04 - Suicídio

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Dentre todas as formas criadas pelo homem para ir de encontro às leis divinas, é o suicídio, sem sombra de dúvidas, a mais escabrosa possível.

A vida é uma dádiva do Senhor, obra de Sua própria exclusividade, e somente Ele tem o direito de terminá-la.

A Doutrina Espírita nos facultou o estudo metódico e disciplinado da relação dos chamados “mortos”, fisicamente falando, com os chamados “vivos”, também se referindo à vida física.

Através do estudo aprofundado da relação entre os dois mundos, físicos e espirituais,  o Espiritismo nos possibilita, nos dias atuais, grandes oportunidades de dialogar com os Espíritos dos homens que viveram aqui na terra, e também em outros orbes, e que deixaram, graças ao fenômeno da desencarnação,  os seus corpos físicos, para retornarem ao mundo espiritual.

Através desses contatos, realizados por via mediúnica, os desencarnados nos trazem informações preciosas sobre o retorno à vida espiritual, e como vivem nessa nova realidade.

Muitos desses Espíritos nos relatam as situações por que passam aqueles que cometeram o suicídio ao aportarem no mundo espiritual, percebendo logo de cara, que a vida não termina com a morte da organização física. E o que é ainda pior, eles passam a sentir, de forma intensa, as consequências funestas do ato cometido.

Para os que cometem esse ato bárbaro, que é o suicídio - demonstrando o desprezo para com as leis Divinas – é bastante comum, até por uma questão de sintonia e afinidade vibratória, que se agrupem, no plano espiritual, em determinada região de padrão vibratório inferior, denominada: Vale dos Suicidas.

Neste vale de sofrimento, eles passam, de forma constante, a reviverem as cenas que causaram as suas desencarnações, sentindo todas as sensações do ato tresloucado, e com a terrível sensação de que essa situação não terá fim jamais.

Graças ao sentimento de culpa e de remorso, a mente suicida passa a entrar em um estado de monoideia, isto é, uma idéia fixa que se concentra constantemente no ato cometido. É como se fora um filme, em que ele é o protagonista principal, e com isso, passa a viver todas as nuanças do ato cometido, causando sempre mais e mais sofrimentos, dores e desequilíbrios.

Além disso, o suicida sente todo o processo da decomposição do seu corpo físico, já que, quando se rompe a vida física de forma brusca, a quantidade de fluido vital, responsável pela manutenção da vida biológica, e que serve para manter a ligação espírito-matéria, ainda é muito abundante, e provoca no espírito, mesmo com os laços físicos cortados, sensações idênticas como se ele ainda estivesse encarnado. Por isso, à medida que o corpo vai sofrendo o processo de decomposição, o espírito vai sentindo tudo, o que causa muitas dores e sofrimentos para o mesmo.

E como se tudo isso não bastasse, por um processo de afinidade vibratória - processo esse que tanto no mundo espiritual como no mundo físico é o responsável pela integração de pessoas que possuem os mesmos gostos, pensamentos e atos, formando famílias, grupos sociais e nações inteiras - esses Espíritos suicidas unem-se em faixas vibratórias de mesmo teor, e passam, cada um deles, a entrar no campo mental do outro, onde não somente presenciam as cenas de suas mortes, como também assistem às dos outros irmãos de desdita, passando a captar também as sensações de dores e sofrimentos destes.

Junto a esses problemas aqui relatados, podemos incluir a ação dos Espíritos inferiores, que muitas vezes subjugam os companheiros que enveredaram pelo caminho do suicídio, onde ali promovem verdadeiras torturas mentais e perispirituais a esses irmãos em desespero, absorvendo as suas energias até onde estes possam suportar. Muitos se tornam verdadeiros escravos dessas hordas de Espíritos desequilibrados, passando a viver como verdadeiros alienados mentais, até que a misericórdia Divina consiga encontrar neles a disposição necessária para o devido resgate.

Primeiros Passos na Doutrina Espírita - Volume IVHistórias para pegar e não largar. Descubra agora