Após avistar o modo da trava na porta retiro meu celular do bolso e começo a colocar ele para ter uma procuração de IP de qualquer dispositivo na área de um metro. Ele encontra apenas oito. Testo todos até que na quinta tentativa consigo sucesso e vejo que é o computador correto. Começo a decodificar acessos de segurança e desligo três comandos. A trava da porta, a leitura digital e a senha a digito. Empurro a porta e assim que eu entro e ela retrocede, se fechando automaticamente.
Estava tão escuro que eu não conseguia ver nada. Acendi a lanterna do celular e vi que se eu tivesse dado um passo a mais eu teria ativado o alarme do laser. Tomo muito cuidado ao pular esse laser. Sigo em frente e me deparo com duas portas, cada uma com um número e uma letra. A1 e A2. Entro primeiro na A1 e me deparo com um computador e ao lado um microfone, olho para o lado e vejo um vidro, tão grosso que parecia temperado. Esse vidro parecia ser a única coisa que separava a sala A1 da A2. Não perco tempo e de imediato conecto o pen drive no CPU do computador e começo a revirar gavetas e ler arquivos.
Assim que avistei entre todos os arquivos um arquivo todo encapado pela cor preta, eu o abri e o folheie até que paro em algo totalmente inacreditável. Eram planilhas de peças, que na outra página mostrava uma máquina, e o mais inacreditável era que o nome era "Máquina do Tempo", com o formato de dois círculos entrelaçados um no outro.
De acordo com aquela papelada os círculos girariam criando um loop no espaço tempo. Realmente, ou meu pai era louco ou eu nem sei mais o que pensar. Fecho o arquivo e o coloco no lugar. Vou até o pen drive que já havia finalizado o download.
Saio da sala A1 que parecia mais uma cabine de experimentação e antes que eu desse o próximo passo vejo que os comandos foram religados e a porta da frente e o laser estavam se reorganizando. De repente eu escuto a porta sendo aberta e logo entro na porta mais proxima. E assim que me virei vi que eu estava dentro da sala A2.
Lá dentro tudo era coberto por panos, principalmente um círculo enorme. Vou até ele e puxo o lençol aonde avisto círculo sobre círculo, totalmente alinhados. Escuto um barulho e vejo que alguém entrou na cabine A1, e instantaneamente me escondo atrás de alguma coisa que parecia uma caixa do lado daquela máquina. Dou uma espiada e logo desejo não ter olhado. Eu não posso ser pego principalmente por eles. Não acredito que meu pai trouxe os "amiguinhos" dele aqui. Como eu vou sair daqui agora? É praticamente como sequestrar alguém pela metade ou matar alguém pela metade. Isso tá mais para um roubo nada perfeito. É como se completar o que já havia sido começado fosse impossível.
De repente a sala que antes era apenas escuridão, pó e panos cobrindo objetos, se ascendeu e ventilou fazendo os panos e o pó voarem para o final da sala. Eu me mantive abaixado, ainda mais que minha roupa era toda preta e o local todo branco, parabéns Alex você é um idiota!
Já haviam se passado meia hora, afinal o que eles estavam fazendo? Eu já estava ficando com cãibra quando escuto a porta da sala onde eu estava ser aberta. Passos se seguem em minha direção mas param em um painel atrás da caixa que eu estava. Paro para ver o que ele estava fazendo, e ao que parece ele está configurando algo. Ele se retira e começa ir até a porta, que por fim logo se fecha e pelo som tranca. Espera! O que? Como assim tranca? Aí droga, agora que eu não saio daqui mesmo.
De repente começo a escutar barulhos do outro lado da máquina de uma caixa igual a que eu estava me escondendo. Logo a que eu estava me escondendo começa a se mexer e assim que eu me viro para ver o que estava escrito eu fico paralisado.
"CAUTION GENERATOR RADIOACTIVE"
Gerador Radioativo? Meu Deus eu estou muito ferrado se isso esquentar de mais ou a compressão cessar, vai explodir bem na minha cara. E o pior, como eu vou sair daqui? É aquela maldita história, se ficar o bicho come e se correr o bicho pega.
Acho que eu vou ficar. Antes que eu pudesse sequer pensar direito, a máquina se liga criando uma luz tão brilhante quanto o sol, ela está girando com os círculos tão rápido que ver se torna impossível. Ela começa a sugar a sala para dentro de si, folhas começam a voar em sua direção, eu começo a sentir que estou sendo puxado, logo me agarro ao gerador radioativo que pelo que eu observei está pregado no chão. A intensidade da sucção que a máquina está fazendo vai aumentando assim como sua velocidade. O gerador que eu estava segurando começa a se soltar do chão, e assim que se solta e dou um pulo e agarro um cabo amontoado de fios. Olho para o vidro e vejo meu pai com uma cara apavorada que eu nunca havia visto antes.
Ele parece bem desesperado apertando vários botões no painel da outra sala. Ele me encara de novo e começa a correr, abre a sua porta e um segundo depois vejo a minha sendo empurrada ou chutada. Tento segurar o máximo mas minhas mãos começam a escorregar, o meu corpo parece flutuar. E assim que a porta abre vejo meu pai correr em minha direção, mas eu já havia soltado. Só ouço o seu gritar antes da escuridão se apossar de tudo.
-ALEXXXX FILHOOO!!!!

VOCÊ ESTÁ LENDO
Paradoxo
General FictionO tempo é uma coisa perigosa, uma coisa pela qual não sabemos lidar, mas ele terá que aceitar que é o único que pode mudar isso. Aquele que caça pela necessidade, mata pelo desespero e luta para voltar, é o único que sobrevive ao Paradoxo Temporal e...