22 - Na alegria e na tristeza

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[N/A: Eu tardo mas não falho! Aqui está mais um capítulo. Enjoy x)...]


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Era sábado e acordamos cedo pra pegar a estrada. Eric que havia dirigido dessa vez. Na verdade, ele não disse nada, apenas pegou as chaves do carro e foi pro lado do motorista, então tudo que fiz foi me sentar no banco do passageiro. No começo, fiquei um pouco apreensivo pela sua direção um tanto quanto agressiva - por que ele tinha que fazer tantas ultrapassagens? - mas em algum momento, parei de me preocupar e curti a paisagem da estrada. Aos poucos, os prédios foram dando lugar aos galpões e construções industriais; passamos pela represa, e logo mais já estávamos na serra. Sem me dar conta, fechei os olhos e adormeci.

Lembro-me de acordar quando passamos por uma estrada de terra bastante esburacada. Agora estávamos num sítio bem no meio do nada. Como foi que elas encontraram esse lugar? Ajudei Eric a carregar algumas caixas. Não era nem dez horas da manhã e já tinha gente trabalhando na montagem do local da cerimônia.

Chegando perto da casa principal, finalmente consigo reconhecer uma voz familiar. Ju foi a primeira que nos viu chegar.

Ela sorri, especialmente radiante, então me cumprimenta com um abraço e um beijo na bochecha.

- Obrigada. Obrigada por vir... - ela diz bem baixinho.

No fundo, sei por quem ela está fazendo isso.

- Claro que eu vim... Eu não perderia esse dia por nada.

Nesse momento, somos interrompidos por uma voz estridente vindo de dentro.

- Eu não me importo do que são os croquetes contanto que sejam croquetes! Juliana, não me deixe aqui sozinha, acho que vou enlouquecer...

Ela para em frente à porta sem conseguir esconder a surpresa em seus olhos.

- Fran, olha só quem chegou.

- Eu posso ver isso.

Ju lança um olhar como se já esperasse aquela reação grosseira.

- Bom, então vou deixar vocês conversarem - ela diz, se retirando e nos deixando a sós.

Posso vê-la caminhando até Eric através do vidro, depois me viro.

- Por que está me olhando assim se nos vimos no verão passado? Você não está sendo exagerada? - falo isso pra aliviar o clima, mas Fran apenas joga alguma coisa na minha direção (um candelabro que me atinge e depois cai no chão).

- Seu idiota!

- Eu sei... - digo, me recompondo - Eu não devia ter sumido por seis meses.

- Se você sabe disso, como ainda tem a cara de pau de ser arrogante?

- É porque não sei mais como encarar as pessoas.

Essa ultima frase a pega desprevenida, e de repente sua expressão se suaviza, e posso até mesmo ver uma ponta de pena em seu olhar.

- Vem - ela diz, apenas.

Fran me guia até um quarto, onde todas suas coisas estão jogadas; havia uma garrafa de licor em cima do móvel de madeira. "Espere aqui". Ela vai até o banheiro e alguns minutos depois, caminha vagarosamente até mim. Imediatamente sei o que aquilo significa, uma vez que está vestindo um vestido branco longo, mas não daqueles tipos convencionais, na verdade agora que reparava melhor, o vestido era composto de duas peças: uma blusa e uma saia que deixava um dedo da sua barriga exposta. Aquilo era tão a sua cara que me fez sorrir.

- O que você acha? - ela pergunta com a voz carregada de ansiedade, suas mãos e lábios tremiam ligeiramente.

Não importava como eu olhava pra ela, não tinha outro jeito de definir...

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