[Nota da autora: Pessoal, sei que faz tempo que não atualizo, mil perdões! Já estou trabalhando nas próximas partes então logo teremos mais atualizações da história, ok? Muito obrigada por acompanharem até aqui! A parte da Ju é uma das que eu mais me orgulho até agora... espero que vocês gostem porque escrevi esse capítulo com o coração! <3]
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Sentada naquele banco da cantina com o notebook aberto bem na minha frente, meus dedos digitavam freneticamente tentando alcançar a velocidade dos meus pensamentos. Olhei pra tela e fiquei uns bons 5 minutos quebrando a cabeça quando Eric se sentou bem na minha frente com sua bandeja.
- Qual é mesmo a palavra que a gente usa quando alguém está se sentindo vazio, parado, olhando pro nada? - eu nem ao menos podia lembrar aquela maldita palavra!
- Bom dia pra você também - ele responde irritadiço, mas quando percebe que não presto atenção, ele apenas continua - Hum... "deprimido"?
- Não, não é isso!
- O que você está escrevendo aí, mais uma das suas fanfics? Você devia parar com essas coisas...
- Olha quem tá falando, fanboy do Discovery Channel!
Apenas o fito como se ele fosse um estúpido. Eric nem ao menos entendia a minha arte!
- Ju, não acha que você passa tempo demais escrevendo baboseiras ou então interferindo na vida das pessoas ao invés de viver a sua própria?
Ouch. Eric podia ser tão direto e insensível que às vezes eu me arrependia de ter sido uma amiga tão boa e bancado a cupido do seu atual relacionamento. Quantas vezes eu havia interferido e quantas vezes o salvei? Francamente...
Então algo fez meu coração apertar imediatamente. Meus olhos seguiram aquela garota enquanto ela atravessava a cantina e então sumia no meio da multidão. De repente me senti tão culpada e miserável...
- Catatônico...
- Que? - Eric parece confuso enquanto tomava seu suco de uva.
- "Catatônico", era essa a palavra.
Vejo Eric suspirar e então mover sua cabeça em direção a aquele grupo de alunos do terceiro ano.
- O que é? - eu pergunto me dividindo na tarefa de escrever e de ouvir meu melhor amigo - E não estou aceitando "nada" como resposta - me adianto porque o conheço muito bem.
- Falarei sobre isso se você me contar exatamente o que aconteceu naquela festa, Juliana.
Ele olhava pra mim com seu olhar julgador e eu não sabia se ele estava me chantageando ou se aquela era sua forma de enterrar aqueles assuntos de uma vez por todas.
- Vamos não falar, então - concluí.
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Fazia quase duas semanas que eu não falava com meu irmão. Não era como se eu o estivesse evitando de propósito, mas acho que nenhum de nós estava preparado pra falar sobre aquele dia.
Mas ele apareceu no Grupo de Apoio aquela semana, parou diante da porta, deu uma olhada rápida na sala e então andou até mim.
- Ela não veio?
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Romance"Eu não era do tipo de cara que acreditava que algo pudesse durar para sempre. Existiu um tempo em que eu achei que não podia gostar de alguém tanto assim. A maior parte do tempo eu estava apenas.... existindo. Mas às vezes encontramos pessoas em no...
