Destino - Parte 12

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Dois ou três anos se passaram e eu, tentando arduamente decidir se deveria seguir com um namoro de pouco mais de um ano, um tanto perdida e um pouco cansada depois da faculdade, entrei em um shopping para comer alguma coisa engordativa, gordurosa e compensadora antes de encarar uma jornada de clientes enlouquecidos no trabalho. 

Nunca me preocupei muito com academias, malhações e afins e, confesso envergonhada que sempre achei os mais sarados um pouco cabeça vazia. Olhando para o infinito e perdida nos pensamentos, usando as habituais roupas pretas, vejo um homem forte passar com uma menina de saia curta e pernas musculosamente definidas. Era ele e aquela mesma namorada da festa de formatura. "Sortuda", pensei, invejando a posição – e o corpo – da rapariga. Me escondi atrás de um livro e torci para que ele não tivesse me visto. Terminei rapidamente a refeição e fugi do local como a gazela lutando pela vida.

Eu, que sempre me orgulhei de vestir o que gostava e não me importar com o que pensavam de mim, me vi ali, querendo estar linda e sarada para poder passar ao lado deles e fazer ela sentir o que eu havia sentido: inveja. Queria fazer ele me olhar de novo com admiração e, porque não, amor. 

E a verdade? Se eu tinha dúvidas quanto a terminar o relacionamento, cimentei naquele momento. Eu queria mudar e tinha que começar me livrando do piolho que era o tal namorado.

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