Capítulo 50

1.8K 156 174
                                        

~Melissa~

Tentei fazer cara de séria e olhei bem para ele. Ele quase me fez chorar de raiva no carro, preciso dar o troco e ver sua reação.

Me levantei e andei até ele ainda séria. Parei na sua frente e cruzei os braços.

  — O que foi, Mel? — ele perguntou. 

— Não sei.

— Não sabe o quê? — notei um certo desespero em sua voz.

— Não sei se  vou me casar com você.

Ele arregalou os olhos.

— P... Por quê?

— Por quê? Você me trata daquele jeito no carro, me deixa nervosa e depois vem e faz isso? Não é um pedido de casamento que vai me fazer desculpar você.

Ele abaixou o buquê devagar.

  — Eu... J... Já estava tudo planejado.... eu inventei a briga, foi de propósito, Melissa, eu juro!

Ele estava gaguejando, será que estava realmente acreditando no que eu dizia?

Eu mordia a parte interna da bochecha, caso contrário, já teria explodido em gargalhadas. Sua expressão era a melhor. Confuso, irritado, mas ao mesmo tempo, tentando pensar no que fez de errado. E o pior de tudo: acreditando!

Seus olhos estavam começando a ficar vermelhos. Ele ia chorar.

— Olha... tudo bem, se... você não quer —ele deu de ombros — Eu só pensei que... Bom, não importa o que eu pensei. Claramente, pensei errado.

Ele foi até a cama, deixou o buquê lá e se dirigiu para a porta.

— Te vejo depois.

Quando ele deu o primeiro passo, o agarrei pelo braço e o fiz olhar para mim.

Abri o mais sincero dos sorrisos, mas a ficha dele não caiu de imediato.

— O que foi?

— Gabriel, você é a pessoa mais burra que existe no universo.

— Espera, você estava me zoando? — ele perguntou indignado.

  — Estava dando o troco, é diferente.

  — Mas eu fiz aquilo para te pedir em casamento!

  — E eu fiz tudo isso para dizer sim!

Ele ficou em silêncio por um momento.

  — Não, e preciso pensar. — ele falou sério — Amanhã a gente conversa.

O quê?

— É sério, Melissa, me solta — e tirou seu braço de minhas mãos.

Será que ele estava me zoando para descontar?

Com certeza, sim.

— Gabriel, se você sair por essa porta, eu nunca mais olh... — e ele me beijou antes que eu pudesse terminar a frase.

Caímos a cama, ele por cima de mim, e nós dois sobre o buquê.

— Gabriel, as flores! — falei rindo e o tirando de cima de mim.

Peguei o buquê e ri ao ver algumas pétalas espalhadas pela cama.

  — Ainda está apresentável. — eu falei, o analisando.

— Me dá ele aqui.

Entreguei o buquê a ele meio confusa. Gabriel limpou a garganta, fez uma pose de cavalheiro e começou: 

— Melissa Simoniano Monteiro, você é a mulher que eu mais amo na vida, e eu preciso de você ao meu lado até o fim dos meus dias. Aceita ser minha esposa e passar a se chamar Melissa Simoniano Monteiro Marques?

Eu sorri. E existia alguma outra resposta nesse universo que não fosse um grande "sim"?

— Falta uma coisa.

Eu te amo, porra.

  — Eu te amo, porra.

  — Falta uma coisa — ele disse.

  — Sim, Gabriel, eu aceito me casar com você.

 Ele soltou o ar e sorriu. Me entregou o buquê novamente e mexeu no bolso da calça jeans que usava, tirando de lá um caixinha. Abriu e tirou um anel de lá.

 Abriu e tirou um anel de lá

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.


— Posso?

— Pode — respondi maravilhada.

Aquele anel era um dos mais belos que eu havia visto. Bonito e delicado, do jeito que eu gostava.

— Gabriel... — falei assim que o anel estava em meu dedo — É lindo demais! 

Ele me deu um beijo no pescoço e disse:

— Bruna me ajudou a escolher. — ele disse — Ela queria algo enorme e grosso, com várias pedras, uma frase clichê dentro.

  — Do tipo "olhem para mim, estou noiva".

— Exatamente desse tipo — ele sorriu, estreitando um pouco os olhos, e fazendo sua aparência parecer mais jovem do que realmente era.

  — Ainda bem que você não comprou.

  — Até que era bonito. Mas não combinaria com você. Ficaria enorme em sua mão.

— Minha mão não é tão pequena assim.

  — Ah, não? Me dê ela aqui — ele colocou minha mão aberta em cima da sua, que também estava aberta. Os dedos dele eram uns 3 centímetros maiores que os meus, e mais grossos, embora bonitos.

— Assim não vale! Você é um poste! — lhe dei um tapa de leve.

  — Não tenho culpa se você é uma tampinha!

  — Mas você gosta da tampinha aqui.

  —Gosto mesmo.

E me beijou novamente. Como eu amava a sensação dos seus lábios nos meus.

Fomos devagar até a cama ele ficou por cima de mim, ainda me beijando com muito carinho.

—Eu te amo, minha noiva — ele disse baixo.

Bastaram essas duas palavras para me deixar arrepiada.

Os Opostos se Atraem? - Livro 2Histórias para pegar e não largar. Descubra agora