A doutrina espírita é formada por um tríplice aspecto: filosófico, científico e religioso. Como ciência, ela trata do estudo aprofundado das relações existentes entre as dimensões espiritual e física. Como religião ela se enquadra dentro das questões que visam o progresso espiritual da humanidade, através da vivencia do Evangelho de Jesus, pois atua diretamente na verdadeira acepção da palavra "religião", cujo significado é o de ligar o homem a Deus. E, por último, em sua parte filosófica, ela lida com tudo aquilo que diz respeito ao processo existencial da humanidade, e também com as questões do conhecimento; da verdade; dos valores morais etc.
Com o advento do Espiritismo, muitos acontecimentos que antes não tinham uma explicação que atendesse aos anseios da humanidade, passaram a ser melhor compreendidos, e àqueles que pela doutrina já foram iluminados passaram a nutrir uma enorme esperança em dias melhores.
No meu caso em particular, e tenho certeza de que isso ocorre com todos os meus irmãos espíritas, somente após conhecer o Espiritismo é que passei a me "relacionar" melhor com Deus. Isso porque antes, não entendia como Ele, Pai e Criador, Bom e Justo, poderia permitir que coisas terríveis como são as guerras e os conflitos pudessem acontecer. Além de tantas outras maldades existentes é claro.
As guerras e os conflitos de forma geral, ainda mostram que temos muito o que evoluir, principalmente no campo da moralidade. São fatos dessa natureza que nos mostram a posição real em que nos encontramos na escala evolutiva.
As guerras são ações tão destrutivas que, ainda hoje, muitas pessoas ainda sofrem as consequências, físicas e psicológicas, que esse ato de barbarismo provoca.
Quando o Livro do Espíritos foi lançado, em 1857, entidades superiores, que compuseram o trabalho junto a Kardec, o estruturam em partes e capítulos, cada uma delas tratando de um conjunto de temas específicos, e de grande importância para o esclarecimento da humanidade, que, já naquela época, estava ávida por adquirir conhecimento acerca da vida.
Na terceira parte dessa referida obra, no capítulo referente à lei de destruição, podemos encontrar as seguintes informações dadas pelos espíritos a Kardec, acerca das guerras, e que, segundo eles, é um de seus agentes. Vejamos as perguntas feitas por Kardec e as suas respectivas respostas:
"742. Que é o que impele o homem à guerra?"
"Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem — o do mais forte. Por isso é que, para tais povos, o de guerra é um estado normal. À medida que o homem progride, menos frequente se torna a guerra, porque ele lhe evita as causas, fazendo-a com humanidade, quando a sente necessária."
"743. Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá?"
"Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos."
"744. Que objetivou a Providência, tornando necessária a guerra?"
"A liberdade e o progresso."
"a) — Desde que a guerra deve ter por efeito produzir o advento da liberdade, como pode frequentemente ter por objetivo e resultado a escravização?"
"Escravização temporária, para esmagar os povos, a fim de fazê-los progredir mais depressa."
"745. Que se deve pensar daquele que suscita a guerra para proveito seu?"
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Primeiros Passos na Doutrina Espírita - Volume IV
Non-FictionTodos os dias, nas Casas Espíritas, aporta uma quantidade regular de irmãos, interessados no conhecimento do Espiritismo. Curiosos uns, desesperados outros, enfermos aqueloutros, porém, todos eles, de uma forma geral, são carentes e necessitados da...
