masturbar e eu só pensava no quanto aquilo era bom. Não, calma, foco no trânsito!

- Alice é sério, assim vamos sofrer um acidente - disse tentando não olhá-la.

- Tem certeza que deseja que eu pare?- questionou maliciosa.

- Eu desejo você cavalgando em mim! Ainda vai me matar, mulher! - parei o carro no acostamento deserto e ela começou a me chupar com mais vontade.

Foda-se o fato de estarmos no meio da rua e na madrugada, só sei que quero essa mulher o mais rápido possível .

- Agora você vai ver! - puxei Alice para o meu colo.

Rasguei seu vestido, e coloquei sua calcinha de ladinho, enfiando meus dois dedos de uma vez em sua intimidade, ela se contorcia incansavelmente enquanto eu a masturbava. Ja não aguentando a pressão que ela fazia em cima de mim, enfiei meu pênis em sua entrada sem piedade, se era isso que ela queria, serei incansável na busca do nosso prazer.

Alice começou a cavalgar  rapidamente. Eu já estava louco e pelo visto ela também. Depois de intensas estocadas, gozamos.

- Uau, você devia beber mais!

Alice nem respondeu. Saiu de cima de mim e sentou no banco do carona, e sem cerimônia  dormiu. Tenho certeza que dormiu feliz. Dirigi até o estacionamento de um supermercado, para dormirmos em "segurança".

****
Acordei com Alice me xingando.

- Puta que pariu! Você rasgou a merda do vestido!

- Melhor sem ele - retruquei.

- Shhh! Minha cabeça tá explodindo! O que aconteceu ontem? - ela questionou franzindo o cenho.

- Antes ou depois de você cavalgar loucamente em mim?

- Que transamos eu já sei, afinal, não tenho mais vestido, quero saber o que me levou a transar com você.

- Sou muito gostoso.

- Poupe-me - ela falou debruçando-se para o banco traseiro, e eu aproveitei para dar leves tapas em sua bunda. Sentou novamente com a roupa que usou no dia anterior.

Vestiu-se rapidamente e descemos do carro para providenciar remédio para dor de cabeça na farmácia em frente ao supermercado e comer algo, pois já era quase 13horas.

Alice comprou o remédio e seguimos andando pelo calçadao, sentamos em um quiosque e ela começou a sorrir do nada.

- Eu bebi umas coisas que nunca havia bebido só porque estava com raiva de você - ela falou enquanto o sol batia em seu rosto, fazendo o azul dos seus olhos ficarem mais intenso.

- E eu fiquei com tanta raiva quando vi aqueles homens em cima de você.

- Não sei o porquê, estou tão envolvida com você que mesmo porre eu levantei e fui em sua direção.

- Então você lembra!

- A última coisa que lembro é isso. Conte-me como foi a conversa com a garota.

- Bom, ela estava com medo mas concordou em gravar tudo para usarmos contra os Pacheco.

- E como vamos tira-la de lá?

Contei à Alice que não poderíamos tira-la de lá, não agora. Falei com mais detalhes sobre a conversa. Almoçamos e passamos mais um tempo na praia, sentados na areia. Ela observando o mar, o movimento, e eu os seus lábios e o quanto Alice é extremamente linda, mesmo quando insiste em fazer com que isso passe desapercebido.

Voltamos para o estacionamento logo depois que o sol se pôs. Alice dirigiu até a boate, enquanto eu tentava limpar a areia da roupa para poder entrar na boate. Infelizmente ela não vai entrar, pois rasguei o vestido da advogada, mesmo que por motivos nobres.

Aguardamos alguns minutos até a boate abrir e eu desci em direção à entrada, tentando disfarçar o nervosismo. Entrei e a movimentação estava maior, provavelmente por ser sábado. Olhei para todos os lados e não achava a garota.

- Com licença, Matheus? - falou uma mulher loira.

Ela me abraçou, esfregando os grandes seios e pressionando meu amigo, e em seguida falou ao meu ouvido em sussurro.

- Coloquei o gravador no seu bolso! Dê o fora,  porque em dez minutos o senhor Pacheco estará aqui.

Antes que eu pudesse questionar sobre a filha da governanta, a loira havia sumido em meio aos homens. Corri para fora da boate, entrei no carro e Alice me olhava com cara de preocupação.

- Liguei para a casa de praia pelo celular que os seguranças deixaram no carro para emergências.

- Como eles estão?

- Precisamos voltar agora! Tudo está em risco.

Defesa Quase PerfeitaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora