Capítulo 16: Altos e baixos

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Maratona pequenina 1/2.

Melissa

Emma parecia ter percebido minha inquietude nos últimos dias. Já faz uma semana desde que Nicholas conversou sobre seus sentimentos e eu ainda não dei minha resposta. Em minha cabeça eu repetia a ideia de que precisava de tempo para encaixar tudo, mas a verdade é que eu estava com medo de dizer o que sentia. Afinal, eu nunca havia gostado de ninguém dessa forma e, ao mesmo tempo que era um sentimento bom, ele me assustava e me fazia temer. Era seguro falar a verdade e não me decepcionar? Eu sabia que Nicholas não seria capaz de machucar o meu coração e esse era o motivo que mais me fazia querer contar a verdade de meus sentimentos.

- Já fazem trinta minutos que você encara a rua, então eu realmente pensei que deveria me preocupar com isso. - disse Emma e eu a olhei, com um pequeno sorriso.

- Só estou um pouco confusa.

- E a rua é capaz de te dar respostas? - brincou e eu balancei a cabeça.

- Seria ótimo se pudesse. - um sorriso fraco brotou de meus lábios e Emma suspirou.

- Ah, o amor! Sempre nos atinge, em uma hora... - comentou e eu ri.

- Não é amor. - ironizei e dessa vez foi ela que riu.

- Ah, por favor. Você me disse a mesma coisa há um tempo atrás, a diferença é que, agora, você sabe bem que é amor! - falou e eu franzi o cenho.

- Não sei se o que sinto é tão forte assim... Será? - ela pensou um pouco, antes de responder.

- Quando é amor, a gente sempre sente que é, tudo torna-se diferente e especial. Amor verdadeiro é o maior sentimento de todos! - comentou. - O amor é puro. Temos um belo exemplo de amor, olhando para Jesus, afinal, não houve maior declaração do que a dEle, não é mesmo?

- Foi dita em silêncio, na cruz. - abri um sorriso pequeno. - Já li uma frase assim, certa vez!

- Então, não tenha medo de senti-lo, Melissa. Pode parecer um pouco assustador, mas é o melhor e o mais puro sentimento de todos! - falou com um sorriso.

- Você acha que eu deveria falar o que sinto para ele? Tipo... ignorar o meu medo e falar a verdade? - indaguei e ela suspirou.

- Se o que você sente por ele vai além da amizade, então conte a verdade. Se for da vontade de Deus, vocês ficarão juntos! - respondeu e, com um sorriso, a abracei.

- Obrigada, mãe. Estava precisando de alguém para me ajudar. Sabe o quão confuso e estranho isso é? - fiz uma careta e ela riu.

- Mas tudo se resolve no final. Uma bela história de amor sempre tem seus altos e baixos!

Guardei aquilo em minha memória e fiquei conversando com ela mais um pouco. Depois de um tempo, Emma disse que iria preparar um lanche e eu falei que não queria, pois iria passear um pouco. Ela concordou, então resolvi sair e caminhar pela avenida ali perto. Por um momento, desejei esbarrar com Nicholas por aí, só assim eu teria a minha chance de falar os meus sentimentos com ele. Eu poderia ir até a sua casa, mas não sei se teria tamanha coragem. Então resolvi apenas caminhar e, no momento certo, eu o encontraria.

Observei a natureza ao meu redor e admirei as belas plantas e árvores que tinha ali perto. Era incrível observar todas essas coisas e lembrar que o criador era Deus. Tudo parecia ser perfeito e era uma pena que muitas pessoas não valorizassem as pequenas coisas.

Estava um pouco distraída quando avistei Nicholas, um pouco distante de onde eu estava. Já estava pensando que Deus ouvira meus pensamentos, quando percebi que ele não estava sozinho. Nicholas estava acompanhado de uma loira - que logo reconheci ser Annanda -, e os dois conversavam um pouco próximos. Até demais. Por um momento desejei ser um passarinho para ouvir o que tanto eles conversavam.

Confiaremos | Livro 2Histórias para pegar e não largar. Descubra agora