Capítulo 19: Eu creio!

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Lucas

Passou-se duas semanas desde a minha visita ao meu pai. Graças a Deus, a cada dia ele vem apresentando sinais de melhoras, já consegue se locomover sem ajuda de enfermeiros e se alimentar sozinho. Da última vez que o visitei, ele abriu um pequeno sorriso para mim e eu senti-me extremamente feliz em saber que ele já estava melhor. Depois do que descobriram, os enfermeiros tem ficado mais atentos a qualquer pessoa que visita o meu pai e eu já tenho a absoluta certeza que, a melhora dele, também se deve ao fato dessa pessoa "misteriosa" não estar mais prejudicando sua saúde.

Deus é fiel. Não me canso de dizer isso. E daí se é uma frase que todo mundo fala? O importante é que há uma grande verdade no significado dessa palavra. Digo isso pois sei que, o que houve com meu pai, sempre teve um propósito e, de fato, só bastava confiar em Deus. Com tudo o que aconteceu, eu aprendi a perdoar e amar. Mesmo depois de tudo que passei com o meu pai, eu consegui o perdoar e sinto que, realmente, sempre tive amor por ele, só não gostava de admitir ou pensar nisso. Deus, com sua infinita graça e bondade, ensinou-me que, mesmo passando por lutas, Ele está conosco e sempre tem um propósito. Hoje eu O agradeço pela grande melhora do meu pai e, com absoluta certeza, irei levar a palavra da verdade para Walter. Preciso falar sobre Deus para ele, falar do grande amor dEle pelo mundo. Talvez o meu pai também seja alcançado por Ele, assim como eu fui.

— Você tem estado mais feliz nos últimos dias. Por quê? — comentou minha mãe e eu sorri.

— Primeiro, porque sou alcançado pela graça. E, em segundo lugar, porque meu pai tem estado cada dia melhor! — exclamei e a mesma sorriu.

— Fico feliz em saber disso, não deve ter sido fácil para ele todo esse tempo. — disse e ficou um pouco pensativa.

— É, não foi. — afirmei. — Sinto que meu pai está arrependido, mãe.

Ela ficou calada por um tempo, mas, após tomar um gole de seu suco, pronunciou-se:

— Ainda não sei se posso concordar com isso. — falou e depois pigarreou. — Você sabe que eu sofri muito com tudo o que seu pai aprontava.

— É, eu sei. Mas todos nós temos a chance de se arrepender e sermos perdoados! — falei e a mesma pensou.

— Lucas, eu não sei... — eu a interrompi.

— E se fosse você?

— Como? — franziu o cenho.

— E se fosse você que precisasse de perdão? Se tivesse feito coisas horríveis, tivesse errado mais que meu pai errou, acha que teria a chance de ser perdoada? — indaguei e ela pensou.

— Isso é outra história.

— É sempre outra história quando se trata da gente, mãe. Nós esquecemos de nosso próximo e somos tão egoístas pensando que apenas nós passamos por dores e aflições. Às vezes, somos tão falhos que fazemos papel de inocentes, pedindo para que Deus enxergue apenas o nosso lado, mas não é bem assim. Devemos enxergar também o lado do nosso próximo e saber que, assim como nós, ele também tem a chance de ser perdoado. — afirmei e minha mãe apenas ouviu-me.

Continuamos nossa refeição em silêncio. Minha mãe parecia pensativa e eu realmente esperava que minhas palavras tenha mudado seu jeito de ver as coisas. Meu pai merecia ser perdoado, assim como todos nós temos a chance de nos arrepender e ser perdoados.

✝ = ❤

Às quatro horas da tarde, fui para mais uma reunião do Cremos. Hoje quem estava encarregado da palavra era eu, e Chloe havia me ajudado com o estudo. Eu estava nervoso, como sempre me sentia, e ao mesmo tempo estava feliz em poder levar a palavra de Cristo, mais uma vez. Quando cheguei lá, já havia alguns jovens e Nicholas ainda não tinha chegado.

Confiaremos | Livro 2Histórias para pegar e não largar. Descubra agora