Capítulo 24

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 ~Melissa~

Meu coração deu um pulo no peito. Não era exatamente como se eu não soubesse daquilo. Eu imaginava. Sim, suspeitava. Mas, nunca pensei que teríamos essa conversa em tão pouco tempo. 

Ouvir ele dizer que me amava era o paraíso na Terra. Era como voltar muitos e muitos anos atrás e ouvir aquelas mesmas palavras sendo proferidas pela primeira vez, no seu quarto, enquanto estávamos no meio de uma briga. 

Eu apenas consegui sorrir na hora. Abri um sorriso tão largo e grande, que se misturou com as lágrimas e quem me olhasse não saberia dizer se eu estava rindo ou chorando.

Não consegui dizer nada. Apenas sorri. Meu cérebro precisava de algum tempo para processar essa informação que havia saído do mundo das ideias e tinha sido proferida em voz alta.

— Será que eu posso falar com ela? — Gabriel perguntou baixo.

Eu o soltei devagar.

 — Só se você quiser.

— Sim. Sim, e-eu quero. — ele sorriu fraco — Estou muito nervoso, mas eu quero.

 — Sobe. Ela está no quarto. Primeira porta à direita.

Ele assentiu e subiu os degraus. Eu sorri.

Gabriel parou no meio do caminho e se virou para mim.

— O que eu falo?

— Apenas seja você.

— Então, ferrou.

Deu as costas e seguiu em frente.

Meu coração dava saltos no meu peito. Eu esperei muito tempo por esse momento.

~Gabriel~

— Bella? — chamei ao bater na porta.

— Entra, moço!

Eu sorri e entrei, deixando a porta entreaberta atrás de mim, pois eu sabia que Melissa iria dar uma espiada, mesmo que não admitisse.

— Olá — falei.

Ela estava sentada na cama, jogando um jogo de moto no tablet, super concentrada.

— Que jogo é esse? 

 — Um aí. Não sei falar o nome direito, mas qualquer coisa já faz o carinha morrer... AÍ, TA VENDO? MORRI. — ela ficou nervosa.

  Eu ri.

 — Calma. — falei segurando a risada. — Posso tentar?

 — Você não vai conseguir. Esse é o nível mais difícil!

 — Posso?

 Ela ergueu o queixo e levantou a sobrancelha. A primeira mania era da Melissa e a segunda era minha. Meu coração amoleceu.

— Tudo bem. Se você ganhar, você me paga um sorvete. — ela disse e me entregou o tablet. 

Eu me sentei na cama e estudei alguns "botões" de comando do jogo. Marcha, embreagem, acelerador, freio. Para virar era só virar o aparelho.

Simples.

— Apostado. — falei e iniciei.

Era um circuito que tinha que percorrer. Nada muito extravagante. Meus anos jogando videogame me ajudaram e eu demorei apenas 3 minutos para completar o circuito, acabar a última fase e zerar o jogo.

Ela ficou boquiaberta.

 — Como você fez isso?!

  — Eu tenho uma moto igual a essa. — falei.

Os Opostos se Atraem? - Livro 2Histórias para pegar e não largar. Descubra agora