Dentre todas as formas criadas pelo homem para ir de encontro às leis divinas, é o suicídio, sem sombra de dúvidas, a mais escabrosa possível.
A vida é uma dádiva do Senhor, obra de Sua própria exclusividade, e somente Ele tem o direito de terminá-la.
A Doutrina Espírita nos facultou o estudo metódico e disciplinado da relação dos chamados “mortos”, fisicamente falando, com os chamados “vivos”, também se referindo à vida física.
Através do estudo aprofundado da relação entre os dois mundos, físicos e espirituais, o Espiritismo nos possibilita, nos dias atuais, grandes oportunidades de dialogar com os Espíritos dos homens que viveram aqui na terra, e também em outros orbes, e que deixaram, graças ao fenômeno da desencarnação, os seus corpos físicos, para retornarem ao mundo espiritual.
Através desses contatos, realizados por via mediúnica, os desencarnados nos trazem informações preciosas sobre o retorno à vida espiritual, e como vivem nessa nova realidade.
Muitos desses Espíritos nos relatam as situações por que passam aqueles que cometeram o suicídio ao aportarem no mundo espiritual, percebendo logo de cara, que a vida não termina com a morte da organização física. E o que é ainda pior, eles passam a sentir, de forma intensa, as consequências funestas do ato cometido.
Para os que cometem esse ato bárbaro, que é o suicídio - demonstrando o desprezo para com as leis Divinas – é bastante comum, até por uma questão de sintonia e afinidade vibratória, que se agrupem, no plano espiritual, em determinada região de padrão vibratório inferior, denominada: Vale dos Suicidas.
Neste vale de sofrimento, eles passam, de forma constante, a reviverem as cenas que causaram as suas desencarnações, sentindo todas as sensações do ato tresloucado, e com a terrível sensação de que essa situação não terá fim jamais.
Graças ao sentimento de culpa e de remorso, a mente suicida passa a entrar em um estado de monoideia, isto é, uma idéia fixa que se concentra constantemente no ato cometido. É como se fora um filme, em que ele é o protagonista principal, e com isso, passa a viver todas as nuanças do ato cometido, causando sempre mais e mais sofrimentos, dores e desequilíbrios.
Além disso, o suicida sente todo o processo da decomposição do seu corpo físico, já que, quando se rompe a vida física de forma brusca, a quantidade de fluido vital, responsável pela manutenção da vida biológica, e que serve para manter a ligação espírito-matéria, ainda é muito abundante, e provoca no espírito, mesmo com os laços físicos cortados, sensações idênticas como se ele ainda estivesse encarnado. Por isso, à medida que o corpo vai sofrendo o processo de decomposição, o espírito vai sentindo tudo, o que causa muitas dores e sofrimentos para o mesmo.
E como se tudo isso não bastasse, por um processo de afinidade vibratória - processo esse que tanto no mundo espiritual como no mundo físico é o responsável pela integração de pessoas que possuem os mesmos gostos, pensamentos e atos, formando famílias, grupos sociais e nações inteiras - esses Espíritos suicidas unem-se em faixas vibratórias de mesmo teor, e passam, cada um deles, a entrar no campo mental do outro, onde não somente presenciam as cenas de suas mortes, como também assistem às dos outros irmãos de desdita, passando a captar também as sensações de dores e sofrimentos destes.
Junto a esses problemas aqui relatados, podemos incluir a ação dos Espíritos inferiores, que muitas vezes subjugam os companheiros que enveredaram pelo caminho do suicídio, onde ali promovem verdadeiras torturas mentais e perispirituais a esses irmãos em desespero, absorvendo as suas energias até onde estes possam suportar. Muitos se tornam verdadeiros escravos dessas hordas de Espíritos desequilibrados, passando a viver como verdadeiros alienados mentais, até que a misericórdia Divina consiga encontrar neles a disposição necessária para o devido resgate.
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Primeiros Passos na Doutrina Espírita - Volume IV
Non-FictionTodos os dias, nas Casas Espíritas, aporta uma quantidade regular de irmãos, interessados no conhecimento do Espiritismo. Curiosos uns, desesperados outros, enfermos aqueloutros, porém, todos eles, de uma forma geral, são carentes e necessitados da...
