Arapiraca e Maceió.
Sexta-feira, 13 de março de 2009.
Entre 13h45min e 15h00min.
Há quarenta e cinco minutos que Maik Madaunsk estava na capital alagoana. O pouso de sua aeronave particular havia sido tranquilo. O único desconforto que achara no percurso da operação, era a espera pelas autoridades locais que ainda não haviam chegado como o combinado para buscá-lo. A paciência chegou ao limite e o fez resmungar alguma coisa.
– Por isso que esse lugar esta do jeito que esta. Francamente.
Após isso, levantou da cadeira desconfortável do aeroporto e arrastou sua mala com rodinhas rumo à saída. O sensor de presença fez com que a porta de vidro se abrisse quando ele se aproximou. Aquele cheiro inconfundível de Maceió, com um leve aroma de maresia invadiu seus pulmões, o que o fez tossir levemente. Ele estendeu o braço esquerdo e assoviou chamando a atenção de um táxi.
– Para onde, moço?
– "Recanto dos caçadores".
– Como senhor?
Ele da um leve sorriso e responde novamente.
– Avenida Fernandes Lima, número 1970, Farol.
O carro partiu do aeroporto Zumbi dos Palmares rumo ao Exército de Maceió.
Enquanto isso, na agência do banco Itaú da Avenida Júlio Marques, ou "Avenida Jatiúca", aquele cliente que aguardava sua vez de ser atendido percebeu que seu celular aclamava por atenção. Alguém ligava e já sabia quem.
– Oi?
– A correspondência já foi enviada. Assim que me confirmar, darei sequência ao trabalho.
– Afirmativo. – E desligou o celular sem dar mais palavras.
Naquele exato momento, o guichê eletrônico informava o caixa disponível e a senha a qual deveria ser atendida. A pessoa olha para o papel e levanta-se em direção ao caixa. Ao chegar, o funcionário faz a primeira pergunta.
– Pagamento?
A resposta foi imediata, curta e simples.
– Saque!
– Você é a titular da conta?
– Sim.
– Os documentos, por favor.
Os documentos foram entregues sem questionamentos. Um papel sem ser a senha do banco que estava preso junto aos documentos, desprendeu-se e vagou pelo ar até tocar o chão. Nele estava escrito o seguinte.
Dia: terça-feira, 11 de fevereiro de 2009.
Hora de saída: 09h00min.
Hora de chegada: 11h30min.
Localização: Poltrona 14F.
– Qual a quantia, Senhora?
– Cinco Milhões.
A funcionária que nunca havia feito um saque dessa grandeza pediu que a moça aguardasse um momento e dirigiu-se para a sala do gerente daquela agência.
– Sr. Arthur?
– Pois não?
– Essa cliente veio fazer um saque de uma quantia grande. Qual o procedimento?
– Ela é a titular da conta? Já conferiu tudo?
– Sim, tudo correto.
Então peça para aguardar um pouco aqui na minha sala que já atendo ela. – Fala Arthur antes de sair de sua sala.
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Tempo é dinheiro - Uma herança de John Dillinger
AcciónO Homo sapiens sempre levou a vida social mais complicada do reino animal, sempre em comunidades cheias de intrigas, fingimentos, traições. Saber o que se passava na cabeça do outro era questão de sobrevivência - e até certo ponto ainda é. A melhor...