Capítulo 30 - Emergência do amor ou quase isso

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Nem vi você chegar
Foi como ser feliz de novo
Nem vi você chegar
Foi como ser feliz

(Ensaio sobre ela - Cícero)

Por Sasuke

Faziam exatamente dois dias que Sakura e eu tínhamos saído. Não sei o que me deu ou que coragem repentina foi aquela de convidá-la pra um encontro. Há muito tempo que eu não tinha esses ataques de adrenalina. Efeito Sakura.

Eu sinto uma necessidade imensa de conversar com ela e colocar os pingos nos i's. Eu repito pra mim mesmo diversas que a gente vai conversar, mas eu não consigo. Simplesmente trava.

No nosso último encontro eu percebi que ela tentou sondar algumas coisas, nós dois acabamos falando algumas coisas. Confesso que dei um pequeno ataque de ciúme quando ela falou das músicas "transantes". Confesso também que ouvi a mesma música que tocou no carro algumas vezes, acabei sonhando com Sakura e acordei todo gozado.

Claro que não comentei nada com ela por motivos óbvios. Nesses dois dias apenas conversamos por mensagens, mas eu já sinto uma vontade imensa de sair com ela de novo e foi por isso que marcamos um encontro hoje à noite, vamos andar de bicicleta no jardim do Centro Comunitário de Konoha. Eu tô parecendo um adolescente que inventa qualquer motivo pra encontrar a menina que tá afim. No dia seguinte a nossa saída eu já comprei o quebra-cabeça que prometi a Yagura, de mil peças, espero que ele goste e Sakura também porque ela ainda não sabe que eu comprei, assim que eu tiver um tempo vou levar o presente.

A pior parte disso tudo é aguentar Itachi torrando a minha paciência. Ele acabou vendo nós dois sentados na praça do centro de Konoha, próximo ao restaurante que estávamos. Itachi é como Naruto, ou seja, tudo menos discreto. Por alguma obra do divino ele não foi falar com a gente lá, mas fez questão de me esperar chegar em casa, ou melhor no meu quarto.

Deixei Sakura em casa e quando cheguei na minha estava tudo quieto e todas as luzes apagadas. Meus pais sabiam que eu iria sair, não entrei em detalhes pra onde fui e com quem, embora suspeite que meu pai saiba.

Entrei em casa evitando de fazer qualquer barulho porque parece que nessa hora todo mundo tem sono leve e até uma pena caindo no chão faz o maior barulho do mundo.

Usei o celular pra iluminar minimamente e porque eu mandaria mensagem a Sakura pra avisar que cheguei, ela tinha me pedido e eu não vi nada demais nisso. Se fosse o contrário eu também ficaria preocupado.

Cheguei na porta do meu quarto e abri a mesma na maior calmaria do mundo. Mas quando acendi a luz dou de cara com Itachi apenas de samba - canção sentado na poltrona do meu quarto. Tomei um puta susto, primeiro pela visão do inferno e segundo pela ousadia desse ser.

- Caralho Itachi!! - ralhei. - Você quer me matar do coração? Ou melhor, que porra você tá fazendo no meu quarto uma hora dessas?

- Eu que te pergunto irmãozinho tolo. Isso são horas de você chegar em casa, em pleno dia de semana? - bufei diante das palavras dele. - Estou falando sério, Sasuke.

- Itachi, na boa. - me segurei falar baixo. - Eu sou bem grandinho pra chegar a hora que eu quiser. Como você já encomendou seu filho você espera ele nascer e crescer pra puxar a orelha dele. - do nada Itachi começou a gargalhar e eu fiquei sem entender nada. Meu irmão ficou mais vermelho que tomate e não conseguia parar de rir. É mesmo um idiota, porque a graça eu tava procurando e nada de achar. - Você pode me dizer por que você tá rindo, Itachi?! Eu sabia que você era idiota, mas não sabia que seu grau estava tão avançado.

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