Capítulo 45 - Três corações

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Mas eu não quero ser confusão

Então por favor me deixa na sua vida

Mas vê se aquieta o seu coração

...

Seca o choro e fica aqui comigo

Que até assim tristinha, eu já sei

Que eu amo você!

(Oração do bebê - Bárbara Dias)

Por Sasuke

- Você está grávida, Sakura!

A afirmação dita por Tsunade ecoava na minha cabeça e parecia não findar.

Busquei por Sakura e seu rosto transparecia o choque.

Eu tentei falar alguma coisa, mas nem um balbuciar de palavras saía. Tsunade nos olhava como se estivesse estudando nossas reações.

Sakura está grávida!

Grávida!

GRÁVIDA!

E, obviamente, eu sou o pai!

Puta que pariu, eu vou ser pai!

PAI!

- Tsunade, isso é impossível. Eu tomo anticoncepcional! – Sakura falou. – Não faz sentido.

- Tanto faz, que você está grávida, querida. – a voz de Tsunade é suave. – Não esperava ouvir isso de uma médica, mas você sabe que não existe nenhum método contraceptivo 100%.

- Mas ainda assim... as chances são mínimas. – Sakura buscava justificativas, como quem tenta negar a verdade dos fatos.

- Como você mesmo disse, são mínimas, e por isso, existem. – disse Tsunade. – Por causa disso, indicamos que os casais cruzem os métodos para uma maior eficácia. No intervalo entre uma cartela e outra da pílula, você não percebeu a ausência da menstruação?

- Eu emendo uma na outra. Meu Deus do céu, isso não pode estar acontecendo. – Sakura diz chorosa e me olha. – Não pode. Sasuke, eu... eu... me desculpe.

A abraço de imediato e deixo que ela desabe contra meu peito. Eu ainda não sei o que fazer. Aquela história, que diz, que em segundos sua vida pode mudar está fazendo todo o sentido do mundo agora.

Tsunade nos observava sem nenhuma expressão no rosto. Ela já deu incontáveis notícias como essa, já viu muitas reações. Poderia até escrever um livro sobre. Deixei a médica de lado e resolvi focar na mulher que chorava em meus braços. Eu tinha de falar algo.

- Você não tem porque me pedir desculpas, Sakura. – falei baixo enquanto acariciava seus cabelos. – É meu filho também.

Só depois de proferir a palavra filho que eu percebi o tamanho daquele fato. Eu terei um filho ou filha. Eu serei pai. Uma existência além da minha, feita por mim e por Sakura.

Não sei dizer como, mas meu peito se encheu de uma forma que parecia que ia explodir. Era felicidade genuína. Só percebi que chorava quando uma lágrima salgada me alcançava a boca. Olhei pra Tsunade, que dessa vez sorria e sorri de volta.

Continuei acariciando os cabelos de Sakura e beije-lhe o topo da cabeça. Seu choro é silencioso, mas não menos molhado.

- Eu entendo que é uma novidade e tanto na vida de vocês, mas eu preciso passar as orientações para Sakura. – manifestou-se Tsunade. Ela ganhou minha atenção e a de Sakura de forma mínima. – Precisamos fazer exames, querida. Principalmente uma ultrassonografia, para sabermos como está o bebê. Você está com cerca de 9 a 10 semanas. Precisa parar de tomar, imediatamente, a pílula e evitar grandes esforços, ainda mais nos primeiros meses. Nada de carregar peso, escalar montanhas ou se cansar ao extremo. O sexo está liberado, mas sem piruetas queridos. Um papai e mamãe bem feito e estarão renovados.

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