Bônus Alyssa
Enquanto estava com uma taça de whisky na mão, observei ao longe Lucas e Savannah "conversando" na festa de Max. Não consegui conter o sorriso irônico ao deparar-me com ele ali. Não era Lucas que saía pela escola com os seus amiguinhos, esbanjando "amor ao próximo" e outros mandamentos? Parece que ele não conseguiu seguir esses princípios por muito tempo.
— O que tanto você observa? — ouvi a voz de Max e eu sorri.
— O careta desobedecendo Papai do céu. — respondi.
— Lucas é um tolo, sabia que aquela pose de bom samaritano era só temporário. — Max disse, com uma risada irônica.
— Parecia muito convincente. — argumentei e ele deu de ombros.
— Mas não é desse idiota que quero falar agora... — ele me puxou pelo braço, com uma força desnecessária, levando-me para um corredor pouco movimentado de sua enorme casa.
— O que você quer? — indaguei e o mesmo sorriu, como se fosse óbvio.
— Faz um tempo que nós não... conversamos. — alegou, passando a mão pelo o meu braço e, por impulso, afastei-me de seu toque.
— Pois é. — foi a única coisa que respondi, encarando algo aleatório.
— Ah, Alyssa, não se faça de difícil... — antes mesmo de terminar sua frase, ele me puxou, agressivamente, para um beijo, cujo eu não retribuí.
Tentei, com todas as minhas forças, o afastar, só que Max era duas vezes mais forte que eu. Chutei sua perna e até belisquei seu braço, mas ele não dava nenhum movimento sequer, que não fosse aprofundar o beijo.
Eu estava com medo. A garota mais popular e admirada de toda a escola, tinha medo de Max Steiner e do que ele poderia fazer. Eu já havia ficado com Max antes, porém não passava de beijos. Ultimamente, ele está mais agressivo e eu sempre fazia o possível para afastar-me dele, mas parece que agora eu estava sozinha. O que não era novidade, para ser sincera!
— Me deixa em paz! — gritei, já não conseguindo segurar as lágrimas e, então, senti alguém o puxar e, rapidamente, socar o seu rosto, o batendo repetidas vezes.
Rapidamente limpei minhas lágrimas e coloquei a minha expressão firme de sempre. Quando Max já parecia não ter mais forças para revidar, o rapaz a minha frente parou e virou-se para mim.
— Você está bem? — indagou e eu dei de ombros.
— Eu tinha a situação sob controle. — respondi, indiferente.
— Ah, percebi. — o garoto riu, sarcasticamente.
Revirei os olhos e saí o mais rápido que pude daquela festa idiota. Quando estava do lado de fora da casa de Max, percebi que havia sido seguida.
— Mas o que você quer? — indaguei, irritada.
— As pessoas ainda dizem obrigada umas para as outras, hoje em dia. Ao menos para mim, esse hábito não acabou. — bufei, revirando os olhos.
— Obrigada. — respondi, quase sem voz. O garoto a minha frente, até então desconhecido, estendeu a mão.
— Alex Hughes às suas ordens, alteza. — falou com ironia.
— Alyssa Benson. — falei, sem retribuir seu gesto. Com certeza, ele era um dos novatos da escola.
Enquanto olhava a rua, vi Lucas sentado em uma calçada, um pouco distante. Por um momento perguntei a mim mesma o que ele estava fazendo ali. Será que se arrependeu?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Confiaremos | Livro 2
SpiritualEste livro é uma sequência de "Cremos". Após um ano, Melissa, Chloe, Lucas e Nicholas voltam mais fortes do que nunca. Agora, os quatro estão no último ano escolar e novos desafios surgem para os mesmos. Junto com isso, algumas pessoas tentarão de...
