Capítulo 22

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~Melissa~

Mais um dia no hospital.

Mais um dia  na parte de consultas, supervisão na pediatria, assistência aos neurologistas, operações e operações em fígados, rins e assistindo à cirurgias em corações, aprendendo a fazer pontes de safena.

Isso o dia todo. Eu tive que tomar dezenas de doses de café expresso para acordar, pois o episódio da noite anterior havia roubado todas as minhas horas a mais de sono.

Meu horário normal de saída era as 17:00, se houvesse algum imprevisto, eu ficaria até mais tarde, mas como hoje não houve nenhum, peguei o carro e fui direto para casa.

Mal deixei minha bolsa na sala, meu telefone tocou.

— Alô? — falei soltando o cabelo.

— Mel, é a Bruna. Está livre no almoço amanhã?

Parei para pensar... Os internos chegaram hoje e a partir de amanhã os residentes teriam mais "sossego" com eles lá, então sim, eu estava livre. A cirurgia de retirada do baço que eu faria foi passada para um interno como prova de competência, e outro residente supervisionaria.

— Sim. Por quê?

— Está preparada para o almoço que te falei?

Do jeito que ela disse, pude imaginar um sorriso aparecendo em seu rosto.

— Na verdade, não. — suspirei. — Tem tanta coisa acontecendo, Bruna... O aniversário da Bella...

— Nem pense nisso. Não ouse desistir.

— Não vou desistir.  Eu só... Só não estou pronta.

 — Vai estar. Salada Grill amanhã às 12:30.

 — E Bella?

 — Deixe ela com algumas amigas.

 — Tá, tudo bem. Até.

Cumprimentei Joana, a babá de Bella, avisei que iria ficar em casa e que ela poderia ir embora. Depois de me despedir, fui até o quarto de Bella.

— Oi, mãe! — ela saiu da cama e veio me abraçar.

— Olá. Você conversou com a Giovanna sobre ir para lá?

— O tio Vini e a tia Alice vão levar a Gi pra casa da vó dela amanhã, é uma visita porque ela mora em outra cidade. E a Gabi ficou doente.

— Parece que alguém vai ter que ir para a casa da vovó. - eu ri.

De quarta, a babá não vinha, então era o dia reservado que Bella ficava com Giovanna, mas como ela não vai estar aqui...

 — Não! Deixa eu ficar em casa! Ela não gosta quando eu durmo de tarde. E fica enchendo o saco.

— Então, quando a van da escola te deixar aqui em casa, você jura que não abre a porta para ninguém?

— Juro.

— Sabe onde fica a chave reserva?

 — Sei.

 — E se alguém tocar a campainha?

 — Eu espero, daí se tocar mais duas vezes curtinhas, é você.

 — E se não...?

 — Eu não atendo.

 — Tranca as portas?

—Sim.

— Todas?

 — Sim.

  — E se ouvir um barulho?

Os Opostos se Atraem? - Livro 2Histórias para pegar e não largar. Descubra agora