31. PARA ENCONTRAR A PAZ É PRECISO SER ESPÍRITA?

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É muito comum, em se tratando de religiões e crenças, que defendamos o nosso ponto de vista, e que, na maioria das vezes, queiramos até impor nossas opiniões na tentativa de convencer e converter o nosso próximo para que aceitem e se integrem, juntamente conosco, no mesmo caminho que estamos a percorrer.

Jesus, sabiamente, e conhecedor da psicologia humana, ao estar aqui entre nós, os seus irmãos menos esclarecidos, pregou e viveu a fraternidade, o amor, a compreensão, a paciência, o perdão e a caridade, como algumas das ferramentas para o crescimento evolutivo do ser humano, e consequentemente o seu encontro com o Pai. Para isso, ele definiu algumas regras de bem viver para que pudéssemos atingir esse objetivo. Quando interrogado acerca de como o homem poderia ser feliz, ele resumiu tudo na grande assertiva do "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", independentemente de qualquer condição e de qualquer segmento religioso.

Em toda a sua estada aqui conosco, ele fez questão de pregar e viver a fraternidade e a irmandade entre as pessoas, não obstante as diferenças de raças, crenças, posições sociais etc.

Muitas religiões existem, e cada uma traz no seu corpo doutrinário uma variada gama de conceitos acerca da vida, do destino e da relação do homem com Deus. Muitos são os que seguem e se afinam com cada uma dessas doutrinas, e isso se dá pelo fato de existir uma série de fatores que incidem basicamente nessas escolhas no âmbito da religiosidade, onde podemos aqui citar, questões culturais, modo de vida, questões sociais, de raças etc.

Religião é uma questão de entendimento individual, ou seja, cada um deve seguir o que melhor lhe convier. O mais importante é não deixar de seguir os ensinamentos do Cristo, pois isso sim, é que caracteriza o verdadeiro Cristão.

Diante do que aqui foi exposto, fica caracterizado que para ser feliz o homem não precisa estar vinculado a esta ou aquela doutrina religiosa, mas sim, vivenciar toda a prática Cristã, que contém preceitos e regras de vida que nos conduzem para o encontro com a felicidade; para o encontro com nosso Pai Celestial.

É importante que cada um viva com amor no coração, muita fé em Deus, e acima de tudo, muita fraternidade.

Que cada um possa viver à caridade, o perdão, a compreensão; que cada um estude e vivencie, com muita dedicação e profundidade, o Evangelho de Jesus, e que, acima de tudo, procure fazer dele a sua bússola orientadora, pois nele se encontra as orientações que deverão ser utilizadas em toda a nossa vida.

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Nas Casas Espíritas encontramos pessoas que trabalham e se dedicam para auxiliar e servir em nome do Cristo Jesus, como encontraremos em muitas outras religiões, e que, acima de qualquer coisa, preocupam-se com o bem estar de cada um, sem fazer nenhuma distinção entre essa ou aquela condição inerente ao ser humano.

O Espiritismo nos traz enormes esclarecimentos acerca da vida, das leis de Deus e de sua justiça, dos ensinamentos de Jesus, preparando o homem para vivenciar toda a prática Cristã, e mostrando que ser feliz é uma questão apenas de desejo, determinação e perseverança, que cada um de nós deve possuir para atingir esse objetivo.

Nós, que somos os trabalhadores da seara Espírita, jamais deveremos nos preocupar em angariar quantidade de pessoas para frequentarem as nossas instituições, pois sabemos que tudo acontece com o devido tempo e que todos podem tornar-se felizes simplesmente pelo fato de pensar, agir e vivenciar a doutrina do Cristo.

Eu, particularmente, que sou oriundo de família católica, assim que li a obra de Allan Kardec, em particular o Livro dos Espíritos, automaticamente percebi que havia encontrado, no Espiritismo, tudo aquilo de que precisava para me tornar um homem que possui uma religião bastante satisfatória para atender aos meus anseios.

Com o Espiritismo passei a compreender um Deus bom e justo, que nos ama indistintamente e que não nos relega aos caprichos do acaso.

Passei a compreender que Deus nunca nos desampara e que nos dá sempre oportunidades de crescimento, e também de refazimento, graças as várias reencarnações as quais nos submetemos.

Aprendi que somos filhos legítimos Dele e que todos temos os mesmos direitos e deveres em sua criação.

Não há privilégios para uns em detrimento dos outros.

Aprendi que anjos e demônios são apenas estados em que o ser humano se situa, no bem ou no mal respectivamente.

Aprendi que somos Espíritos imortais, que sobrevivemos à morte do corpo e que podemos nos comunicar com os que, no plano físico ficaram, através da mediunidade.

Hoje, mais do que nunca, tenho a certeza da pluralidade dos mundos habitados; da lei de causas e efeitos e da evolução constante.

Aprendi a entender melhor minha relação com o Pai, de onde vim e para onde vou.

Hoje tenho uma fé raciocinada que me impulsiona a praticar os ensinamentos de Jesus. Confio mais nas pessoas, na vida e na vitória do bem, pois que ele é a grande maioria na obra de Deus.

Sei que nada acontece sem a permissão do Pai Amigo, e que, por pior que possa se apresentar algo em minha vida, continuando com Ele estarei em paz.

O Espiritismo transformou a minha vida, e para muito, mas muito melhor.

Até hoje, não encontrei uma religião que me satisfaça tanto quanto o Espiritismo. Uma religião que me responda, de forma mais clara, acerca de Deus, da vida e de tudo.

Hoje sou um homem melhor. Imperfeito ainda. Com muitos débitos para com a lei de nosso Pai. Porém mais resignado e mais disposto a saldar os compromissos para com Ele, e acima de tudo para com meu próximo.

Cada um tem o direito de seguir o que melhor lhe convier. Toda religião será sempre boa, desde que transforme o homem para melhor. Tudo tem seu tempo. E o meu já chegou.

Portanto, ninguém precisa ser espírita, católico, evangélico, budista, ou adepto de qualquer outro credo religioso, para ser feliz.

O que nós precisamos para encontrarmos a felicidade é sermos Cristãos. Mas não o Cristianismo dos homens, e sim aquele que vem de Jesus. Com toda a sua pureza.

pfW

Primeiros Passos na Doutrina Espírita - Volume IVHistórias para pegar e não largar. Descubra agora