Capítulo 10 - Perigo real

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Notas iniciais do capítulo

Olá, pessoas! Vamos direto ao que interessa: chega de ser boazinha ò.ó9

É hora do bicho pegar e as coisas ficarem do jeito que eu gosto! (insira risada macabra aqui)

Boa semana para todos!

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Pearl Hills estava muito distante do que seu nome pomposo fazia crer. Ou até tivesse sido, num passado muito distante. Justiça fosse feita.

Mas, atualmente, o local não passava de um amontoado de casas estilo colonial europeu, com muitas características irlandesas preservadas.

Sam Winchester pesquisara sobre o local o suficiente para saber que a pouca centena de famílias que ainda residia na cidadela sobrevivia à custa da aposentadoria. Muitos jovens tinham ido embora em busca de oportunidades, deixando para trás uma cidade quase fantasma, pintada com o sépia dos moradores idosos, saudosos dos bons e já distantes tempos.

– Acho que vamos ter sorte – Sam sussurrou esperançoso. O pequeno vilarejo piscava tradição em cada lasca de madeira ancestral usada na construção dos pequenos chalés, se não encontrassem um Cluricaun ali, onde encontrariam?

No entanto a preocupação imediata era outra: precisavam de um lugar para dormir, já que a noite caia rápida e completamente.

– Num gosto daqui – Dean resmungou incerto – Acho que num tem figurinha da temporada.

– Ora, Dean... você tem algumas figurinhas para abrir e o importante é encontrarmos um Cluricaun.

O loirinho ficou todo solene, sentado no banco de trás do carro.

– Sammy, nunca mais diz algo assim! Figurinhas são muito importante.

– Claro... – o moreno soou apaziguador – Me desculpe, Dean.

– Tudo bem.

Sam sorriu e parou o carro.

– Espere aqui, sardento.

– SAMMY!

– Eu não demoro – o rapaz afirmou rindo da indignação estampada na face cheia de pintinhas – Prometo.

Sam pretendia apenas pedir informações na construção que parecia um armazém. E, além disso, dar tempo para que Bobby os alcançasse. Ele vinha logo atrás, chegaria em minutos.

O loirinho emburrou, mas consentiu. Ajoelhou-se no banco de trás e ficou observando seu irmão se afastar em direção à venda. Suspirou entediado, mas só até uma menininha aparecer no seu campo de visão.

– Ei!

Era uma ruivinha de cabelos lisos e com muito mais sardas do que Dean. Ela usava um vestido rodado todo branco, e caminhava com insegurança. Certamente por conta da pouca idade: a garotinha parecia ter por volta de dois anos e meio de idade.

– Você tá perdida?! – Dean gritou do interior do carro.

A criança mostrou a língua e saiu correndo para dentro da venda em que Sam entrara minutos antes.

– MININA MAU EDUCAAAAADA! – o garoto berrou torcendo para que a ruivinha desconhecida escutasse.

Depois disso ele sentou-se no carro e jurou pra si mesmo que nunca mais na vida falaria com uma menina. Elas eram estranhas, chatas e cheiravam mal! Tá... elas não cheiravam mal, no entanto ainda eram irritantes!

Estava tão compenetrado em seu juramento anti-garotas que assustou quando Samuel voltou e abriu a porta do carro.

– Sammy! Quase me mato eu de susto!

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