Todos nós podemos dizer que há certos momentos em nossas vidas que a adrenalina não tem para onde correr a não ser para a corrente sanguínea, aumentando assim os batimentos cardíacos. Essa sensação é acometida sempre quando estamos com medo ou eufóricos. E acredite quando eu digo, que eu não estava com medo ou eufórico quando o meu coração acelerou ao ouvir a Amaru dizer que foi descoberta.
Geralmente, em situações como esta, nós aplicamos protocolos como uma forma de a segurar a segurança da equipe. Mas, acontece que eu não havia aprendido nenhum protocolo, pois o meu tempo era curto, então eu simplesmente matava essas aulas para treinar.
Sem saber o que fazer, eu simplesmente me ajoelhei diante da Amaru e me sentei no chão. Eu precisava pensar urgentemente. Ela me encarava atentamente como se pensasse na maneira certa de me perguntar o que eu estava fazendo.
Eu pego o meu celular do meu bolso e o ligo. Como eu passei um tempo me aperfeiçoando em técnicas, achei que eu iria precisar adaptar o meu celular e o meu relógio a esta realidade. Eu fiz uma planta de toda a região aonde eu estava, mais precisamente um mapa. Comecei a observar lo, e foi ai que eu entendi aonde eu realmente precisava atacar, e realmente não era do lado externo da Costa. Me levantei e mirei o meu olhar severamente por Amaru, até que eu disse.
-Bom trabalho. -Eu disse caminhando até a minha bolsa.
-O que? -Ela me perguntou me seguindo.
-Você acabou de me dar uma visão diferente dessa missão. -Eu disse desmontando e colocando a minha sniper na bolsa.
-O que você vai fazer? Quer dizer, aonde pretende ir com isso? -Ela me perguntou apontando para a sacola.
-Com isso eu não vou a lugar nenhum! Mas você vai. -Eu disse jogando a sacola em seus braços.
Ela agarrou a sacola e me olhou confusa.
-Preste atenção no que eu vou lhe dizer Amaru. -Ela consentiu com a cabeça para que eu prossegui-se. -O Dylan está cercado, e eu quero que você o ajude. Mandarei mais ordens quando você chegar até onde ele está, até lá se mantenha fora do alcance dos inimigos.
-Mas por quê eu tenho que levar a sua sacola? -Ela me perguntou.
-Por acaso você está questionando a minha autoridade? -Eu a retruquei franzindo o meu cenho.
-Não senhor. Me desculpe. -Ela disse.
-Ok. Agora vá e faça o que eu mandei. -Eu disse me virando.
-Espere! O que você irá fazer? -Ela perguntou, me fazendo parar de andar no mesmo instante.
-O que eu sempre faço! Desafiar a lógica. -Eu disse voltando a andar para o lado oposto ao dela.
Eu andei durante quinze minutos. Olhei ao meu redor e vi que eu estava nem tão longe e nem tão perto deles. Eu peguei o meu comunicador e o liguei.
-Aqui é o Alfa na linha. Betas qual seria o status de vocês no momento? -Eu perguntei.
-Beta 1 na escuta. Estou infiltrado senhor, sem risco de exposição. -Scott disse calmamente.
-Beta 2 na escuta. O reforço chegou há dois minutos, fazendo com que a minha situação melhore. -Dylan disse rapidamente.
-Beta 3 na escuta. Estou escondido, possuo um pouco de risco de exposição. -Jorge disse com um tom baixo, como se cochicha-se.
-Beta 4 na escuta. Estou prestando apoio ao Beta 2. -Amaru disse um pouco ofegante.
-Entendido Betas. Escutem com atenção Beta 1 e 3. Eu quero que saiam de suas posições e se direcionem aonde o Beta 2 e 4 estão.
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Paradoxo
General FictionO tempo é uma coisa perigosa, uma coisa pela qual não sabemos lidar, mas ele terá que aceitar que é o único que pode mudar isso. Aquele que caça pela necessidade, mata pelo desespero e luta para voltar, é o único que sobrevive ao Paradoxo Temporal e...