Capítulo 30

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-Parentes de Ana Dieckmann ?

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-Parentes de Ana Dieckmann ?._Diz o doutor vindo em nossa direção.

-Somos nós._Diz Aurora.

-A senhora é a mãe?._Pegunta o doutor.

-Sim._Mentiu Aurora, mas é como se fosse a mãe dela, percebo o carinho que Arurora sente por ela.

-Tudo bem, a paciente apenas perdeu muito sangue, e a bala atravesou a costela dela não sofreu muita coisa, o importante é que está bem e terá alta daqui alguns dias. 

-Graças a Deus. Será que podemos vê-la?_Pergunta Aurora sorrindo.

-Claro, uma de cada vez. Me acompanhe senhora.

Aurora pediu para que fóssemos embora, eu não queria, mas ela insistiu muito, acabou que eu estou voltando para casa e Cecília e Aurora ficaram no hospital.

Ana ainda estava desacordada, e teria alta daqui alguns dias.

(...)

Uma semana depois

Uma semana depois Ana já estava em casa, todos estavam  super cuidadosos com ela, até porque ela inda sentia algumas dores, achei tão fofo que o Nick ajudou muito ela esse tempo no hospital, eles ficaram grandes amigos,  mas eu super apoio esses dois.

(...)

Quebra de tempo

A alguns dias atrás estava sentindo coisas estranhas, como náusea, tonturas, dores de cabeça e eu quase desmaiei uma vez. Então fui na doutora Emily uma médica super simpática, que me atendeu e me ajudou a descobrir o que eu já achava que era.

Fiz todos os exames e estou aqui em frente a porta de Miguel com um envelope em mãos, pensando se isso foi a coisa certa a ser feito.

Antes de bater na porta de seu escritório eu paro e respiro fundo, temendo com o que ele vai achar ou fazer.

Bato em sua porta e depois de alguns segundos escuto um ''entra''.

Entro e fico olhando para ele. O mal educado fica olhando em seu computador e nem me recebe.

-Tenho uma coisa para te mostrar. _Digo sem paciência.

Ele desvia o olhar do computador e seu olhar cai sobre o envelope em minha mão.

-Deixa aqui em cima e sai, estou ocupado. _Diz e volta olhar para o computador.

Me seguro para não esfregar o envelope em sua cara e fazê-lo comer todo.

Ando devagar até ele e jogo o envelope em sua mesa, que acaba batendo em seu rosto e  caindo.

-Bom trabaho imbecil. _Saio e bato forte a porta.

(...)

A noite caiu e eu fui avisada de que o jantar iria ser servido a poucos minutos, então tratei de tomar um banho. Desci e todos já se encontravam a mesa. Sentei-me e faltou apenas Miguel.

-Vamos esperar o senhor Miguel, pois ele avisou que tem algo importante para passar a vocês.

Quando Aurora se pronunciou eu pensei: Lascou, ele quer o divórcio.

Mal terminei meus pensamentos e Miguel já estava ao meu lado, com sua pose de sério como sempre.

Começamos a comer e todos se olhavam.

-Meu filho, o que você queria falar de tão importante._Fala Edgar, dando uma garfada no purê.

-Bom é que Alícia está grávida. _Diz ele sem nenhum ânimo na voz.

Aquilo me doeu demais, eu nunca quis um pai ausente na vida de meu filho, pra falar a verdade eu nunca quis um casamento forçado, aliás,  quem quer?

-Meus parabéns Alícia. _Fala Aurora sorrindo e eu retribuo.

-Agora já temos um herdeiro. _Diz Edgar sorrindo.

-E você Henri, quando vai me dar um neto? , Tem que acelerar o negócio para meu neto cuidar logo da gang. _Ao dizer isso, Cecília se engasga com seu champanhe e Henri dá tapas em suas costas. Ela com raiva dele, dá um tapa em sua mão e faz cara feia, logo em seguida volta o olhar matador para Edgar.

-Então Edgar, eu não quero filhos agora, é muita coisa sabe. _Diz Cecí tentando convence-lo.

-Não é assim Ceília, e tenho certeza que Henri já lhe disse tudo. _Ele diz e ela simplesmente finge não ouvir o velho.

Ela dá sorte que Edgar não é um daqueles velhos vingativos, como ele disse, só mata quando necessário, já Miguel e Henri são ruim de natureza mesmo.

Quando o jantar acabou, todos vieram dar um abraço em nós e nos desejar mais uma vez felicidades, logo depois todos se dirigiram para seus quartos. Quando cheguei no meu, Miguel estava sentado em nossa cama com o celular, nem mesmo reparou que eu havia chegado.

-Eu tenho consulta amanhã, será que você pode ir?.-Digo e ele não tira a atenção do celular.

-Dá pra me responder?._Grito e ele levanta de uma vez, agora com a expressão de bravo.

-O que é droga?._Fala bem perto do meu rosto, posso sentir sua respiração bater contra o mesmo.

-Consulta do seu filho._Digo alta e pausadamente as últimas palavras.

-Perdeu o juízo foi garota?._Grita próximo a mim.

-Vai se ferra seu panaca, só quero saber se vai ou não... Ou por acaso você tem down que não sabe dizer um sim ou não. _Digo explodindo e deixando totalmente transparecer minha raiva.

-Não eu não vou pra essa droga, eu tenho mais o que fazer. _Diz com muita raiva.

-Você não merece o título de pai, esse bebê ainda nem nasceu e você nem está sabendo ser um._Digo com a voz embargada e me tranco no closet.

 Passo muito tempo alí pensativa, e acabo dormindo em um puff que tinha no closet.

Mrs.DieckmannOnde histórias criam vida. Descubra agora