Chloe
— Você não pode ficar nervosa, senão será pior. — disse minha mãe e eu suspirei.
— Como não ficar nervosa, mãe? Eu passei na primeira prova da Juilliard. — respondi, batendo os dedos freneticamente na mesa. — Agora vou ter que fazer uma audição para os diretores e alguns professores da escola. Eu estou surtando!
— Chloe, não será a primeira vez que se apresentará em público.
— Mas, mãe, essa "simples apresentação" — fiz aspas com os dedos. — Decidirá se eu entrarei ou não para a escola de artes que sempre quis entrar!
Minha mãe pareceu pensar um pouco, enquanto eu ainda me sentia nervosa. Meu teste seria amanhã e, como eu havia optado por música, teria que tocar ou cantar algo para apresentar minhas habilidades na modalidade escolhida.
— Certa vez, eu fiquei nervosa para fazer um discurso na minha formatura do colegial — ela comentou. — Mas na hora do discurso, eu tive a ideia de focar em algo qualquer até terminar de falar e, bem, deu certo.
— Então... Eu só preciso me concentrar em algo?
— Sim e, claro, ter fé de que Deus vai te ajudar. — disse com um sorriso e eu retribuí, assentindo.
Ela foi fazer o jantar e eu a ajudei, enquanto ela me dizia dicas de como não surtar na hora do teste. Quando terminei de ajuda-la, foi até o quarto da casa onde ficava o meu piano e, antes de começar a tocar, procurei entre as partituras a música que eu iria tocar.
— Eu estou orgulhoso de você! — ouvi a voz de meu pai e, ao virar, percebi que ele estava encostado na porta.
— Foi você que me incentivou desde o início, pai. — falei com um sorriso.
— É, mas você sempre teve esse dom especial — ele abriu um sorriso, parecendo lembrar de algo. — Quando você tinha apenas uns três anos já ficava cantarolando pela casa as músicas dos desenhos que assistia, mesmo que ainda não soubesse pronunciar bem as palavras — ele riu. — Eu amava ver o seu entusiasmo com a música. Assim que você fez seis anos, não perdi tempo em te ensinar a tocar.
— Eu te agradeço muito por tudo isso, pai. Você sempre me apoiou e, se não fosse por Deus e você, eu não teria conseguido! — afirmei e ele se aproximou de mim, me envolvendo em um abraço.
— Dessa forma vou acabar chorando, filha. — ele depositou um beijo em minha cabeça. — É claro que eu te apoiei e saiba que sempre irei te apoiar. Só peço que Deus abençoe o seu caminho e que você possa realizar os seus sonhos. Pode ter a absoluta certeza que sempre estarei disposto a te aplaudir de pé e estar ao seu lado até o tempo que Deus permitir!
Senti meus olhos marejarem e sorri em meio ao abraço.
— Eu sei e, de verdade, muito obrigada por tudo! Você é o melhor pai que eu poderia ter! — ele me abraçou mais apertado.
Naquela noite, o meu pai me ajudou a ensaiar a música que eu havia escolhido. Senti-me como se tivesse seis anos novamente, quando o meu pai me ensinou as primeiras notas para ser uma pequena pianista. Agora lá estava eu, ensaiando para fazer um teste que, se fosse da vontade de Deus, eu seria aprovada e faria parte de uma das maiores escolas de música, onde eu realizaria o meu sonho.
✝️= ❤
No outro dia, acordei bem cedo para me arrumar e ter um tempo para repassar a partitura da música que eu tocaria. Eu tinha feito uma música de minha autoria para tocar e cantar. Passei um bom tempo criando a melodia certa que se encaixasse com a letra e, no final das contas, acho que fiz um bom trabalho.
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Confiaremos | Livro 2
SpiritualEste livro é uma sequência de "Cremos". Após um ano, Melissa, Chloe, Lucas e Nicholas voltam mais fortes do que nunca. Agora, os quatro estão no último ano escolar e novos desafios surgem para os mesmos. Junto com isso, algumas pessoas tentarão de...
