~Melissa~
Mais um dia no hospital.
Mais um dia na parte de consultas, supervisão na pediatria, assistência aos neurologistas, operações e operações em fígados, rins e assistindo à cirurgias em corações, aprendendo a fazer pontes de safena.
Isso o dia todo. Eu tive que tomar dezenas de doses de café expresso para acordar, pois o episódio da noite anterior havia roubado todas as minhas horas a mais de sono.
Meu horário normal de saída era as 17:00, se houvesse algum imprevisto, eu ficaria até mais tarde, mas como hoje não houve nenhum, peguei o carro e fui direto para casa.
Mal deixei minha bolsa na sala, meu telefone tocou.
— Alô? — falei soltando o cabelo.
— Mel, é a Bruna. Está livre no almoço amanhã?
Parei para pensar... Os internos chegaram hoje e a partir de amanhã os residentes teriam mais "sossego" com eles lá, então sim, eu estava livre. A cirurgia de retirada do baço que eu faria foi passada para um interno como prova de competência, e outro residente supervisionaria.
— Sim. Por quê?
— Está preparada para o almoço que te falei?
Do jeito que ela disse, pude imaginar um sorriso aparecendo em seu rosto.
— Na verdade, não. — suspirei. — Tem tanta coisa acontecendo, Bruna... O aniversário da Bella...
— Nem pense nisso. Não ouse desistir.
— Não vou desistir. Eu só... Só não estou pronta.
— Vai estar. Salada Grill amanhã às 12:30.
— E Bella?
— Deixe ela com algumas amigas.
— Tá, tudo bem. Até.
Cumprimentei Joana, a babá de Bella, avisei que iria ficar em casa e que ela poderia ir embora. Depois de me despedir, fui até o quarto de Bella.
— Oi, mãe! — ela saiu da cama e veio me abraçar.
— Olá. Você conversou com a Giovanna sobre ir para lá?
— O tio Vini e a tia Alice vão levar a Gi pra casa da vó dela amanhã, é uma visita porque ela mora em outra cidade. E a Gabi ficou doente.
— Parece que alguém vai ter que ir para a casa da vovó. - eu ri.
De quarta, a babá não vinha, então era o dia reservado que Bella ficava com Giovanna, mas como ela não vai estar aqui...
— Não! Deixa eu ficar em casa! Ela não gosta quando eu durmo de tarde. E fica enchendo o saco.
— Então, quando a van da escola te deixar aqui em casa, você jura que não abre a porta para ninguém?
— Juro.
— Sabe onde fica a chave reserva?
— Sei.
— E se alguém tocar a campainha?
— Eu espero, daí se tocar mais duas vezes curtinhas, é você.
— E se não...?
— Eu não atendo.
— Tranca as portas?
—Sim.
— Todas?
— Sim.
— E se ouvir um barulho?
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Os Opostos se Atraem? - Livro 2
RomanceDepois de conhecer Gabriel, a vida de Melissa mudou de um dia para o outro. Em menos de um ano, ela viveu sentimentos intensos, enfrentou dores que jamais imaginou suportar e descobriu que até o amor mais forte pode chegar ao fim. Ou, pelo menos, er...
