Capítulo 18

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Parei o carro em frente a mansão dos Dieckmann.Nem reparei e já estava tocando a campainha. Logo Aurora atendeu a porta e pediu para que eu aguardasse Ana na sala, e foi o que eu fiz. Fiquei de pé em frente a imensa janela, que dava a vista para o jardim. Quando menos espero, sinto alguém pegar em meu ombro, quando me viro vejo Miguel me olhando de cima abaixo. Logo se pronuncia.

-Oi._Diz seco.

-Olá. _Dou um sorriso, pois sou a pessoa mais educada da face da terra. Mentira

-Ta fazendo o que aqui?._Pergunta com as mãos no bolso.

-Vim resolver algumas coisas do casamento de Cecí e Henri._Digo e Ana logo aparece me chamando.

-Tchau Miguel._Falo e antes de sair ele me puxa pra um abraço.

-Foi bom te rever._Diz seco após sairmos do abraço.

Eu apenas dou um sorriso e saio.Quando estávamos dentro do carro, Aurora e Ana perguntam.

-O que foi aquilo?._Diz Ana sorrindo.

-Ah, nada demais, nos conhecemos quando criança._Digo sem tirar a atenção da estrada.

-Sério? Uau, e vocês se gostam?._Pergunta Aurora curiosa e eu gargalho.

-Ah como amigo sim, mas como algo a mais, não._Digo e ela se cala.

(...)

Logo acertamos tudo com a decoradora, a Cecí iria fazer sua festa de casamento no quintal da mansão dos Dieckmann, achei super fino e chique o espaço.

Deixei as meninas em casa e já avisei que no dia seguinte iríamos provar os vestidos de madrinha e pedi para que Cristina e Amanda não soubessem, não quero jogando macumba no casamento da minha fuinha.

Cristina narrando

-Amanda EU QUERO O HENRI. Ele não pode se casar com aquela vadia._Digo com muita raiva.

-Calma minha sobrinha, devemos agir com cautela, não podemos ser descobertas._Diz ela calma

-O que eu devo fazer?._Pergunto.

-Deve seduzí-lo até o dia do casamento, e se puder, depois também. Tente engravidar, então ele iria ter que assumir você._Ao dizer eu penso e hoje a noite irei por o plano em ação.

(...)

Esperei dar duas da madrugada para ter a certeza de que todos estariam dormindo. Coloquei uma camisola de vestidinho curto e fui rumo ao seu quarto. Não bati na porta, dei até sorte que não estava trancada. Lá estava ele deitado de bermuda e sem camisa.

Caminhei em passos lentos até sua cama e me sentei ao seu lado. Primeiro passei a mão em seu peitoral descoberto e dei uma fungada em seu pescoço. Ele logo acordou atordoado.

-Oque? Oque está fazendo aqui Cristina?._Diz se levantando.

-Quero você amorzinho._Digo indo ao seu encontro. Tento caminhar com cautela e seduzi-lo para ganhar sua atenção.

-Dá pra sair porfavor? Quero dormir._Diz abrindo a porta do quarto com uma carranca.

Pensei, pensei e logo tive uma ideia.

-Tá me dispensando porque não dá conta, tem medo de se apaixonar?._Digo o provocando.

Se tinha uma coisa que Henri odiava era ser diminuído ou desprezado.

-Não abra tua boca para falar assim comigo, você é só mais uma vadia._Diz e vem pra cima de mim me agarrando.

Bingo.

Ele era astuto, não esperou mais nenhum segundo e pegou a maldita camisinha. Até tentei enrolar ele mas não deu. Vai ter que ficar pra próxima, porém consegui um pouco do que eu queria.

(...)

-Cristina pode sair daqui AGORA._Diz com raiva e me expulsa do quarto logo depois da nossa transa.

Fico batendo em sua porta insistindo para entrar em seu quarto mas o mesmo me ignora.

-Parece que hoje não deu né Cristina._Miguel faz cara de deboche e ri da minha cara.

-Vai se ferrar. -Digo ainda com raiva.

-Ser despensada dói né._Encarei ele e fui para meu quarto em passos firmes.

E eu vou conseguir. O Henri vai ser meu. Só meu, serei dona de tudo o que está no nome dele.

Mrs.DieckmannOnde histórias criam vida. Descubra agora