13 - Apenas vivam livremente

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Assim que coloquei Eric em sua cama, sinto dois braços me abraçarem, me puxando e me fazendo cair ao seu lado.

- Baby... Você fingiu que estava desmaiado esse tempo todo só pra que eu te carregasse até seu quarto?!

Ele apenas grunhe, se aconchegando na cama e me apertando mais contra si mesmo. Eu não sabia onde ele encontrava forças pra me agarrar daquele jeito, estando totalmente desacordado, com um fio de baba escorrendo da sua boca. Uso a manga da blusa pra limpar o canto da sua boca, sorrindo como um idiota daquela cena.

Você realmente bebeu até cair...

Eric continua se movendo pela cama, como se tentasse encontrar uma posição mais confortável pra ficar, e seus lábios acabam pousando bem em cima da minha clavícula.

- Humm... Você cheira tão bem... - ele balbucia aquelas palavras.

Quando ele começa a beijar meu pescoço daquele ponto em diante, com suas mãos tentando tirar a minha blusa, imediatamente sei que nada bom pode sair daquilo.

- Você ainda tem energia pra isso? - pergunto, e finalmente Eric abre os olhos, mesmo que só um pouco, provocativamente.

- Aham... - ele responde antes dos seus lábios pressionarem os meus com uma certa urgência.

Mesmo isso sendo mais do que eu esperava que ele fizesse naquele estado, mesmo tendo ficado subitamente excitado pelo seu toque, ainda assim, não parecia certo... Com as duas mãos em seu rosto, eu o afasto gentilmente.

- Eric, eu não transo com pessoas inconscientes...

- Quem está inconsciente agora, hein? - Eric me fita intensamente.

Sinto suas mãos indo diretamente para minha calça, se infiltrando para dentro dela. Enquanto isso eu pergunto ao meu interior se sou mesmo capaz de recusá-lo.

- Nat, você já está duro... - ele sussurra em meu ouvido, mordendo meu lóbulo levemente.

E de quem era a culpa disso?!

Quando me dou conta, minha respiração já está descontrolada, e meus lábios ávidos estão indo em direção aos seus, e então...

...Minha boca encontrou seu queixo, pois sua cabeça desmaiada já tinha caído sobre o travesseiro novamente. Eric adormeceu imediatamente, fazendo seu corpo parecer um peso morto sobre o colchão e um ronco leve ressoar pelo quarto.

Lentamente, retiro a mão dele de dentro da minha calça e fico ali alguns minutos parado, respirando lenta e profundamente a fim de acalmar a euforia que tinha tomado conta de mim. Eric realmente era a criança que tocava a campainha pra depois sair correndo...


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Enquanto Eric estava estatelado em sua cama, dormindo calma e profundamente, me dei conta que estava sem sono e fui até a sala. Não importava quantas vezes havia estado em sua casa, eu sempre parava alguns segundos para observar os porta-retratos na escada, revelando Eric quando era criança. Vê-lo assim sempre fazia sentir bem. Chegando na sala, me surpreendi pelo pai de Eric que estava apoiado na janela fumando um cigarro. Fui até ele e afanei um cigarro do maço que estava em cima do batente.

- Você não deveria fumar... - ele disse, mas não havia um tom de condenação em sua voz, na verdade fui surpreendido por uma expressão divertida.

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