Jogo de Poder

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O dia gélido não a desviava do plano: ela ia dominá-lo aquela noite. As roupas arrumadas na cama, dispostas como se um manequim invisível as usasse, eram pretas e justas. Uma saia curta, blusa de renda, botas de cano longo e salto fino. Era a perfeita dominatrix.

Enrolada na toalha, ela borrifou perfume por todo o corpo. Colocou algumas gotas no dedo e passou pela virilha. Estava impecavelmente raspada. A fina calcinha vermelha incomodava, mas fora escolhida meticulosamente para causar o arrepio que Júlio sempre sentia ao vê-la seminua.

Ela imaginou seu membro enrijecendo ao toque de sua língua e sentiu o desejo subir em suas entranhas. Colocou o gel térmico, as presilhas de seio e a algema na mesa de centro da sala.

A campainha tocou. Calmamente, ela caminhou até a porta e constatou que ele havia chegado. Garrafa de vinho na mão, ela viu pelo olho mágico que ele passou a mão pelo veludo que eram seus cabelos bem curtos.

Voltou para o quarto e vestiu a roupa lentamente. Ele esperaria. 

A música baixa tocava na sala quando ela abriu a porta. Os cabelos avermelhados estavam molhados e despenteados, mas escorriam por seus ombros como elegantes echarpes. Ele abaixou os olhos quando a viu e umedeceu os lábios, imaginando todas as possibilidades que a noite lhe traria. Ela mandou ele servir o vinho e o jantar. Sentou-se em cima da mesa de vidro, pernas bem cruzadas, lisas e brilhosas. Da cozinha, ele a olhava com luxúria.

Júlio serviu um prato com cubos de queijo e os levou até as mesa. Depois, as taças de vinho.

- Posso tocá-la?

- Não. Sente no sofá.

Sentado, ele tinha plena visão das pernas grossas dela. De pé na mesa, ela começou a despir-se. Primeiro, a blusa, que deslizou para fora do corpo revelando as argolas nos bicos dos seus seios. Abaixou-se, tomou um gole de vinho e deixou uma gota escorrendo pela barriga. Esperou que a gota chegasse quase à cintura e passou o dedo, chupando-o prazerosamente em seguida. O rapaz virava-se no sofá, arrumando o pênis que já incomodava.

Ela desceu da mesa pelo degrau formado na cadeira, pegou um cubo de queijo e colocou na boca, deliciando-se até que derretesse por completo, dançando ao som de um saxofone sensual.

Caminhando até ele, parou em sua frente e abriu o zíper da saia. O rapaz olhava extasiado, sentindo seus calça quase explodir. Ela abriu o zíper dele e colocou seu membro para fora. Ajoelhou-se e lambeu a ponta apenas uma vez.

- Tire a blusa – disse. E ele obedeceu prontamente.

- Preciso tocar em você agora. Eu posso?

- Não. Masturbe-se para mim.

- Mas você faz isso tão bem...

- Faça! E faça direito. Quero ver o brilho se formando na cabeça do seu pau.

Ele colocou a mão e apertou, começando a subir e descer no ritmo de sua agonia.

- Faça devagar. Você só vai poder gozar depois de mim.

Ele diminuiu o ritmo e lambeu o próprio dedo. Ela pegou os grampos de mamilo e prendeu no mamilo esquerdo dele. A outra ponta colocou dentro da própria boca. Com uma leve puxada, o pênis dele já reluzia a própria lubrificação.

Ela desceu a saia, levando a corrente consigo e puxando o mamilo dele com um pouco mais de força. Ele fechou os olhos e tombou a cabeça para trás, enquanto perdia o controle do ritmo da masturbação.

- Abra os olhos - ela disse. E ele abriu.

Quando percebeu a pequena calcinha que ela usava, parou de se tocar e puxou-a para si, ficando de frente para a pequena renda que estava entre ele e ela.

- Não deixei você me tocar.

Ele não ouviu. Abriu as pernas dela, passando as mãos até chegar nas botas. Inalou profundamente o cheiro de sexo que ela exalava.

- Júlio, eu não deixei...

Ele já não a ouvia mais. Começou a descer a calcinha até a altura dos joelhos. Parou e subiu as mãos, que agarraram as nádegas dela abrindo-as enquanto mergulhava novamente na vagina dela.

- Pare, Júlio! Eu não mandei...

Ele enfiou a língua e sugou o clitóris dela. Uma, duas, três vezes... Sentiu a lubrificação dela em sua boca e lambeu os lábios, fixando os olhos nos dela. 

Levantou-se e caminhou até a mesa, deixando a moça sedenta e molhada. A calça dele pendia nos quadris e o torso impecavelmente malhado estava exposto. Tirando os sapatos, ele tomou sua taça de vinho e comeu um pedaço do queijo, mastigando vagarosamente. Ela olhava para ele, ainda atordoada e sem saber o que fazer. Ele voltou-se para ela, que estava parada próximo ao sofá só de botas e olhava timidamente. Já não conseguia mais ordenar nada. 

A corrente pendia pelo mamilo dele. Ele pegou a outra ponta e prendeu no outro mamilo, dando uma pequena puxada logo depois. Os olhos fixos nos dela a deixavam ainda mais excitada, cada vez mais úmida. 

Devagar, caminho até ela e, em uma investida violenta, tombou ela de quatro no sofá. Segurando o pau, começou a brincar em seu ânus, molhando com a própria excitação. Ajoelhou-se e lambeu-a da boceta até o cu. Apoiada no sofá, ela estava encharcada e ele percebeu. Ficou de pé atrás dela e enfiou o dedo na vagina dela, fazendo movimentos circulares. Depois, tirou os grampos dos mamilos e encostou toda a sua ereção nela, que ainda respirava descompassadamente. Com os grampos nas mãos, prendeu nos seios dela enquanto a sarrava por trás.

Abaixou ainda mais as costas dela e a penetrou com força, enquanto puxava a corrente e deixava ela ainda mais molhada.

- Eu mando agora – ele disse – e você vai gozar pra mim.

Ele tirou o pau dela e virou ela de frente. Ajoelhou-se e chupou o bico de cada seio, deixando-os ainda mais duros, sem tirar as correntes. Sentou-a na mesa, de pernas abertas, pegou a taça de vinho e derramou sobre os seios dela, voltando a chupá-los enquanto a comia com força. Ela foi se deitando na mesa e ele subiu, deitando em cima dela e penetrando-a ainda mais profundamente. Quando percebeu que ela estava quase atingindo o clímax, ele parou.

- E você só vai gozar quando eu deixar – disse, enquanto tirava o pau de dentro dela, puxando a corrente de seus seios abruptamente.

- Agora, eu quero jantar – ele disse, enquanto caminhava até a cozinha e pegava apenas o próprio prato.

Ele sentou-se à mesa comendo, enquanto ela ainda recuperava-se do quase gozo. Ela desceu da mesa e retomou as rédeas da brincadeira. 

- Também estou com fome - ela disse.

Ajoelhou-se embaixo da mesa e começou a chupá-lo, brincando com as mãos e a língua naquele pau que agora carregava o gosto dela mesma. Ele apertou o garfo e a faca contra a mesa, revirando os olhos. Ela chupava e parava cada vez que sentia que ele gozaria.

Depois de torturá-lo algumas vezes, saiu de baixo da mesa e rebolou até o quarto, subindo na cama e abrindo-se toda para ele. Instantes depois, ele entrou no quarto. Abaixou na cama e chupou o clitóris dela até que ela gozasse intensa e profundamente, gemendo e arfando. Enquanto ela ainda se recuperava, ele subiu na cama e enfiou o pau com força nela, levantando s pernas da moça até os próprios ombros e pressionando-a ainda mais.

Levou ela ao clímax mais uma vez e gozou, desabando ao lado dela ofegante e cansado.

A brincadeira não durou mais do que meia hora - muito menos que os 10 anos de casamento deles. Levantaram-se, tomaram banho juntos e foram jantar, fechando a noite com um brinde e uma nova rodada de sexo. Tradicional, agora. Adormeceram, cada um do seu lado, depois de trocarem juras de amor.

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