~Melissa~
— Mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, MÃE! — uma vozinha estridente gritou acompanhada por uma batida de porta no andar debaixo.
Bella entrou em meu quarto correndo e abriu a porta, mas parou ao me ver deitada na cama com Gabriel.
— Mãe?
— Ai, Bella, que susto! – falei e me sentei.
Ao ver o moletom que eu usava, ela olhou para Gabriel, que dormia, depois me olhou de novo e sorriu. Ela sacou na hora, e veio se aproximando. Mas não de mim, de Gabriel.
— O que vai fazer? — perguntei.
— Shhhhhh...
Ela foi até o lado de Gabriel. Ele estava sem camisa, mas com boxers — graças aos céus — embaixo das cobertas.
Bella se posicionou perto de sua orelha e...
— ACORDA, PAI! — ela gritou.
— AAAAAAAAH!!!!!
Gabriel se levantou correndo, tropeçou nos próprios pés e caiu com a bunda no chão, olhando para todos os lados, procurando algo que talvez nem ele mesmo sabia o que era.
— PORRA, BELLA!
Eu rolava na cama de tanto rir. Sua cara de sono e olhos vermelhos só deixaram a cena mais engraçada ainda.
O ar escapou de meus pulmões, e eu não conseguia parar de gargalhar. Sempre que estava quase parando, olhava Gabriel e começava tudo de novo.
Bella estava na mesma situação que eu.
— Foi super engraçado, tá? — ele falou, de mal humor, e se levantou, passando as mãos no rosto, e se sentando na cama novamente.
— Foi mesmo — falei e me encostei na cabeceira.
Bella se deitou no meio de nós dois e Gabriel puxou a coberta para nos cobrir e começou a fazer cafuné em Bella.
Nós 3 embaixo das cobertas em um sábado de manhã. Algo que eu achei que demoraria anos para ver.
— Tá bravo? — Bella perguntou a ele.
Gabriel fez uma cara de mal e eu, sorrindo, dei um leve soco em seu ombro, o que o fez soltar uma risada.
Não, ele não estava bravo.
— Não, Bella — ele falou — Mas vai ter desconto, viu?
Ela riu.
— Aham.
— Tá duvidando? — ao dizer isso, ele foi para cima dela, a enchendo de cócegas de cima a baixo.
Bella gargalhava sem parar, estava ficando vermelha.
— Paaai, para!!!! PARAAA!!
Ela ria e ria, e Gabriel ria junto com ela. Eu não consegui segurar o riso, então soltei uma risada e me juntei a ele.
— MÃE, SUA... AAAAAHAHAHAHA!!!!
Depois de um tempo, a soltamos. Ela ficou deitada na cama, recuperando o fôlego.
— Quem te trouxe, Bella?
— Tio Erick — ela falou de olhos fechados com o peito subindo e descendo muito rápido.
— Vou fazer o café — falei — Alguém quer me ajudar?
Ninguém se pronunciou.
— Vocês são idênticos — rolei os olhos sorrindo e saí da cama.
Senti uma mão forte me agarrar e caí em cima de Gabriel.
— Bom dia, né? — Gabriel disse.
— Bom dia.
Ele sorriu e me deu um selinho demorado, então me deixou sair.
Na cozinha, coloquei várias coisas na mesa. Eu estava transbordando de felicidade, tanto que mal conseguia descrever. Meu coração estava cheio de amor e alegria por estar começando o dia de sábado de uma forma tão boa, com o amor da minha vida e minha filha, na minha casa.
Terminei de colocar a mesa e Luka veio brincar com meu chinelo.
Peguei-a no colo.
— Gente, desçam! — falei ao desligar a cafeteira.
Eram 10:34 da manhã e logo eu iria para o hospital. Hoje eu entraria às 13:00, depois do almoço.
Os dois desceram. Gabriel se sentou na minha frente e Bella do meu lado. O que eu achei estranho foi que ela ainda estava respirando rápido demais, como se estivesse sem fôlego, mesmo após mais de 20 minutos das risadas.
— Tudo bem, Bella? – perguntei.
— Tá. – ela falou enquanto comia..
Tomei uma xícara de café e observei Gabriel enquanto ele comia. Nunca, em um milhão de anos eu poderia imaginar que um dia estaria sentada à mesa com minha filha e Gabriel, tomando café da manhã em um dia normal, como pessoas normais. Sem brigas, sem discussões, sem o mundo caindo sobre nossa cabeça.
Como uma família. Uma família de verdade.
— O que está pensando? – Gabriel perguntou.
— Em como eu sou sortuda por ter vocês dois — falei.
Ele sorriu e pegou minhas mãos, deixando as nossas no centro da mesa.
Bella deu uma olhada em nós dois e disfarçou um sorriso no canto da boca.
– Mãe... Posso fazer uma pergunta?
– Claro.
– Tenho cara de candelabro?
Gargalhei. Bella era muito irônica, igual ao pai.
– Ninguém aqui está segurando vela – eu disse.
– Não mesmo. - ela concordou – estou segurando uma lamparina de praça.
Eu e Gabriel rimos.
– É culpa sua! – eu disse a ele, apontando para Bella.
– Minha? Quem educou foi você! – ele riu.
– Nesse DNA não tem 23 cromossomos meus não. São os 46 seus.
Ele riu e Bella nos olhou.
– Vocês podiam ser assim todos os dias sabiam? – ela disse.
– Isso não vai acontecer, seu pai é cabeça dura.
– Te mostrei a cabeça dura ontem.
– Gabriel! — quase vei por cima da mesa para tapar a sua boca.
Bella riu e se levantou.
– Continuem com essa conversa aí, que vou zerar meu jogo, até mais!
Disse e subiu as escadas correndo.
Na verdade, subiu dois degraus correndo e depois o restante apenas andando.
Franzi a testa.
Será que estava tudo bem mesmo?
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Oieeeeee
Como assim dois capítulos em um dia? É isso mesmo produção?
SIIIIIIIIIIM
VCS SAO INCRÍVEIS, MERECEM!
BEIJINHOOOOOS
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Os Opostos se Atraem? - Livro 2
RomanceDepois de conhecer Gabriel, a vida de Melissa mudou de um dia para o outro. Em menos de um ano, ela viveu sentimentos intensos, enfrentou dores que jamais imaginou suportar e descobriu que até o amor mais forte pode chegar ao fim. Ou, pelo menos, er...
