Destino - Parte 11

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Seguimos o segundo grau desse jeito. Cumprimentávamos polida e educadamente. Eu olhava de longe, ele seguia em frente. 

Desesperada, desesperante e desesperadora foi a minha atitude na festa de formatura, quando apelei para o cara que não queria me ver nem banhada a ouro para proporcionar uma conversa entre eu e o dito cujo. Procurei o irmão dele que, depois de me colocar no devido lugar, voltou às danças como se nada tivesse acontecido. Somente neste instante eu, tola, notei que o meu ex já tinha uma atual. Honestamente, não sei o que eu esperava. Ele tinha seguido em frente, amadurecido e começado a namorar de verdade. Eu tinha vivido umas duas desilusões que me trouxeram feridas e frustrações românticas. 

Como uma quebra simbólica de grilhões, a situação foi libertadora. Na verdade, para mim, o festejo foi exageradamente rescindente. Muito mais da metade dos conhecidos sumiu da minha vista e da minha vida.


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