Depois de corrermos de volta à praça, paramos para descansar.
- Respira de vagar Hanna.- Digo para a mesma que estava ofegante, pondo a mão em suas costas.
- E agora?! O que vamos fazer?!.- Cristina pergunta.
- Não sei, tá legal?!.- Respondo.
- Não podemos fazer nada.- Emanuel diz.- E se nos acharem, irão vir atrás de nós.
- Verdade.- Hanna diz enquanto respirava fundo.
- Temos que esquecer o que houve hoje.- Digo.
- Há claro! E esquecer a cena de todas aquelas crianças sendo mortas!.- Cristina responde irônica.
- Não complica mais as coisas Cristina!.- Digo.
- Lucas tem razão... Se não esquecermos iremos comentar com alguém sobre isto e logo saberam que estávamos lá e fariam uma bela queima de arquivo. É isso que você quer Cristina ?.- Emanuel explica e em seguida pergunta para Cristina.
Ela o olha pra cima, bufa e vira de costas.
- Não.- A mesma responde.
Nos viramos um para cada lado e Emanuel começa a andar.
Logo depois é Cristina e Hanna, que começaram a andar em direção a suas casas.
Enfim chega a minha vez, começo a andar em direção a minha casa, bloqueando todo tipo de pensamento sobre hoje. Aquele era o início de um pacto de silêncio.
Ao chegar em casa, me jogo no chão e abro os braços.
- Oque aconteceu?!.- Grito soltando toda a minha tristeza para fora.
Deixo uma lagrima cair e fecho os olhos, me lembrando da ultima cena que vi naquele parque.
Subo as escadas e me sento na cama.
Ponho a mão sobre a cabeça e continuo chorando.
Vou até o banheiro encharcado de lagrimas em meu rosto, jogo água no mesmo e me olho no reflexo. Aquelas lembranças estavam me corroendo por dentro, não conseguia parar de me lembrar. Viro o meu rosto para o box, tomo banho, me deito e sem demorar muito, caio em um sono profundo.
Acordo de manhã para logo me arrumar e ir direto para a lanchonete, onde eu trabalho.
Chego na mesma e percebo que só eu havia chego por enquanto.
Abro a mesma e entro.
Pego uma xícara e começo a preparar o meu café.
Logo, Carla, a minha gerente, chega.
- Bom dia!.- Ela diz com um sorriso em seu rosto.
- Bom dia!.- Respondo a mesma enquanto virava de costas.
Ela guarda as sacolas que estavam com ela no armário e volta para o balcão, onde eu estava.
- Como foi ontem?.- Ela pergunta.
- Han... Ontem...- Paro por um momento e bloqueio todas as memorias do que houve ontem.- Não sei, não me lembro.
- Há, se não lembra, não aconteceu né? É a regra.- Ela diz e logo sorri.
Percebo que havia de aceitar o que ela diz.
- Há, claro né.- Digo e forço um riso.
Ponho um pouco de café em uma xicara e pergunto a ela;
- Aceita?.
- Há, aceito sim.- Ela responde e pega uma xícara para colocar.
Me viro, pego meu uniforme e o coloco.
Olho para a xícara de café, que estaria implorando para que eu a bebesse e então obedeço.
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Inevitable Chase
Teen FictionComo enfrentar decisões? Lucas Chase tem apenas 17 anos e em seu momento de formação de opiniões e decisões em sua vida, não imagina o que à por vir. Com sua mente ainda em formação e outras milhares de opiniões formadas por outras pessoas, ten...
