[N/A: Oi pessoal! Nova fase na história! Esse capítulo em especial foi um grande desafio pra mim como autora. Fiz bastante pesquisa sobre o assunto, mas também me dei certa liberdade criativa pra escrever. No final do capítulo coloquei algumas curiosidades sobre o tema pra quem ficar com alguma dúvida, ok? Ahhh vocês gostaram de ver o Nat de uniforme militar no desenho da capa? Hehehe... eu tô é adorando isso! Bora lá... espero que gostem x)...]
----------
Mais de três anos se passaram num piscar de olhos.
Arrastei meu corpo exausto por entre a mata fechada; minhas botas pareciam ter uma espécie de piscina particular por dentro e eu podia jurar que o uniforme encharcado estava pesando uns cinquenta quilos. Tentei conter a dor das picadas que levei pouco antes, ao ajudar outro soldado que havia pisado por acaso num formigueiro. Agora, chovia torrencialmente há mais ou menos três horas e eu nunca me senti tão molhado ou asfixiado em toda minha vida.
Olhando pro lado, pude ver um dos soldados agachado no meio da lama usando a ponta da arma para apoiar o peso do seu corpo.
Eu sei... essa merda de treinamento é uma filha da puta! Esse maldito lugar podia explodir da face da terra! Chuva, chuva, chuva, calor, insetos. Insetos do tamanho de mamíferos!
- Zero-seis, você está ficando pra trás! Levante-se! - grito em alto e bom som.
- Senhor, não podemos fazer uma pausa?
Ele ainda era um soldado, e eu era seu superior, então apenas acertei as suas costas com uma coronhada usando uma força considerável.
- Pausa?! Zero-seis, isto parece uma brincadeira pra você? Nós estamos aqui de férias, soldado?
Ele levantou-se rapidamente, ajeitando seu boné, segurando o rifle fortemente contra sua barriga
- Não, senhor! Estou indo, senhor!
Caminhando com certa dificuldade por entre os galhos e raízes de árvore expostas, conseguimos alcançar o resto do pelotão.
De repente, barulho de tiros. Todos caem no chão instintivamente. Faço um sinal com os dedos para os soldados mais próximos de mim. Todos sabiam que era apenas uma simulação, mas ainda assim tínhamos que dar o melhor de nós mesmos naquela situação.
Tudo que se seguiu foi puro caos.
- Sargento, tem um homem ferido aqui!
Me arrastei até eles e analisei a situação. Um tiro na perna.
- Soldados, escutem bem! Precisamos tratar este homem e voltar o mais rápido possível, entendido?
Todos responderam de forma automática, bastante apreensivos. Enquanto explicava os procedimentos, rasguei um pedaço da minha camisa e enrolei a região afetada para estancar o sangue. Enquanto tentava levantar seu corpo para apoiá-lo em meu ombro, todos os outros olhavam uns para os outros, totalmente confusos e sem saber o que fazer.
- Mas que merda! Alguém me ajude a carregá-lo!
Os soldados se revezaram para carregar o homem ferido, e até o fim daquele trajeto, a chuva havia parado e começado várias vezes, fazendo nossas peles ficarem como uvas passas. Mal paramos para descansar, bebendo a água que se acumulava nas grandes folhagens da mata para matar a sede.
VOCÊ ESTÁ LENDO
BITTERSWEET
Romance"Eu não era do tipo de cara que acreditava que algo pudesse durar para sempre. Existiu um tempo em que eu achei que não podia gostar de alguém tanto assim. A maior parte do tempo eu estava apenas.... existindo. Mas às vezes encontramos pessoas em no...
