O mundo de hoje está cada dia mais conturbado. A violência, a promiscuidade, os abusos de toda ordem, a ganância, a busca desenfreada pelo poder e pelas altas posições sociais, os vícios, as drogas, o desrespeito às pessoas, a indiferença de uns para com os outros, tudo isso tem contribuído para que nosso mundo atravesse um momento muito delicado, onde a insegurança, a falta de amor e de fraternidade se instalaram de forma tão intensa.
O momento de conturbação vivido pela sociedade é tamanho que estamos a nos acostumar com tantas cenas de maldade e de desajustes. É como se isso já fizesse parte da nossa rotina diária.
A humanidade necessita, urgentemente, repensar sobre o papel da família em relação a sociedade. É preciso que pais e responsáveis, passem, antes que seja tarde, a rever a forma como está se educando seus filhos e filhas. Não se pode jamais, diante dos tempos difíceis que estamos a atravessar, descurar dessa tarefa de trabalhar, insistentemente e incansavelmente no auxílio à formação do caráter de nossos filhos. Os cidadãos de amanhã.
Uma família que mantém uma boa relação com seus filhos, dando a eles uma boa educação - e me refiro aqui a educação familiar mesmo; a chamada educação doméstica ou de base – para que não eles não venham a ser "educados" por toda sorte de vícios e desajustes que o mundo está a oferecer nos tempos de hoje, estará, sem a menor dúvida, garantindo, no futuro, uma sociedade mais justa e mais fraterna.
Mesmo com todo avanço da ciência; da tecnologia; das conquistas feitas pelo homem em diversos segmentos da vida; e apesar de todos os progressos realizados pelos órgãos mundiais, voltados para a educação principalmente, ainda é muito comum observar que são pouquíssimas as famílias que se utilizam de hábitos tão saudáveis quanto: Fazer refeições juntos; assistir TV juntos; reunir-se para uma conversa nos finais de semana ou durante a noite; realizar passeios e diversões com a presença de todos; os pais contarem histórias a seus filhos menores antes de dormir; visitarem juntos museus, parques, praças, praias, cinemas, enfim, todo e qualquer programa que conte com a participação de todos os membros da família. Essas atividades tão salutares e tão importantes para a manutenção da união familiar são cada vez mais raros. Cada vez mais os membros de uma família se afastam do convívio mútuo, em troca da utilização constante de outros programas, individualistas, automatizados alguns, e todos de cunho estritamente egocentristas, que apenas robotizam e destroem essa tão bela integração familiar.
Está cada vez mais difícil realizar um saudável diálogo entre pais e filhos, principalmente após o avanço das chamadas "redes sociais", onde boa parte dos integrantes da família ocupam o tempo disponível que teriam para estarem juntos, entretidos com seus computadores, smartphones, tablets, dentre outros.
Temos observado que nos dias atuais, é muito grande a dificuldade de muitas famílias de educarem seus filhos, e também de manterem um relacionamento mais efetivo com eles. São pais que não sabem como lidar com seus filhos, e filhos que não querem e nem se esforçam para compreenderem seus pais, o que nos mostra que, em ambos os casos, o que falta mesmo é diálogo, orientação, educação doméstica mesmo, e principalmente amor.
Como poderemos ter uma sociedade mais justa, mais humana, mais fraterna e mais cristã, se negligenciamos o que é mais importante em toda sociedade humana? A educação de nossas crianças, que serão o futuro de nossa sociedade. Como poderemos ensinar nossas crianças a serem dignas se não compartilhamos nossos problemas com elas e nem procuramos fazer por onde elas dividam conosco tudo aquilo que as afligem? Jamais poderemos, na condição de pais, descurar dessa responsabilidade de "estar sempre junto" de nossos filhos e também de nosso cônjuge, seja nos momentos de alegria ou, principalmente, naqueles mais difíceis.
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Primeiros Passos na Doutrina Espírita - Volume IV
No FicciónTodos os dias, nas Casas Espíritas, aporta uma quantidade regular de irmãos, interessados no conhecimento do Espiritismo. Curiosos uns, desesperados outros, enfermos aqueloutros, porém, todos eles, de uma forma geral, são carentes e necessitados da...
