Capítulo 29

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Me encontrava preso a uma parede e alguém estava ao meu lado, penso ser Hanna então perguntei enquanto tentava enxergar;

- Hanna?.

A pessoa que estava ao meu lado se mexe um pouco, o que parecia estar acordando.

- Hanna?.- Pergunto novamente.

- An?.- A pessoa diz enquanto se afastava e lentamente iria tirando o cabelo de seu rosto.- Quem é você?.

Percebo que a mesma não é a Hanna e então olho ao redor tentando a procurar.
Parecia que estavamos em uma sala preta, parecia que ela havia pego fogo em algum momento.

- Qual é o seu nome?.- Pergunto a garota ao meu lado.

A mesma tinha metade do cabelo cortado, como se tivessem feito aquilo para destruir o cabelo daquela mulher.
Enquanto ela levantava seu rosto, percebo manchas roxas do pescoço até os olhos, fora o que eu não via em seu corpo, ela parecia ter sido espancada, sofrido. Mas porque?

- Cris. Cristina...- A voz diz pausadamente.- Sua voz parece ser de uma pessoa que eu conheço...- Ela diz e parece dar um suspiro, contendo um choro.

Me surpreendo e começo a chorar por saber que a mesma é a Cristina.
Não imagino o tanto que ela sofreu.
Litros de lágrimas caíam de meu rosto naquele momento, eu só conseguia pensar em como pude deixar que isso acontecesse.

- Porque está chorando?...- Cristina pergunta.

- Eu sou o Lucas, Cristina!.- Digo em meio as lágrimas e a abraço.

- Lucas!.- A mesma diz sentindo meu abraço e não deixo de perceber suas lágrimas caindo em meu ombro.

- Senti tantas saudades!.- Digo enquanto a abraço.- Oque eles fizeram com você?!.

- Eles me bateram... Cortaram meu cabelo... Me... Me torturaram.- Cristina diz pausadamente enquanto me soltava.

Deixo cair outras gotas de lágrima e então limpo o rosto dela.

- Não se preocupe. Viemos te buscar.- Digo a ela enquanto mais lágrimas caiam do meu rosto.

- Salvar an?.- Uma voz diz irônica e dá uma risada.

A mesma parecia estar vindo de um alto falante próximo a porta, cujo havia uma pequena luz verde. Oque parecia estar sinalizando estar ligada.

- Porque não vem aqui em?!.- Pergunto.

- Haa, não se preocupe com isso. Logo, logo teremos um momento só nosso.- A voz responde.

- Que seja rápido.

Meu sangue já estava começando a ferver. Eu não queria nada mais do que tirar Cristina daquele lugar e acabar com a vida de quem havia feito isto.

Logo, a luz que eu havia visto verde fica vermelha. Suponho que tenham desligado o som, só precisava achar a escuta que colocaram aqui.

Faço um sinal de som para Cristina e a mesma logo entende o que eu quero dizer.
Cristina logo estica o braço apontando para o alto, acima de nós.
Olho para o local que havia uma escuta e então direciono meu olhar para o meu sapato.
O mesmo continha uma arma perfeitamente escondida.
Bato meus pés um no outro e assim ativo a adaga que logo é lançada para o alto, sem muita pressão para que eu a conseguisse pegar.
Rapidamente passo a mão pelo ar a pegando e volto minha mão para trás de meu ombro, a posicionando e mirando na escuta.
Tinha certeza de que estaria fazendo tudo aquilo sem fazer som algum para que não desconfiassem.
Depois de mirar bem, atiro a adaga rapidamente e ela acerta a escuta, a desligando na mesma hora.

Inevitable ChaseOnde histórias criam vida. Descubra agora