Abro os olhos, desejando ter dormido um pouco mais, passei a noite pensando no que Thomas me disse, não duvido dele, apenas tento arrumar uma desculpa ou um motivo para o Jack tem me traído dessa forma, além disso penso no tempo em que ele pode estar fazendo isso. Me levanto para olhar a mensagem que acabou de chegar, é o Jack perguntando se eu queria ir ao cinema com ele, quantas vezes ele já convidou outras para ir no meu lugar? Resolvo não responder. Outra mensagem chega, mas essa é do Tom:
"Bom dia, como você está?"
Ele colocou uma carinha preocupada no final da frase. Chego a pensar em não responder, mas mudo de ideia.
"Ainda não sei. Você está ocupado?"
Pergunto, já com algo em mente.
"Alice dormiu na casa de uma amiga, não vai voltar tão cedo, então estou livre"
"Nós podemos conversar?"
A resposta chega de imediato.
"Claro. Que horas?"
Não sei porque, mas um pouco da tristeza que eu sentia foi embora.
Nem paro pra pensar na resposta.
" Que tal agora?"
" Ok, passo aí em 20 minutos"
"Ok"
Vou até meu guarda-roupa escolho uma calça jeans escura e uma camiseta preta com uma blusa xadrez por cima, prendo o cabelo em um rabo de cavalo, depois de terminar de me arrumar desço com o celular em mãos, mas encontro meu pai que está tomando café para poder ir trabalhar, só então começo a perceber o quanto deve ser cedo.
- Aonde você vai, mocinha? - Ele pergunta desconfiado.
- Eu vou...sair... - Ele fica mais desconfiado ainda. Isso só me deixa mais nervosa, ele não gosta do fato de eu já ter um namorado (ou tinha, nem sei mais) mas não age como o pai que deveria ser.
- Isso eu percebi, mas quero saber pra onde é com quem. - Nessa parte eu meio que entrei em pânico, então resolvi dizer uma meia verdade.
- Eu não estava pensando em ir a algum lugar específico, eu só ia dar uma caminhada.... - Ele me olha como se pudesse ver minha alma (mas duvido que possa, já que não sabe nada sobre mim) e então fala:
- Tudo bem, mas nada de garotos. - Ele diz olhando sério pra mim. - Ah! Eu sou mãe vamos sair com os gêmeos amanha a tarde - Apesar de contradize-lo pela parte em que ele disse que Joana é minha mãe, só aceno com a cabeça e saio de casa.
Tom está parado ao lado do carro que está em frente a casa vizinha. Assim que me vê abre um sorriso discreto, ele se vira e abre a porte do passageiro, quando entro no carro digo apenas uma palavra "Pai", ele corre para o lado do motorista assim assim que fecha a porta, ele faz o carro sair devagar sem acelerar muito. Quando já estamos no final da rua ele pergunta:
- E então para onde vamos? - Ele abaixa o volume do rádio e diminuindo o ar-condicionado.
- Qualquer lugar. Eu só queria perguntar uma coisa.... - Eu hesito antes de fazer a pergunta que remoi boa parte da noite, ele olha ainda está olhando para a estrada e por isso só consigo ver parte de seu rosto, mas ele parece atento a cada palavra que sai da minha boca. - Eu quero falar com Jack, mas não quero fazer isso sozinha e pra ser sincera, eu não sei confrontar alguém, então se pudesse ir comigo....
- Claro! Posso até dar uma surra nele se quiser, quando vai se encontrar com ele? - Ele fala sem pensar muito, e parece relaxar os ombros que eu nem tinha percebido que estavam tensos. Achei que seria mais difícil convencê-lo.
- Não sei ainda. Talvez amanhã, não quero encontrar com ele hoje. Não tenho nenhum ideia de onde podemos ir, alguma sugestão?
- Nenhuma.... Ah! Talvez pudessemos ir até o studio para você desenhar e eu estava querendo tocar um pouco, o que acha? - Não penso muito, até porque não queria ficar em casa hoje.
- Claro, é uma boa ideia, porque acho que esqueci alguns papéis. - Ele me olha de um jeito curioso.
- Com tantos papéis, você não se confunde? -Comeco a rir com sua pergunta.
- Não, sei diferenciar cada papel, os importantes, dos não importantes. - Ele balança a cabeça não acreditando. No caminho para o studio ele me fez perguntas casuais como minha comida preferida (mil-shake de morango) mas uma em particular parece ter chamado sua atenção.
- Qual sua cor preferida? - Nós estávamos quase chegando no studio.
Minha testa se enruga quando paro para pensar na questão, depois de um tempo falo ainda em duvida.
- Não sei dizer com certeza. Nunca é a mesma. - Falei já achando que ele iria querer uma explicação.
- Então deixa eu ver se entendi, a sua cor favorita muda com o seu humor ou com o clima? -Ele pergunta assim que entra no estacionamento subterrâneo do prédio, diminuindo a velocidade e me olhando com mais atenção.
- Hm...humor.
- Então, eu vou reformular minha pergunta. Qual a sua cor favorita agora? - Ele começa a manobrar o carro, precisei pensar um pouco.
- De manhã estava mais pra um marrom, agora está mais pra um azul escuro. - Ele não faz perguntas complicadas, só me olha um tanto curioso.
- Espero ter ajudado na sua aparente melhora? - Acho que era pra ser uma afirmação, mas saiu mais como uma pergunta então só concordo com a cabeça. A essa altura o carro já estava estacionado, mas nós ainda estávamos dentro do carro. Nos olhando, senti um arrepio percorrer meu corpo. Porém, quando vou abrir a porta ele me pede para esperar um pouco. Ele dá a volta no carro e abre a minha porta, eu o encaro com um olhar inquisitivo, mas ele apenas dá de ombros.
No final da tarde ele me leva para casa.
- Que horas amanhã? - Ele pergunta se referindo ao horario que vou me encontrar com Jack.
- Às 2 da tarde, não vai ter ninguém em casa, meu pai vai sair com Joana e os gêmeos. Tomara que dê certo. - Ele sorri pra mim e diz:
- Vai dar. - Ele fala categórico, mas de forma carinhosa.
- Obrigada, até amanhã Tom. - Dou um beijo em sua bochecha, ficando corada, mas acho que ele não percebe, saio do carro, indo em direção ao lugar que deveria chamar de lar.
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Olá leitores!!! Mais um cap recém-saído do forno.
Pra quem ficou em dúvida, eu postei o capítulo 22 duas vezes porque ele foi errado e eu tentei concerta-lo. Pra quem pulou achando que era a mesma coisa do antigo, é melhor ler tem coisas importantes lá, okay?
Bjs 😊
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Você Mudou A Minha Vida
RomanceThomas e Bianca são dois adolescentes aparentemente normais, porém os dois tem assuntos inacabados em seus passados. Ele tem um passado confuso é misterioso, nunca superou a morte da mãe. Ela nunca fala da família. Essa é a história de como Bianca...
