Capítulo 18 - Contornando as intempéries

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Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar

(Na sua estante - Pitty)

Por Sasuke

Tentei a noite toda pregar o olho, mas tudo foi em vão. Virei de um lado pro o outro da cama e esse mínimo esforço só funcionou pra me deixar mais acordado. Eu tava cansado, esgotado, mas sono que é bom, nada.

Fiquei repassando todo o dia anterior mais uma vez... eu precisava conversar com minha mãe e acertar as coisas com ela e eu tinha que conversar com meu pai sobre a questão do apartamento. Eu odiava postergar as coisas, então eu precisava fazer isso hoje.

Pequenos raios solares invadiram meu quarto, através da janela o que me despertou ainda mais. Peguei meu celular e verifiquei que tinham várias ligações e mensagens, mas aquilo não me interessava, meu objetivo era ver o horário e constatei que eram 06:32 da manhã... meu pai sempre tomava café as 7 da manhã, oportunidade excelente pra conversar com ele.

Me levantei e fui tomar um banho gelado que me despertou ainda mais, ao saí coloquei uma cueca boxer branca, calça preta de moletom, uma camiseta e meu tênis de corrida, após o café eu precisava fazer algo que me impedisse de pensar e me deixasse cansado para poder dormir em algum momento. Minha preocupação maior era enfrentar Dona Mikoto logo cedo, depois daquela péssima discussão na madrugada.

Arrumei meu iPod e meu fone no bolso direito da calça, as chaves no esquerdo e arrumei do meu jeito os meus cabelos... não faltava mais nada, mas eu me sentia inseguro de como encararia as coisas nessa manhã. Segurei a maçaneta da porta pensando em diversas formas de como agir ou o que falar, mas foi tudo em vão.

- Coragem, Sasuke. Coragem – sussurrei de encontro a porta e saí do quarto.

Desci as escadas e a casa estava um tanto silenciosa, não havia ninguém na sala o que só aumentava a minha tensão. Com a cara e a coragem resolvi ir até a cozinha e para minha surpresa só estavam meu irmão e meu pai.

- Bom dia - disse assim que entrei no cômodo;

- Bom dia, mano – Itachi estava com uma cara de sono péssima, bem-vindo ao clube;

- Bom dia filho – disse meu pai do seu jeito reservado;

- Cadê a mamãe? - a parte mais difícil do dia;

- Ela disse que está com enxaqueca – meu pai dizia me encarando – mas sabemos muito bem que não é isso, ela está chateada com você;

- Eu sei – disse derrotado;

- Então, trate de dar um jeito – meu pai disse sério, mas não parecia chateado;

- Farei isso – disse por fim.

E o mesmo silêncio que estava antes d'eu chegar se instaurou mais uma vez. Peguei uma xícara no armário e me sentei a mesa e logo enchi minha xícara com café não coloquei nem leite e nem açúcar, café pra mim só presta se for assim. Peguei umas torradas passei um pouco de requeijão cremoso e comecei a comer.

O silêncio não me incomodava, mas estava estranho, uma vez que Itachi nunca foi de ficar muito quieto. Observei os dois e notei que eles estavam arrumados e achei esquisito uma roupa daquela aos sábados pela manhã... será que eles irão trabalhar? Papai eu até entendo, mas Itachi?

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