Capítulo 42

1.8K 126 33
                                        

~Melissa~

Depois que Bruna contou a história toda, nós ficamos super felizes, claro. Agora, o clima não iria mais ficar tão tenso, como estava antes.

Meu dia no hospital foi cheio de sorrisos. Depois da noite de ontem e da notícia, tudo era motivo para sorrir. Não tivemos tantas cirurgias de risco, todas deram certo e fiz questão de ir pessoalmente comunicar as família e retribuir todos os abraços que recebia. Uma colega de trabalho, Juliana, apareceu na sala de espera com um copo de café expresso nas mãos.

— Toma, Melissa — ela disse rindo — Você está de bom humor hoje, deu até vontade de te mimar.

Eu soltei uma risada.

— Obrigada, Ju. Acabei de dispensar uma família.

— Eu vi, pensei que engoliriam você, com todos aqueles sorrisos. Aconteceu algo?

Sorri e a olhei.

— Mentira! — ela disse assim que entendeu — A cama aguentou?

— Aguentou, e aguenta até outra vez!

— Acha que vai ter outra vez?

— Espero que sim — falei, dando um gole no café.

~Gabriel~

Levei Bella para minha casa e logo depois Nathan chegou para treinar boxe comigo. Bella ficou assistindo, mas acho que não entendeu que era só um treino e gritava "acaba com ele, pai!" a cada 10 segundos.

Depois que Nathan foi embora, fui tomar um banho e deixei Bella assistindo qualquer coisa na televsão.

Quando voltei para a sala, ela falou, de repente:

— Me leva pra andar de moto, pai?

Ainda era estranho ouvir ela me chamar de pai. Um frio na barriga me percorria sempre que isso acontecia, mas eu já estava me acostumando.

— Agora? 

— É!

— Sua mãe deixaria?

— Claro que não, ela é chata.

Eu comecei a rir e peguei os dois capacetes, indo com ela até a garagem.

— Tudo bem, mas quem vai fechar isso aqui na sua cabeça sou eu.

— Por que?

— Um, porque você provavelmente não sabe, dois, porque ele abre meio fácil, e três, porque eu me preocupo com você.

— Você falou igual a mamãe — ela rolou os olhos enquanto eu encaixava as fivelas do capacete embaixo de seu queixo.

— E você é igual a sua mãe.

— E ela fala que sou igual a você.

Sorri. 

Bella era uma mistura perfeita da nossa personalidade. Mas, seu rosto era a Mirella pura.

— Acha que consegue subir sozinha? — perguntei logo depois de colocar o meu capacete e subir na moto.

— Tenho cara de retardada? Não responda.

Eu ri.

— Tudo bem. Sobe — cruzei os braços.

Ela tentava de todos os jeitos passar a perna para o outro lado, mas era muito pequena, e não dava impulso.

Quando ela quase perdeu o equilíbrio, eu a segurei.

— Usa minha mão. E põe um dos pés no pedal.

Os Opostos se Atraem? - Livro 2Histórias para pegar e não largar. Descubra agora