— Acha que devo contar para os pais das meninas? — perguntei à Bruna.
Nathan havia chegado há pouco, para tentar acalma Bruna, que não conseguia parar de chorar.
Eu deixei Bella chamar Gabi e Giovanna para virem aqui em casa, e ela provavelmente contou às amigas sobre o que aconteceu hoje. As três estavam no quarto da Bella, jogando videogame.
— Eu acho que sim, Mel. — Falou Nathan. — As meninas provavelmente vão contar, e podem contar de um jeito errado. É bom esclarecer.
— Pra todo mundo, Mel — continuou Bruna — Para as meninas, para os pais dela, para a escola...
Senti meu sangue começar a ferver ao lembrar de Ella e dos dois caras.
— Quando eles vêm pegas as meninas?
— Daqui a pouco — olhei no relógio, eram nove da noite — Conto a eles quando chegarem.
— Tudo bem... E você? Como está? – perguntou Bruna.
— Destruída.
— A Bella vai sair dessa, Mel – Nathan colocou a mão em meu braço – Eu tenho certeza. Ela é forte. Seu coração é forte.
— Está na família – disse Bruna e eu ri. – Só não comece a tratar ela como se fosse uma doença anormal. Continue tratando ela como uma criança normal, como sua filha, do jeito que você sempre fez.
— Tudo bem. Eu vou ter que me controlar.
— De superprotetora já basta a tia — ela disse se referindo à minha mãe.
Falando nisso, faz tempo que não falo com ela. E ainda preciso contar tudo o que aconteceu.
Só a ideia me deixa exausta. E piorava a minha dor de cabeça.
— Tudo bem, tudo bem. Eu sei.
— E Gabriel? Como ele está? — ela quis saber.
— Acho que ele está pior que eu, sinceramente — suspirei e tomei um gole de café que estava na xícara sobre a mesa. Café às nove horas da noite, mais um sinal de que minha vida havia virado de cabeça para baixo em apenas algumas horas — Saiu de lá segurando o choro. Deve estar acabado.
— Vai falar com ele?
— Vou deixar ele passar essa noite sem interrupções. Quero deixar ele pensar em tudo o que precisar, entende? Deixar ele entrar dentro de si mesmo por um tempo.
— Ligue para ele amanhã então — falou Nathan — Gabriel se controla, mas ficar sozinho sabendo do problema da filha e sem se meter em confusão não é muito a cara dele.
— Realmente.
A campainha tocou.
— Vou ver quem é.
Abri a porta e dei de cara com Vinícius, Alice, Ercik e Lucas ali.
— Mel! — Erick me abraçou forte e me rodou no ar — Faz tempo que não te vejo! Está comendo direito? Parece mais magra, o que aconteceu?
— Ela até poderia responder se você a deixasse falar — falou Lucas.
—Não ligue pra ele, está de TPM hoje.
— Hunf.
Eu soltei uma risada.
— Entrem!
Vinícius foi o último a entrar e fechou a porta atrás de si.
Todos nos sentamos em volta da mesa da cozinha, onde Brunna e Nathan estavam.
— Onde estão as meninas? – perguntou Alice.
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Os Opostos se Atraem? - Livro 2
RomanceDepois de conhecer Gabriel, a vida de Melissa mudou de um dia para o outro. Em menos de um ano, ela viveu sentimentos intensos, enfrentou dores que jamais imaginou suportar e descobriu que até o amor mais forte pode chegar ao fim. Ou, pelo menos, er...
