Capítulo 43!

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Pov's Gabriel

Quando a Agatha me contou o que ela havia decidido, eu fiquei furioso. Me segurei para não explodir totalmente com ela. Ela não pediu minha opinião, ela não quis saber como eu me sentia em relação a isso. Clarice é minha filha, eu criei, eduquei, e acima de tudo, eu a amei. Eu precisava estar presente e dizer a minha opinião. Ela não me respeitou em aspecto algum. Eu me senti usado, e depois descartado como um objeto qualquer.

Depois que eu sai furioso do hospital, eu fui a um bar afastado de lá. Eu estava muito puto com a situação toda, e eu precisava beber para me acalmar. Eu não tinha o costume de fazer isso, então não estava com a consciência pesada.
O pequeno bar, era longe do hospital e perto de casa. Eu estacionei o carro, e o tranquei. Entrei dentro do bar e o cheiro de fritura bateu contra mim. Puxei uma cadeira e me sentei ali, observando o garçom e provavelmente o dono do bar, se aproximar com um bloco em branco nas mãos.

"Boa tarde, o que deseja?"- ele me pergunta com a caneta próxima ao bloco.

Peço uma dose de vodca e prontamente ele vai buscar. A vodca chega e é despejada no meu copo. O primeiro gole é bem vindo pelo meu corpo, e logo ele pede por mais e mais.

Haviam poucas pessoas no bar, mas as que haviam estavam bebendo e fumando enquanto trocavam algumas palavras umas com as outras. Minha cabeça está a todo vapor, desde a briga com a Ágatha eu sinto uma dor de cabeça que lateja. Já tomei remédio e não adiantou porra nenhuma. O jeito é ficar aqui e abusar da bebida, porque é a única coisa que me resta.

"Mais uma!"- peço ao homem. Ele me olha de lado como quem diz " já está tarde, eu quero ir embora.", mas não me importei com isso.

Eram 2:56 da manhã quando eu fui embora. Eu chamei um táxi para ir pra casa, não pudia dirigir naquele estado. Mesmo bêbado eu ainda gostava de viver. O táxi me deixou em frente a nossa casa.

O cheiro tão familiar inundou minhas narinas me trazendo a realidade e vendo o quanto eu amava aquela vida com a Ágatha e a Clarice. Elas sempre serão importantes para mim, e eu fiz tão mal para a Ágatha ao brigar com ela. Eu sempre irei amá-la, e isso mostra o quão idiota eu sou por brigar por coisas bobas. Não que ela ter concordado em deixar aquele babaca ver a Clarice, seja uma coisa boba, por que não é. Mas eu poderia ter conversado com ela, sem gritos ou brigas. Poderia ter expressado minha opinião e meus sentimentos a cerca de sua decisão, mas eu gritei e a assustei. Talvez seja por esse meu temperamento que nosso casamento esteja em risco.

Subi os degraus da escada e me deitei na nossa cama. Estava com tanta vontade de ligar para ela e dizer o quanto eu a amo, ou o quão bonita ela é, o quão importante a nossa família é. Se ela não quer ter mais filhos, por mim tudo bem, desde que eu a tenha nos meus braços e nossa filha em meus ombros passeando pela cidade eu ficarei grato.

Peguei o celular do meu bolso e olhei a foto do papel de parede. É a foto do dia em que viajamos a Disney, Clarice está em meus ombros e Ágatha abraçada a mim, estávamos na frente do famoso castelo, e sorriamos felizes.

Disquei seu número, e enquanto chamava eu ficava ensaiando o que dizer a ela, para que ela mudasse de ideia.

Quando ela finalmente atendeu, eu comecei a chorar e a desabafar tudo o que eu queria.

Ligação on:

Gabriel: Amor, eu te amo, nossa filha também. Volta pra casa, desculpa...

Ágatha: Você está bêbado? Onde você está?

Gabriel: Estou no nosso ninho, vem pra casa passarinha! Eu quero casar sim, se você não quiser ter filhos tudo bem, a gente compra um cachorro...

Minha vida secreta ...Onde histórias criam vida. Descubra agora