[N/A: Eu tardo mas não falho! Aqui está mais um capítulo. Enjoy x)...]
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Era sábado e acordamos cedo pra pegar a estrada. Eric que havia dirigido dessa vez. Na verdade, ele não disse nada, apenas pegou as chaves do carro e foi pro lado do motorista, então tudo que fiz foi me sentar no banco do passageiro. No começo, fiquei um pouco apreensivo pela sua direção um tanto quanto agressiva - por que ele tinha que fazer tantas ultrapassagens? - mas em algum momento, parei de me preocupar e curti a paisagem da estrada. Aos poucos, os prédios foram dando lugar aos galpões e construções industriais; passamos pela represa, e logo mais já estávamos na serra. Sem me dar conta, fechei os olhos e adormeci.
Lembro-me de acordar quando passamos por uma estrada de terra bastante esburacada. Agora estávamos num sítio bem no meio do nada. Como foi que elas encontraram esse lugar? Ajudei Eric a carregar algumas caixas. Não era nem dez horas da manhã e já tinha gente trabalhando na montagem do local da cerimônia.
Chegando perto da casa principal, finalmente consigo reconhecer uma voz familiar. Ju foi a primeira que nos viu chegar.
Ela sorri, especialmente radiante, então me cumprimenta com um abraço e um beijo na bochecha.
- Obrigada. Obrigada por vir... - ela diz bem baixinho.
No fundo, sei por quem ela está fazendo isso.
- Claro que eu vim... Eu não perderia esse dia por nada.
Nesse momento, somos interrompidos por uma voz estridente vindo de dentro.
- Eu não me importo do que são os croquetes contanto que sejam croquetes! Juliana, não me deixe aqui sozinha, acho que vou enlouquecer...
Ela para em frente à porta sem conseguir esconder a surpresa em seus olhos.
- Fran, olha só quem chegou.
- Eu posso ver isso.
Ju lança um olhar como se já esperasse aquela reação grosseira.
- Bom, então vou deixar vocês conversarem - ela diz, se retirando e nos deixando a sós.
Posso vê-la caminhando até Eric através do vidro, depois me viro.
- Por que está me olhando assim se nos vimos no verão passado? Você não está sendo exagerada? - falo isso pra aliviar o clima, mas Fran apenas joga alguma coisa na minha direção (um candelabro que me atinge e depois cai no chão).
- Seu idiota!
- Eu sei... - digo, me recompondo - Eu não devia ter sumido por seis meses.
- Se você sabe disso, como ainda tem a cara de pau de ser arrogante?
- É porque não sei mais como encarar as pessoas.
Essa ultima frase a pega desprevenida, e de repente sua expressão se suaviza, e posso até mesmo ver uma ponta de pena em seu olhar.
- Vem - ela diz, apenas.
Fran me guia até um quarto, onde todas suas coisas estão jogadas; havia uma garrafa de licor em cima do móvel de madeira. "Espere aqui". Ela vai até o banheiro e alguns minutos depois, caminha vagarosamente até mim. Imediatamente sei o que aquilo significa, uma vez que está vestindo um vestido branco longo, mas não daqueles tipos convencionais, na verdade agora que reparava melhor, o vestido era composto de duas peças: uma blusa e uma saia que deixava um dedo da sua barriga exposta. Aquilo era tão a sua cara que me fez sorrir.
- O que você acha? - ela pergunta com a voz carregada de ansiedade, suas mãos e lábios tremiam ligeiramente.
Não importava como eu olhava pra ela, não tinha outro jeito de definir...
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Storie d'amore"Eu não era do tipo de cara que acreditava que algo pudesse durar para sempre. Existiu um tempo em que eu achei que não podia gostar de alguém tanto assim. A maior parte do tempo eu estava apenas.... existindo. Mas às vezes encontramos pessoas em no...
