Hoje é o grande dia. Hoje a Clarice vai encontrar pela primeira vez o Gustavo, me sinto nervosa e ansiosa para saber como o dia vai correr. Combinamos de almoçar juntos e passar a tarde com ele. Clarice ainda não sabe que o amigo que vamos encontrar é o Gustavo, quero ver sua reação.
São 11:00 e estamos nos arrumando. Marcamos 12:00 em frente a um restaurante no shopping. Clarice está se recuperando então estamos indo a um restaurante bem light, com comidas frescas e mais naturais.
Ela está se arrumando toda, afinal é a primeira vez que ela vai sair desde que chegou em casa.
Ágatha: Minha filha anda logo! Eu preciso usar o banheiro.- disse do lado de fora.
Eu preciso usar o banheiro, ainda não tomei meu banho, mal separei minha roupa. Hoje está mais frio, então vou de calça jeans e uma blusa de manga três quartos. Clarice havia me pedido para escolher sua própria roupa, não me opus, deixei ver no que dava.
Eu sempre escolhi a roupa dela, e ela nunca reclamou ou comentou, pelo contrário ela adora as roupas que escolho.
Clarice: Estou pronta.- ela diz saindo do banheiro.
Ela escolheu um macacão jeans comprido, por dentro ela vestiu uma blusa de listras preta e branca que a madrinha deu a ela, no pé estava um tênis branco, no cabelo ela fez seu próprio rabo de cavalo, e para completar um óculos espelhado. Estava linda demais! Seu bom gosto pela roupa me encantou.
Ágatha: Ual, como você está linda! Onde aprendeu a escolher seus looks tão bem?- perguntei pegando minha roupa.
Clarice: Eu gosto de assistir programas de moda e ler revistas.- ela diz risonha.
Ágatha: Hum, que inteligente! Você que vai escolher meus próximos looks.- brinquei com ela e entrei no banheiro.
Tomei meu banho e vesti minhas roupas, meu cabelo estava limpinho então só arrumei, meu rosto estava ótimo também. Um dos motivos do meu amor pelo frio é esse, minha pele fica ótima. Só passei um rímel e hidratante labial, passei perfume e estava pronta.
Depois de séculos dentro do banheiro, finalmente sai, peguei minha bolsa e um casaco para Clarice.
Ágatha: Vamos filha. - a chamei e ela veio me seguindo.
Desci as escadas e me despedi da minha mãe e da minha irmã que estavam na sala.
Ágatha: Voltamos no fim do dia. Se a Iara vier aqui, diz que não posso falar com ela.- Iara é o codinome que uso para me referir ao Gabriel.
Desde o dia em que ele não foi nos buscar, eu tenho mantido distância dele. Ele me liga e manda várias mensagens, mas eu sempre recuso, não atendo as ligações. Ele vem aqui as vezes, e todas as vezes eu peço a minha mãe para que ela olhe a Clarice que eu vou dar uma volta. Ele a vê sempre que ele quer e sempre que ela pede. Ele vem aqui e passa algumas horas com ela, mas sempre me avisa, essa é a condição.
Me sinto horrível tendo que estipular horas para o pai da minha filha vir vê-la. Isso é fora do custume, não estamos habituados a isso e não estaremos por um bom tempo. Mas iremos nos adaptar, não é nada de outro mundo também. Muitas famílias se adaptaram a separação, a minha não é diferente.
Daniela: Está bem! Divirtam-se!
Fomos para o carro e Clarice pôs o cinto de segurança, enquanto eu ligava o carro olhei rápido meu celular e mandei uma mensagem para Gustavo avisando que estávamos indo.
Liguei o rádio e fomos a caminho do restaurante. Estava um sábado movimentado e não tinha vaga próxima ao restaurante, então tive que parar em uma rua acima.
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Minha vida secreta ...
Roman d'amourTudo na vida tem um propósito... precisamos apenas compreende-lo.
