Epílogo

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- Vamos lá meu filho! Vamos nos atrasar e você sabe como não gosto de chegar atrasada em lugar nenhum!-

Eu sorri descendo as escadas e parei no meio dela com a gravata sem nó em volta do pescoço.

-Problemas com a gravata? - mamãe sorrio daquele jeito amável dela e eu dei de ombros .

-Alguns costumes nunca mudam não é mesmo? - repondi e parei de frente para ela que fez o nó da minha gravata agilmente.

- Estou pronto para mais um casamento e esse ainda não é o do Heitor. - papai disse apoiado no batente da porta para a cozinha.

- Heitor não é do tipo para casar pai , ele é estilo putão. - observei minha gravata no espelho.

Meu irmão chegou atrás de mim, colocou uma mão no meu ombro e olhou para o nosso reflexo no espelho com uma cara cínica.

-Alguns costumes nunca mudam não é mesmo? - ele imitou minha voz e saiu rindo.

Papai e a mamãe riram e nos encaminhamos todos para fora rumo ao carro.

- Como se eu não visse como você olha para a nova estagiária do mesmo setor que o seu.

Heitor parou e ficou embasbacado.

- Alice me odeia pai! Como pode dizer que fico olhando "com esse tal olhar" para ela?

- É o ódio dela por você que faz você achá-la mais atraente.- nosso pai disse dando de ombros e tomou seu lugar no carro.

- Opa... Futura norinha será ?

- Mãe!

- Mas e você Héctor? Quando vai nos apresentar alguém?

- Não vamos começar com isso de novo mãe!

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Eu observava a paisagem rumo à capela na cidade vizinha. Foram quatro anos longe de tudo isso, longe da vida que o antigo Héctor tinha. Vim visitar minha família no máximo três vezes durante esses anos, eram viajem rápidas e caseiras. Todos diziam ser infantilidade da minha parte, mas fariam o mesmo se estivessem no meu lugar. Meus pais iam três vezes ao ano para Nova York passar uns dias na nossa casa lá.

No começo desse ano Heitor resolver voltar para Paradise para ajudar nossos pais com a empresa daqui, eu continuei morando sozinho em outro lugar. Eu cuidava da filial de lá desde de que me formei em administração.

A um mês atrás em uma manhã fria enquanto eu procurava meus sapatos pelo apartamento já entrando em estado de desespero pelo atraso medonho que eu tinha que carregar na consciência quando achei algo que não era nem de longe meus sapatos. O envelope enfeitado estava no chão perto da porta coberto de baba de cachorro... Sim! Eu tinha um cachorro naquela vida solitária.

Peguei o envelope e me encostei na bancada esquecendo completamente o maldito atraso.

Era um convite.

Héctor Mellark.

Temos a honra de convidá-lo para nossa cerimônia de matrimônio.

Enzo Cullen e Cibely Alvarenga.

Eu prendi o ar por tanto tempo que podia me imaginar roxo igual aqueles persongens de desenhos. Olhei novamente para o que estava escrito em dourado em cima do convite e não pude acreditar.

Eu teria que encontrá-los.

Eu teria que encontrá-la.

Ela.

Operação PrincesaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora