18. GUERRAS E CONFLITOS

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A doutrina espírita é formada por um tríplice aspecto: filosófico, científico e religioso. Como ciência, ela trata do estudo aprofundado das relações existentes entre as dimensões espiritual e física. Como religião ela se enquadra dentro das questões que visam o progresso espiritual da humanidade, através da vivencia do Evangelho de Jesus, pois atua diretamente na verdadeira acepção da palavra "religião", cujo significado é o de ligar o homem a Deus. E, por último, em sua parte filosófica, ela lida com tudo aquilo que diz respeito ao processo existencial da humanidade, e também com as questões do conhecimento; da verdade; dos valores morais etc.

Com o advento do Espiritismo, muitos acontecimentos que antes não tinham uma explicação que atendesse aos anseios da humanidade, passaram a ser melhor compreendidos, e àqueles que pela doutrina já foram iluminados passaram a nutrir uma enorme esperança em dias melhores.

No meu caso em particular, e tenho certeza de que isso ocorre com todos os meus irmãos espíritas, somente após conhecer o Espiritismo é que passei a me "relacionar" melhor com Deus. Isso porque antes, não entendia como Ele, Pai e Criador, Bom e Justo, poderia permitir que coisas terríveis como são as guerras e os conflitos pudessem acontecer. Além de tantas outras maldades existentes é claro.

As guerras e os conflitos de forma geral, ainda mostram que temos muito o que evoluir, principalmente no campo da moralidade. São fatos dessa natureza que nos mostram a posição real em que nos encontramos na escala evolutiva.

As guerras são ações tão destrutivas que, ainda hoje, muitas pessoas ainda sofrem as consequências, físicas e psicológicas, que esse ato de barbarismo provoca.

Quando o Livro do Espíritos foi lançado, em 1857, entidades superiores, que compuseram o trabalho junto a Kardec, o estruturam em partes e capítulos, cada uma delas tratando de um conjunto de temas específicos, e de grande importância para o esclarecimento da humanidade, que, já naquela época, estava ávida por adquirir conhecimento acerca da vida.

Na terceira parte dessa referida obra, no capítulo referente à lei de destruição, podemos encontrar as seguintes informações dadas pelos espíritos a Kardec, acerca das guerras, e que, segundo eles, é um de seus agentes. Vejamos as perguntas feitas por Kardec e as suas respectivas respostas:

"742. Que é o que impele o homem à guerra?"

"Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem — o do mais forte. Por isso é que, para tais povos, o de guerra é um estado normal. À medida que o homem progride, menos frequente se torna a guerra, porque ele lhe evita as causas, fazendo-a com humanidade, quando a sente necessária."

"743. Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá?"

"Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos."

"744. Que objetivou a Providência, tornando necessária a guerra?"

"A liberdade e o progresso."

"a) — Desde que a guerra deve ter por efeito produzir o advento da liberdade, como pode frequentemente ter por objetivo e resultado a escravização?"

"Escravização temporária, para esmagar os povos, a fim de fazê-los progredir mais depressa."

"745. Que se deve pensar daquele que suscita a guerra para proveito seu?"

Primeiros Passos na Doutrina Espírita - Volume IVHistórias para pegar e não largar. Descubra agora